segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Ninguém quer

Alex, contundido, era o principal destaque corintiano na corrida pelo título (Mundodofutebol.net)
Por Felipe Portes

O Brasileirão 2011 avançou um estágio interessante na sua classificação. Com o Corinthians no topo e alguns asteriscos a respeito de seu aproveitamento, o certame alterna de vice líder e vagas para a Libertadores quase que toda rodada.

Quando a torcida corintiana se acostumava a ver o Flamengo no retrovisor, a ameaça mudou de cores, mas não de estado. Vasco e Botafogo iniciaram boa arrancada para alcançar o Timão, balançando e perdendo pontos em jogos considerados fáceis. Fato é que a inconstância tem atrapalhado grande parte dos clubes da ponta, acumulando séries sem vitória, demonstrando grande equilíbrio na competição, ou até mesmo a inoperância de lidar com o favoritismo, como queiram.

No pelotão dos inoperantes também se encontram o São Paulo e o Palmeiras, com imensas dificuldades para vencer em seus domínios. Os comandados de Adilson Batista empataram quatro vezes e perderam uma, nas cinco jornadas que precederam o triunfo sobre o Figueirense. Mal das pernas, uns podem dizer. Contudo, algo que o tricolor não deixou de fazer, foi pontuar. Estes empates foram a pilha sãopaulina para se manter na segunda posição. (Ainda que o Botafogo vença o Santos e vire o novo líder, o SPFC ficará em terceiro)

O que dizer do Palmeiras de Felipão? Estacionado na sexta posição e fora da zona de classificação para a Libertadores, o alviverde conta com um elenco limitado, tecla batida por qualquer comentarista que se preze. Fazendo milagre com o plantel disponível, o treinador gaúcho encontra resistência no alto comando palestrino, responsável por grande parte das picuinhas ocorridas nas dependências do antigo Palestra Itália. Fato é que o time enfrenta um sério problema no ataque, a constância na finalização e ausência de gols. Jogos como os contra o Grêmio, Bahia, São Paulo e por último o Cruzeiro custaram pontuações essenciais no objetivo final. A vitória perante o Corinthians no dérbi da semana passada deu novo ânimo ao elenco, ainda que logo depois a derrota para o Botafogo colocasse as coisas no devido lugar.

Já o Santos... ah, o Santos. Campeão da Libertadores, o alvinegro praiano adotou a filosofia de Renato Gaúcho em 2008. "Brincando de Brasileirão", os meninos da Vila amargam a 16a colocação no certame, apenas dois pontos à frente do Atlético-MG, encabeçando a zona de rebaixamento. O renascimento santista tem dado pinta de que irá acontecer, com as recentes vitórias e empates em jogos cruciais. (x São Paulo e Internacional) A fórmula do sucesso Muricy Ramalho tem, de certo. Veremos se o foco no Mundial de Clubes ao fim do ano não deixará deslumbrada a molecada que tanto impressionou no primeiro semestre. Será que estarão em situação tranquila o suficiente para voltar suas forças em direção ao confronto épico frente o Barcelona?

Em suma, quando dizem que o Brasileirão é o campeonato mais equilibrado e mais difícil do mundo, não podemos de pronto discordar. A tese é que há muitos clubes considerados grandes na disputa, isso quando algum azarão não toma as páginas esportivas ou os holofotes. Esteja o contestado Tite, o desacreditado Caio Júnior, o Professor Pardal Adilson ou o encrenqueiro Felipão na frente, esta edição do nacional promete ser mais emocionante do que a de 2009, onde o Flamengo perseverou e levantou o caneco com incrível corrida.

Enquanto isso, os resultados vão mostrando que ninguém parece querer o troféu.

*Quer saber como está a situação na tabela do Brasileiro? Visite nossa aba TABELAS na seção de editorias, acima!

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