segunda-feira, 2 de julho de 2012

Fomos Campeões: Espanha 2008

Foto: Poster de times campeões
Felipe Ferreira, @felipepf13
De Araçatuba-SP

"Jogamos como nunca, perdemos como sempre". Não havia frase que descrevia melhor a situação da Espanha em meio a história do futebol mundial. Contudo, chegou o ano de 2008 e a Fúria mais uma vez apresentava um plantel forte. Encantando o mundo com seu futebol baseado no envolvente toque de bola, buscava apagar o seu retrospecto de amarelona.

Os espanhóis ostentavam condição de favoritos para a competição, que era realizada na Áustria e na Suíça. Ainda havia um receio geral a respeito dos comandados de Luis Aragonés. No mesmo grupo do que a Fúria, havia também as perigosas Rússia e Suécia, além da Grécia, que havia conquistado o torneio 4 anos antes.

Logo na estreia já foi possível ver que a seleção espanhola estava disposta a tudo pelo título e diante da boa equipe russa, um show de futebol e uma contundente goleada por 4 a 1, com direito a hat-trick de David Villa, atacante do Valencia.

Villa garante Espanha nas quartas com hat-trick frente a Rússia e gol tardio
contra a Suécia (Foto: UEFA)
No segundo jogo, uma partida muito mais complicada contra a Suécia de Zlatan Ibrahimovic, Torres abriu o placar e Ibra empatou, até que nos acréscimos, a figura daquele que já havia brilhado na jornada inaugural voltou a aparecer: Villa marcou mais um e chegou ao seu quarto gol na Euro e sacramentou a vaga para a próxima fase.

Com a vaga já assegurada, Aragonés decidiu por mandar um mistão para enfrentar a Grécia. Os helênicos abriram o placar com Charisteas, mas não aguentaram o repuxo e cederam perante Rúben De La Red (volta, saudades) e Dani Güiza. De virada, abocanhou 100% de aproveitamento na fase de grupos e seguia firme e forte na briga pelo caneco.

Nas quartas de final, a Espanha tinha compromisso complicado diante da Itália. Sem poder contar com Andrea Pirlo e Gennaro Gattuso que estavam suspensos, a solução encontrada pela Squadra Azzurra foi se fechar e tentar matar o confronto no contra-ataque. Os ibéricos, por outro lado, encontravam grandes dificuldades em furar tal ferrolho, não conseguiam criar boas oportunidades.

Conseguiram mesmo foi evitar que os italianos levassem perigo. No fim, o 0 a 0 persistiu no placar, tivemos foi pênaltis e aí brilhou a estrela de Iker Casillas, que defendeu as cobranças de Daniele De Rossi e Antonio Di Natale colocando o selecionado espanhol nas semifinais.

A Rússia era velha conhecida, e queria devolver o 4 a 1 no debut das duas nações. Embalados, os russos derrubaram a Holanda. Repetindo a sapatada da primeira fase, os espanhóis deram um show e despacharam os oponentes com gols de Xavi, Güiza e David Silva. O 3 a 0 credenciou Aragonés e seus pupilos para a grande final em Viena, contra a Alemanha.

Foto: Imortais do futebol
A decisão
A final da Euro colocava frente a frente Espanha e Alemanha, duas forças que jogavam de maneira ofensiva. O prognóstico inicial era que uma tinha fama de "amarelar" em decisões e a outra de crescer nos momentos decisivos. Previsão essa que só aumentaria a expectativa em torno da finalíssima no dia 29 de junho de 2008, estádio Ernst Happel: o dia e local em que o mundo do futebol conheceria uma nova potência.

David Villa foi o artilheiro da Espanha, mas se lesionou e ficou de fora do derradeiro compromisso de sua equipe. Aragonés então foi esperto o substituindo por Fàbregas e fortalecendo o meio-campo, medida que foi fundamental para segurar os alemães no ímpeto dos primeiros 20 minutos.

Passada a metade inicial do primeiro tempo, a Fúria se encontrou de vez em campo e com suas envolventes trocas de passe começou a criar perigosas oportunidades. Aos 32 minutos da etapa inicial, Xavi lançou Fernando Torres que ganhou na corrida de Phillip Lahm para dar um belo toque de cobertura sobre Jens Lehmann abrindo o placar em Viena.

No segundo tempo, os atletas de La Roja entraram em campo de maneira mais cautelosa, organizada e preservando a vantagem adquirida. A Alemanha bem que tentou, mas não conseguiu se acertar e acabou sucumbindo com o cansaço: Espanha bicampeã da Euro, 44 anos depois da primeira conquista.

Foto: Imortais do futebol
Alemanha: Lehmann, Friedrich, Mertesacker, Metzelder, Lahm (Jansen), Frings, Schweinsteiger, Ballack, Hitzlsperger (Kuranyi), Podolski e Klose (Gomez). Téc: Joachim Löw


Espanha: Casillas, Puyol, Marchena, Sergio Ramos, Capdevila, Xavi, Iniesta, Marcos Senna, David Silva (Cazorla),  Fàbregas (Alonso) e Torres (Güiza). Téc: Luis Aragonés


Campanha: Seis jogos, cinco vitórias e um empate. 12 gols marcados, três sofridos


Jogos
Fase de grupos
Espanha 4 x 1 Rússia
Espanha 2 x 1 Suécia
Espanha 2 x 1 Grécia


Quartas de final
Espanha 0 x 0 Itália (4x2 nos pênaltis)


Semifinal 
Espanha 3 x 0 Rússia


Final
Espanha 1 x 0 Alemanha

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