terça-feira, 31 de julho de 2012

PES 2013: Ainda falta muito

Neymar virtual está idêntico ao original, tanto na aparência
quanto na ginga e movimentação  (Foto: Christian Post)


Lançada nesta terça-feira para a PSN americana (lar de muitas contas de brasileiros), a demo de Pro Evolution Soccer 2013 prometeu inovar o dobro do que fez na versão anterior e tentar fugir um pouco da irritante comparação com a série FIFA.

Para começo de conversa, a Konami dizia em seus comunicados oficiais sobre o jogo que tentaria fazer algo diferente, inovador, mas com seu estilo próprio, correndo de toda aquela baboseira de disputa com o rival produzido pela EA Sports. Convenhamos que desde a versão 11 não há mais uma disputa, e sim um massacre.

A franquia japonesa que carrega o legado do Winning Eleven concentrou seus esforços no lema “projetado para a liberdade” e nas miscelâneas como criações de estádio (o que eu considero fantástico, já que vivo criando centenas de time), uniformes, detalhes gráficos e modos de jogo. No entanto, esqueceu de tornar o seu principal elemento numa peça de arte como o restante da obra.

Principais diferenças
Analisando de maneira fria, FIFA e PES se completam. FIFA traz melhor jogabilidade, muito mais ligas (e licenciadas), campeonatos online e agora a maravilhosa ferramenta do EA Creation Centre, em que você pode montar seu clube, jogadores e baixar várias ligas feitas por outros usuários para o seu console (você só pode jogar com elas no Manager mode pagando).

Já o PES tem o Edit mode consolidado, quase perfeito (times, atletas, jogadores, estádios e até ligas) e completo, sem a exigência de downloads ou compras de DLC. A presença da Champions e Europa League, além da Libertadores da América tornam a peça da Konami um atrativo à parte. O ponto negativo fica mesmo por conta da jogabilidade pouco atraente e engessada, até a versão 2012.

Como fã da série WE, bem antes do surgimento do PES e um tanto quanto desiludido com o progresso feito até aqui, devo acrescentar que comentarei apenas o que achei interessante ou decepcionante na demo de PES13 e não estou ansioso para o lançamento do novo FIFA. Digo mais: só jogarei o da EA quando já tiver aproveitado bastante o trabalho do pessoal da Konami, pois uma vez que eu ligar o FIFA no console, será um caminho sem volta para o vício, lamentavelmente.

Propostas
Levando em consideração o fato de que a desenvolvedora do PES saber que já perdeu grande parte do mercado para o FIFA, a ideia agora é inovar no máximo possível. Finalmente focando numa maior liberdade dos jogadores em campo, agora podemos ver uma mecânica mais suave, estilo de jogo mais fluído e maior empenho no quesito dribles. Depois de transformar Lionel Messi em um simples Maikon Leite sem recursos, desta vez a Konami entrou de carrinho e fez grande melhoria na forma como as fintas são executadas e bem sucedidas. Não é mais preciso ser um gênio para pedalar, puxar a bola ou dar uma carretilha, e isso é essencial, rapazes. Não concentrem a mina de ouro só nos gamers mais viciados.

Foi confirmado que a Taça Libertadores agora também estará inclusa no modo Master Liga, o carro chefe do PES desde o início da franquia. Agora será possível erguer a Copa com Palmeiras, Corinthians, Vasco, São Paulo, Figueirense e até a Ponte Preta. Sim, a Liga Brasileira está completa e com licenças, apesar de não haver um anúncio oficial. Semana passada o pessoal que produz mods para a versão de PC conseguiu entrar na database do jogo e encontraram lá todos os nomes e arquivos referentes ao Brasileirão. Um golaço.

A questão de dribles que eu tanto insisto foi resolvida com classe. Na minha primeira partida, com o Santos, dominei várias vezes com o Neymar e qualquer combinação com o manete analógico gerava uma ginga interessante. Se vai ser objetiva ou não, vai de quem controla. Resolveram um grave defeito das edições anteriores, que era não conseguir passar dos defensores. Não se torna um jogo mais realista apenas o dificultando, fica a dica para o pessoal que vai se encarregar da versão completa, que sai dia 30 de setembro.

Por outro lado, a sua defesa ficou mais inocente que strip poker entre cegos. Não sei se foi algum problema na tática de Santos e Flu, mas os zagueiros sobem demais e qualquer contragolpe pode resultar no atacante adversário saindo de cara com o goleiro. A máquina vai sempre fazer o gol chutando no canto.

Gostei dos passes, que agora são menos automáticos e precisam ser feitos com mais atenção. Não é qualquer apertadinha no X que vai deixar o seu centroavante na cara do gol. Agora é você que tem a estratégia em mente e tem de dosar a força e a direção do toque, outro golaço da Konami. Se você for daqueles que acha que dá pra vencer um adversário só driblando, é melhor ir se acostumando. Caso não seja, aperte com vontade o botão.

As faltas imbecis continuam presentes, para o desagrado de muitos. Qualquer empurrãozinho pode sim ser marcado como infração e dependendo do estilo de marcação escolhido, isso pode truncar as partidas. Mas nada que vá pesar numa análise.

É de se esperar que a produtora enxergue esse feedback positivo e não altere de forma brusca a jogabilidade, como na versão 2011 onde a demo foi infinitamente mais agradável do que o produto final. Potencial há...




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