quinta-feira, 16 de junho de 2011

Craques: John Robertson

Robertson no primeiro título europeu pelo Forest:
aclamado pelo mestre Brian Clough (UEFA.com)
Por Felipe Portes

Treze anos de Nottingham Forest, dois títulos europeus, dois nacionais (um da primeira e outro da segunda divisão) credenciam o atacante escocês John Robertson como uma das figuras mais importantes que um dia já demonstraram seu talento em campos bretões. Ponta esquerda, dos que mais abasteciam o poderio do centroavante, no seu caso, Garry Birtles e Terry Woodcock, companheiros nos grandes triunfos da equipe, comandada pelo brilhante Brian Clough, juntamente com Peter Taylor.

Baixinho, rápido, explosivo e habilidoso, Robertson tinha grande moral com o seu treinador, Clough, nos tempos de Forest. Para se estimar o que ele significava para "Cloughie", veja esta declaração do lendário manager inglês: "John era um cara pouco atraente. Se eu me sentisse um tanto quanto feio, desarrumado, sentaria ao seu lado e poderia me sentir quase que um Errol Flynn. Mas no campo, não se podia dar um mínimo espaço a ele, pois era um artista, um Picasso do nosso jogo".


A admiração de Brian pelo futebol de Robertson não parou por aí, afinal, sempre dizia que o escocês era um dos melhores praticantes do esporte que ele havia visto, ao lado dos italianos e brasileiros.
Duelo contra o Birmingham nos tempos áureos dos Reds de Nottingham (Getty images)
A importância tática e ofensiva de John era determinante no estilo de jogo do Forest. Aliando dois ótimos meias como Martin O´Neill e Archie Gemmill, a precisão dos passes trocados entre os atletas era alta, permitindo a armação de ataques em velocidade, além da óbvia tranquilidade para chegar a área adversária.

Jogando dois mundiais pela Escócia, (1978 e 82) Robertson foi ofuscado em patamar internacional pelo talento de seu patrício e grande rival clubístico, Kenny Dalglish, do Liverpool. Contemporâneos, eram os grandes responsáveis pelo credenciamento dos "homens de saia" para as Copas, de 74 a 1986, época em que estavam em destaque.

John jogou por 13 anos consecutivos no Forest, antes de ingressar no Derby County (rival histórico e outro clube que passou pelas mãos de Brian Clough) em 1983, gerando discórdia entre Peter Taylor e Clough, à época não mais parceiros e treinadores das duas equipes. Taylor tirou Robertson dos Reds por dois anos, até 1985, quando o ponta retornou a Nottingham para encerrar sua gloriosa vida no futebol. Decisivo, fez gols importantes como o do título europeu em 1980, o segundo consecutivo do Forest, em cima do Hamburgo.
JR e O´Neill, mais de vinte anos trabalhando juntos como assistente e técnico (BBC)
Depois de sua aposentadoria, trabalhou como assistente de Martin O´Neill até o ano de 2010, quando o treinador se demitiu do Aston Villa. Passou por equipes como Norwich, Leicester e Celtic, em parceria com O´Neill, sempre.





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