terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Aquele: Stoichkov no Kashiwa Reysol

Foto: Portal do VT
O maior futebolista búlgaro que se tem notícia já foi emprestar o seu talento ao Kashiwa Reysol, na década mais sensacional do futebol japonês. Depois do fracasso na Copa do Mundo de 98, Stoichkov foi alegrar a torcida do Reysol.

Parece difícil relembrar quando isso aconteceu, mas Hristo Stoichkov jogou sim pelo Kashiwa Reysol, aos 32 anos. E não foi pouco, como Garrincha, o estreante dessa editoria. De 1998 a 1999 o búlgaro vestiu a camisa aurinegra e encantou os torcedores nipônicos.

Passeando por um fórum desses, achei uma série de recortes de um torcedor do Kashiwa que acompanhou Stoichkov desde a sua coletiva de apresentação no clube. Ele estava tão empolgado quanto uma criança que ganhou um carrinho de controle remoto. Tetsufumi Terashima reporta que a expectativa do craque era ser o artilheiro e conquistar o título da J-League, mas em duas temporadas, ele não conseguiu foi nenhum dos dois.

A estreia contra o Vissel Kobe, em 29 de julho de 1998, parecia ser um bom sinal para o jogador e para a equipe, já que ele marcou uma vez e deu uma assistência para o brasileiro Bentinho (ex-Lusa, São Paulo, Botafogo e Cruzeiro), que por sua vez não tem uma mãe chamada Capitu e muito menos um pai ex-seminarista. Quem também esteve no Reysol neste período foi ele, o gênio, o mito, o maior de todos os pigmeus: Basílio, ex-Palmeiras, Santos e Marília. Inclusive, a dupla de ataque do Reysol em 1998 foi justamente Basílio e Stoichkov, certamente uma marca difícil de superar no quesito carisma. 

Um jogo curioso dessa passagem de Stoichkov pelo Japão foi o 7-5 do Kashiwa contra o Cerezo Osaka. Além de ser o recorde de gols em uma partida da J-League, o búlgaro deixou dois gols. O único título de Hristo com a camisa aurinegra foi o título da Copa da Liga japonesa, mais conhecida como Nabisco Cup, vencendo o Kashima Antlers na final, nos pênaltis.

A última aventura da carreira de Stoichkov foi jogar na MLS, onde defendeu as cores do Chicago Fire e do D.C United, onde encerrou sua carreira em 2003, aos 36 anos de idade.

Felipe Portes ainda é estudante de jornalismo, tem 23 anos e é o dono e criador da Total Football

"O futebol na minha vida é questão de fantasia, de imaginário. Fosse uma ciência exata, seria apenas praticado por robôs. Nunca fui bom em cálculos e fórmulas, o lado humano me fascina muito mais do que o favoritismo e as vitórias consideradas certas. Surpresas são mais saborosas do que hegemonias.

No twitter, @portesovic.



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