segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Somos todos Trifon


Quanto mais perto a Copa Trifon Ivanov fica, mais rápido batem os corações envolvidos. Não há um jogador que não tenha sonhos completamente alucinados e destemperados, que não acorde pensando que já é sábado. Ao momento em que todos chegarem ao Playball, o tempo poderia muito bem parar.

Nós não temos nada parecido com o Trifonzão no resto do ano. Veja bem, nós sempre nos unimos em algum bar, alguma festa de amigos em comum, mas sempre vai faltar o pessoal de fora. Nossas razões para fazer o torneio ser inesquecível são muitas. A começar pela saudade de dividir o espaço com alguém querido, perder um dia todo rindo de tudo, e claro, não poderíamos esquecer da maravilhosa sensação de voltar no tempo quando entramos em campo.

Não é um campeonato qualquer. É o nosso campeonato. Nos outros dias do ano, cornetamos os jogadores dos nossos times, seja da arquibancada ou de casa, mas no Trifonzão, quem ouve xingamento somos nós. Quem ouve vaia, quem faz a torcida vibrar na grade, também somos nós. Com a pequena diferença que podemos mudar de papel apenas pisando fora da quadra. 


Cada um tem a sua motivação nesse dia. Alguns querem provar seu valor, outros querem se redimir, mais gente quer apagar a má fase pessoal, jogar a Copa do Mundo possível. É claro que nenhum de nós é craque. Exatamente por isso o torneio ganha contornos colossais. À nossa maneira vamos vibrar em campo (até onde o calor permitir), sentir o jogo com os companheiros e esperar que tudo conspire a favor, que a sorte esteja do nosso lado e não do rival.

Já temos uma mínima noção de rivalidade, aquele espírito competitivo que no fim acaba abafado pelo tanto que gostamos de quem está do outro lado. No fim, se perdermos ou não de um amigo, pouco importa. Algum de nós estará feliz quando a noite terminar na quadra. E tomara que seja um de nós, tomara. 

A segunda Trifon tem tudo para ser bem especial. Os atletas dobraram e a torcida também. Agora temos as meninas para mostrar que a raça não é uma característica inerente somente aos homens. Elas vão poder ter o gostinho de sentir o que é lutar por um troféu, um reconhecimento que é deveras exclusivo. Da mesma forma como não entendemos a dimensão do que é sobreviver até a final, elas também vão sentir aquele arrepio toda vez que o apito celebrar o início do primeiro e do último jogo. O arrepio da estreia.


Aí você me pergunta qual é a diferença delas para os marmanjos que vão estar devidamente uniformizados e espalhados pelo Playball. Sem titubear, respondo: nenhuma. Estaremos todos lutando pela mesma coisa, com os mesmos objetivos, do mesmo jeito. Haverá suor, haverá riso, haverá determinação e certamente dores musculares. 

Sabendo perfeitamente que o tempo não vai parar, só podemos aproveitar cada minuto de um dia que não se repete. O dia do Trifonzão apenas se renova, se supera, só melhora, nunca vai piorar. Será uma honra estar ao lado de cada um de vocês quando a manhã de sábado nos castigar com os primeiros raios de sol. Eu só quero saber de encontrar todos vocês lá, pra que a gente possa tornar real tudo isso que anda acontecendo nos nossos sonhos. Vibrem, xinguem, gritem e curtam. Queremos que a experiência seja intensa mesmo para quem está de fora.

Então, o que me diz? Façamos valer esse dia como uma grande parte de nossas vidas. Meninos e meninas, é a nossa vez de estar no centro das atenções, vamos fazer da forma mais justa possível, mantendo o respeito e a vontade de ganhar na mesma faixa. Que os nossos Pelés e Martas estejam com a corda toda. Sábado que vem somos todos Trifon.

Nenhum comentário: