quinta-feira, 8 de agosto de 2013

O cartão de visitas europeu de Thierry Henry

(Foto: French Football Weekly)
Henry despontou cedo para o futebol francês e marcou seu primeiro gol por competições europeias apenas um ano depois de sua estreia como profissional pelo Monaco: e ao que podemos reparar, com uma das suas principais características.

Não é preciso discutir muito para chegar numa conclusão favorável a Thierry Henry numa hipotética eleição de maior jogador francês depois de Zidane nos anos 2000. Afinal, no currículo do atacante, os últimos títulos do Arsenal, uma Copa do Mundo, uma Liga dos Campeões, um Mundial Interclubes, uma Eurocopa, duas Premier League, dois Campeonatos Espanhóis e uma Ligue 1 pelo Monaco, sem falar outras copas nacionais.

Aos 18 anos, o atacante estava em sua segunda temporada como profissional no Monaco e viu uma chance de ouro para mostrar seu valor ao mundo em 1996, pela Copa UEFA contra o Borussia M´gladbach. A circunstância do seu primeiro gol internacional por si já dava indícios de que Henry seria um grande jogador. Bem os amigos devem saber, grandes jogadores conseguem tirar o coelho da cartola quando menos se espera, ou em menos tempo do que a média geral. 

Vai que é tua, novato
No Bökelberg Stadion, em 15 de outubro de 1996, o M´gladbach recebia os monegascos e o placar estava 2-2 (gols de Christian Höchstatter e Patrik Andersson para os Potros e John Collins e Viktor Ikpeba para o Monaco) quando aos 70 minutos de jogo, um certo camisa 28 entrou em campo.

Henry precisou de sete minutos para romper a defesa adversária e arrancar com a bola nos pés. Com um passe brilhante de John Collins do campo de defesa, o atacante passou por Hubert Fournier e botou sebo nas canelas para correr até a meta, acompanhado pelo capitão adversário Stefan Effenberg, que mais parecia uma vaca louca na marcação. Com classe, Henry chutou por entre as pernas do goleirão Uwe Kamps, desempatando para os franceses. Ikpeba faria o quarto gol e consolidaria a vitória dos visitantes.

Aquela campanha do Monaco na Copa UEFA em 1996-97 só foi parar nas semifinais diante da Internazionale, que por sua vez, caiu para o Schalke numa decisão por pênaltis. Henry foi para a Juventus em 1998-99 e decepcionou. Precisou esperar até 2000 para brilhar no Arsenal, onde virou ídolo absoluto.

E nunca se esquecerá de seu primeiro gol europeu naquela noite em M´gladbach. Um golaço com a marca do artilheiro que ele se acostumou a ser. Simplesmente brilhante.



Felipe Portes é estudante de jornalismo, tem 23 anos e é redator na Trivela, além de ser o dono e criador da Total Football. Work-a-holic, come, bebe e respira futebol.

"O futebol na minha vida é questão de fantasia, de imaginário. Fosse uma ciência exata, seria apenas praticado por robôs. Nunca fui bom em cálculos e fórmulas, o lado humano me fascina muito mais do que o favoritismo e as vitórias consideradas certas. Surpresas são mais saborosas do que hegemonias.

No twitter, @portesovic.

Um comentário:

Anônimo disse...

Simplesmente excelente.É difícil saber quem foiu o melhor,se Henry ou Trezeguet,mas o Henry sem nenhuma dúvida,foi o mais completo.