quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Aquele: Butragueño no Club Celaya

Foto: Medio Tiempo
Antes do Mexicanão virar uma liga forte e rica, vários craques precisaram consolidar o futebol do país emprestando os seus talentos. Uma pequena equipe chamou a atenção em 1995, logo após o seu acesso à elite: o Club Celaya trouxe o ídolo madridista Emilio Butragueño.

Ao comprar a vaga do Atlético Cuernavaca, vice-campeão da segundona, o Club Celaya conquistou o direito de disputar a primeira divisão no México em 1995-96. Em seu primeiro ano na elite mexicana, o pequeno clube de Guanajuanato investiu seu rico dinheiro na contratação de um craque em nível mundial: Emilio Butragueño.

Com 32 anos e de saída do Real Madrid, Butragueño ainda tinha o que mostrar no futebol. O artilheiro da Espanha nos Mundiais de 1986 e 90 desembarcou no Celaya para encerrar sua carreira. Ficou lá por três anos, chegando muito perto do título logo na sua temporada de estreia. Acontece que o Necaxa ficou no caminho e venceu na decisão, apesar dos dois empates (1 a 1/ 0 a 0). O gol fora decidiu a parada para Los Rayos.

Míchel, Buitre e Sánchez no Celaya
Foto: Santos Sacrilegios
El Buitre estava em grande forma. Anotou 17 gols em 34 jogos no primeiro ano. Teve uma segunda temporada abaixo de sua média, justamente quando dividiu a área com seu ex-companheiro de Real Madrid, Hugo Sánchez. Sánchez chegou em 1996-97 junto com Michel, revivendo os tempos da "Quinta del Buitre", formada por Emilio, Manolo Sanchís, Rafael Martín Vázquez, Míchel e Miguel Pardeza. Na última temporada de Buitre pelo Celaya, Vázquez jogou ao seu lado. 

Apesar de estar entrosado com Sánchez e Míchel, Butragueño teve a sua pior temporada no México em 1996-97, com apenas dois gols. Se recuperou no terceiro ano com 10 gols e encerrou sua carreira aos 35 anos. Para alguém que se acostumou a viver com títulos no Real Madrid, digamos que entrar em campo pelo Celaya, uma equipe em construção, foi um passo bem modesto para Emilio aceitar o convite de Los Toros.



Felipe Portes ainda é estudante de jornalismo, tem 23 anos e é o dono e criador da Total Football

"O futebol na minha vida é questão de fantasia, de imaginário. Fosse uma ciência exata, seria apenas praticado por robôs. Nunca fui bom em cálculos e fórmulas, o lado humano me fascina muito mais do que o favoritismo e as vitórias consideradas certas. Surpresas são mais saborosas do que hegemonias.

No twitter, @portesovic.

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