quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Os bons, os maus e os feios, parte I

Foto: Guardian.co.uk




O futebol por vezes é uma vitrine sociológica interessante. Repleto de estereótipos, dramas e exemplos (sejam bons ou ruins), o esporte forma caráter, no entanto, dependendo do nível de reconhecimento pode acabar arruinando-o. É por essa razão que esse post contará a história de três tipos diferentes de jogador, todos eles referenciais de comportamento. O que não implica que todos sejam modelos para a juventude. Partindo da premissa (no caso, partindo do nome) de Três homens em conflito/The good, the bad and the ugly, estrelado por Clint Eastwood, Lee Van Cliff e Eli Wallach em 1966, começamos com Paolo Maldini, o bom moço.

O bom
Assim como qualquer outra modalidade, o futebol tem seus grandes heróis. Entre os que desfilam sua honra e caráter por entre as quatro linhas, está uma verdadeira lenda viva. Facilmente confundido com galãs de cinema, Paolo Maldini nasceu em 26 de junho de 1968, em Milão. Aos 17 anos, em 1984, já era integrante do plantel do Milan.

Sempre lembrado por ser o capitão e o dono da zaga (muito embora também seja lateral esquerdo), era exímio defensor e sabia como poucos fazer a cobertura da retaguarda milanista. Bandeira absoluta, teve sua camisa número 3 aposentada em 2009, quando pendurou as chuteiras. Dedicou cerca de 24 anos ao clube  e fez parte da segunda linhagem Maldini dentro do San Siro. Filho de Cesare e pai de Christian, foi campeão de tudo e já prepara o seu herdeiro para seguir a tradição familiar com o manto rossonero.

Leal, o zagueiro se envolvia constantemente em boas causas fora de campo e foi um dos primeiros embaixadores da Unicef (depois vieram Ronaldo, Beckham, Ronaldinho, Zidane). Como pessoa pública era impecável, e no seu ofício  foi um gigante, um dos maiores de todos os tempos, presente em grande maioria das seleções de melhores do mundo. 

Na Itália, foi convocado durante 14 de seus 24 anos como profissional. Capitão nas Copas de 1998 e 2002, tinha bola para estar também em 2006, mas preferiu se despedir da Squadra Azzurra quatro anos antes, depois da eliminação traumática perante a Coreia do Sul de Ahn Jung-Hwan. Somou mais de 900 partidas pelo Milan, sem falar nos inúmeros títulos nacionais e internacionais, marcando o início e o fim de duas gerações de ouro da agremiação.

Venceu cinco Champions League, três Mundiais Interclubes, sete scudettos, cinco Supercoppas italianas, cinco Supercopas europeias e uma Coppa Italia. É o recordista de atuações pela Serie A, deixando para trás o goleiro do tricampeonato mundial, Dino Zoff. 

Seu legado ficará intocável dentro do San Siro e nos corações da torcida que sempre soube exaltar os feitos de seu capitão. Três anos depois de sua aposentadoria, muito provavelmente a parcela rubronegra de Milão sente saudades de Paolo, que aos 44 anos não conseguiria fazer pior do que a atual zaga milanista. 

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