sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

O Futebol Gourmet contra as cornetas


Por Marcelo Mendonça

O megafone e as trombetas de Gondor soaram como nunca e o time que tinha estampada a  coxinha do Veloso não se abalou e usou isso como trunfo pra ser o 3º colocado da série A da Copa Trifon Ivanov.

A história do Aston Villa Mariana começou na semifinal da primeira edição do torneio entre o Neuchatel Chavantes o Rad Ourinhograd. Aquele jogo teve um significado especial tanto pro Portes, que venceu o jogo com um gol no último lance do jogo, quanto pra mim, que mesmo tendo feito 2 gols e virado o jogo contra o time celeste, acabamos derrotados na partida entre as duas melhores campanhas do torneio de estreia.

A partir dali, tive muito contato com a Menina Sérvia (Obrigado por esse apelido, Odil) por vários motivos e fui ajudando ele em algumas coisas dessa edição. Fui convidado a ser capitão do Aston Villa Mariana para não correr o risco de cairmos no mesmo time como ele vivia anunciando no twitter.

Sorteio feito, times definidos, já me contentaria caso meu time não perdesse todas as partidas, já que estávamos no grupo D mais forte e de maior concentração de hipsters já tinha Mooca, Moema, Vila Mariana e Lapa representados nas equipes. Logo de cara jogo contra o Borussia Moema Gladbach do Frodo e de uma das maiores cornetas da história da humanidade chamada Gui Pinheiro.

O dérbi da Classe Média Sofre foi duro, puxado, brigado até o final com muita corneta do lado de fora, como não podia deixar de ser. Atacamos bastante, bombardeamos o Intrieri e depois de muito tentar finalmente fizemos 1 x 0. A partir de então, os moemenses se inflaram com tal afronta e tomamos um sufoco até o final do jogo mas a defesa que contava com o Marco Losso e Fábio Camargo seguraram as pontas e no ultimo lance do jogo, fizemos 2 x 0.

Próximo desafio, os coxinhas da Zona Oeste do Cobrelapa. Foi um jogaço. Terminal Lapa saiu em comboio e fez 1 x 0 logo de cara e que teríamos que jogar o dobro do que imaginávamos e assim fizemos. Pegamos o Metrô e fomos pra cima deles e num escanteio, ficaram preocupados comigo na bola aérea mas tinhamos a dupla com a dupla Cuenca e Felipe Castro e deixamos tudo igual. Jogo lá e cá, com o jogador mais novo do torneio Raphael Harris pelo meio e o mozão Edu Vasques no ataque, segurando a zaga deles e voltando como um monstro pra ajudar nossos defensores quando perdíamos a bola. Não foi o suficiente e num lateral já nos acréscimos, os Cobrelapenses fizeram 2 x 1.

Ainda estávamos no páreo, mas tínhamos que dar um jeito nos coxinhas da Zona Leste para nos classificarmos. De longe, foi um dos jogos mais catimbados e divertidos do torneio. Nesse, fiz questão de jogar bebendo por que só assim pra aguentar um time com Silvio, Yuri,  Alesqui e o Chiorino peso pena que caia no chão até se batesse uma brisa de vento. Empate em 2 x 2 ao final do jogo e a notícia que tinhamos passado com a vitória de 3 x 0 dos emergentes da Zona Oeste em cima da Zona Sul.

Veio então, o time de gente diferenciada do Higienapoli que tinha o Coxxa e o Moret que havia ganho o grupo C. Deve ter sido um dos embates mais legais de ter assistido. Foi bem divertido estar em campo, principalmente porque o Leuzito estava insaciável na corneta, azucrinando com o megafone. Clima perfeito de decisão: fizemos um jogaço com torcidas pros dois lados gritando muito e com belos gols saindo. No final, empate em 2 x 2, levando a decisão da vaga na semifinal para os PELANTIES. Foi ai que nosso goleiro George Raposo cresceu defendendo a ultima cobrança da equipe anti-metrô e nos colocou  na semifinal pra jogar contra o Raja Casa Verde.

O duelo contra o time do meu ex-capitão Bonsa foi bem complicado, não jogamos bem, com todo o time já bem cansado dos outros jogos e das bebedeiras. Não aguentamos com os manos da Zona Norte, mesmo tendo dado sangue em campo (literalmente depois de uma trombada que dei e ferrei o nariz) e perdemos por 3 x 1.

Nem por isso baixamos a cabeça. A consagração veio ao ganharmos de 3 x 1 na disputa de terceiro lugar dos parceiros de metrô da linha verde do Ipirakpt Pauli, com muita zuera em quadra pra cima do Bonilha (o pior deles) e do Tomiate. Esse clássico foi gravado e deveríamos pedir pra Globo a fita para mostrar como se joga bola sem precisar levar a sério entre bróders.

Terminamos em terceiro só tendo perdido dos finalistas e ainda por cima marcamos em todas as partidas. Nada disso importa, na verdade. A verdadeira conquista ter me aproximado de outras 7 pessoas devido a um sorteio pra jogarmos bola juntos e de todas as 200 ou mais que estavam lá no Playball. 

Alguns já eram amigos há tempos, outros viraram agora. Talvez todos possam ser adversários na próxima Copa Trifon Ivanov, quem sabe? Serão durante um bom tempo companheiros de bar, de churrasco, bobagem no twitter, afinal, estamos aí pra isso mesmo...

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