segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Foi assim que não foi

Foto: GloboEsporte.com
Eu nasci/ eu nasci/ há 10000 anos atrás/ eu nasci há 10000 anos atrás/ e não tem nada nessa rodada que eu não saiba demais.

Sábado, o Flamengo-DF recebeu o Grêmio. O que tinha de quente no clima tinha de frio no jogo, e como de frio o Grêmio entende, copou a peleja. Gol de Biteco, após tabela de Biteco com Biteco que passou por Biteco e tocou para Biteco, que carimbou a trave mas Biteco não deixou passar. Nota lamentável do jogo para Marcelo Moreno, que bateu um pênalti pra fora e saiu correndo comemorar com a torcida do Grêmio. Devido à invasão de um torcedor, é possível que o Flamengo perca um mando de jogo e talvez precise jogar em lugares inusitados, como o Rio de Janeiro.

Também no sábado, o resultado mais óbvio da rodada em Campinas. Um gol no primeiro tempo e um no segundo, não necessariamente nessa ordem, e o Cruzeiro ganhou, nem tem muito o que dizer fora o que todo mundo já saberia que iria acontecer. Em Santos, o Vitória foi buscar aquele empate estratégico do Projeto Quinto Lugar do Caio Junior, mas não contava com 2 gols de Neymar, fato cuja explicação mais coerente envolve bancos de reservas, sósias, Dança dos Famosos e um dentista fã de Beatles que promete criar clone de John Lennon a partir de dente.

Se depois destes jogos você foi pra balada, perdeu o jogo entre Criciúma e Coritiba. Isto é, depois dos jogos, o Coritiba foi pra balada. Segundo a Lei do Ex, os dois gols foram de Marcel. E, se a Lei do Ex é cruel o suficiente, um gol foi de cabeça e o outro sem querer, já que Marcel não sabe fazer gol de outro jeito.

Domingão, um ato nobre: o Flamengo-DF emprestou seu estádio para o rival Vasco. Curioso foi ver, na arquibancada, vários torcedores familiares com a camisa do clube alvinegro. Mais tarde, notamos que eram os mesmos que estavam no estádio com a camisa do Flamengo no dia anterior. Brasília está se acostumando com esse negócio de “Campeonato Brasileiro de Futebol”, não estranhem. Enfim, 1x1, gols de Guerrero e Pato contra, que saiu vaiado, em silêncio, mas seus companheiros de time saíram em sua defesa.

No mesmo horário, o São Paulo saiu perdendo com um frango do Rogério Ceni, mas virou com dois gols de Marcelo Antunes, torcedor que participou da promoção “Quem for ao jogo com camisa, calção e chuteira, pode jogar”. Na comemoração do segundo gol, mandou um abraço especial para Amir Somoggi dizendo “VEM CONSULTAR O MARKETING AQUI DO MEU #$%@”. Além deles, Bahia e Náutico foram até a Fonte Nova e, em protesto contra o calendário, só combinaram um resultado que não prejudicasse muito ninguém e foram embora. E ainda teve o clássico dos times cujos apelidos quase substituem os nomes, Galo x Lusa. Era pra ser uns 8x0, mas o Galo esqueceu completamente como se ganha um jogo sem aquele cagaço todo. Por isso tomou um gol de propósito, senão o jogo terminaria 0x0.

Nos últimos dois jogos, Inter e Goiás fizeram um jogo completamente absurdo. Walter abriu o placar. Figueroa empatou. Renteria virou. Walter fez o segundo, o terceiro e, com fome de gol (dsclp), fez o terceiro do Inter também, aos 12 do primeiro tempo. Novo Hamburgo é um lugar místico, essas coisas acontecem. Por fim, o HARLEM GLOBE TRÉTIS tá nem vendo quem aparece na frente. Ontem, o Seedorf saiu falando fino e pedindo desculpa depois da TUNDA DE MANGO que o Atlético deu.

Bom, isso aí foi tudo o que eu não vi da rodada, porque sábado eu estava no casamento do meu melhor amigo e domingo fui ver Smurfs 2 com a minha sobrinha no cinema. Esse texto foi só pra mostrar como meu fim de semana foi infinitamente melhor que o de vocês, seus torcedor de futebol. Beijo nas costa da mão das invejosa e até a próxima.

EL Salvador é matemático industrial e tem 27 anos. Dono do Prosopopênalti, escreve sobre Brasileirão aqui na TF e é fã do Hagi, do Leandro Donizete e do Claudio Caçapa.

"Imagine que não há futebol. Que o mundo é como o conhecemos, exatamente desse jeito, exceto pelo futebol. Não há jogos, muitos menos clubes ou campeonatos. Não adianta, mesmo nesse cenário, alguém em algum lugar, em algum momento, vai amassar uma bolinha de papel e chutá-la em alguma direção. Eu? Eu não sou o cara que amassa a bolinha, não. Eu sou o cara que dá um carrinho nela e sai jogando."

No twitter, @novosomsalvador

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