sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Craques: Gianfranco Zola

Tido como mágico dentro das quatro linhas,
Zola deixou saudades no esporte (Foto: Guardian)
Lendário criador de jogadas, Gianfranco Zola representou um marco especialmente em duas equipes que passou. No Parma, campeão da Copa da Uefa e logo depois no Chelsea, onde foi referência e maestro por sete temporadas, é ídolo irretocável

Dono de um toque refinado na bola, Gianfranco foi um dos melhores meias armadores da década de 1990, sempre inspirado e obstinado a criar situações de gol. De acordo com David Lacey, colunista do Guardian, "o estilo empregado por Zola em campo desapareceu por completo, deixando um vazio não só no Chelsea, como no futebol inglês como um todo". 

Mais do que talentoso, Zola era importante e sabia lidar perfeitamente com essa responsabilidade. Criado nas periferias futebolísticas italianas como a Nuorese e o Torres Calcio, foi descoberto por dirigentes do Napoli, que na época atravessava grande fase. Chegou no San Paolo com a dura tarefa de ser o suplente direto de Diego Maradona. 

Ficando até os últimos suspiros de grandeza da celeste napolitana, num tempo em que o capitão do tetra italiano Fabio Cannavaro surgia, Zola contracenou com outros importantes atletas neste período como Sebastiano Nela, Ciro Ferrara, Alemão, Thern, além do uruguaio Fonseca e do inesquecível e infalível Careca. Partiu do San Paolo em 1993/94 para o Ennio Tardini, onde teria um pico de glória no Parma.

Foto: Imortais do futebol
A ascensão do Parma e de Gianfranco
Os gialloblù montaram um verdadeiro esquadrão para a temporada de 1993-94 e ambicionavam fazer um papel honroso na Itália. Um elenco consistente que começava por Benarrivo, Falsini, Sensini e Apolloni, passava por Crippa e terminava em Brolin, Asprilla, além do próprio Zola. Terminando na quinta posição daquela Serie A, os crociati ganharam o direito de estar na Copa UEFA da época seguinte.

Sob a batuta de Nevio Scala, o Parma novamente alçou altos vôos em território italiano. Primeiramente o louvável terceiro lugar na Serie A e a primeira conquista internacional, justamente a Copa UEFA em cima da Juventus, com uma vitória em casa e um empate fora, garantindo o triunfo. Mais um ano no Tardini e de certa forma prejudicado pelas formações do então treinador Carlo Ancellotti e Zola foi tentar a sorte no Chelsea.

Magic Box dos Blues
Num terreno até então pouco ocupado por estrangeiros, Gianfranco soube se estabelecer como um dos principais atrativos de uma Premier League em evolução. Se identificando rapidamente com a estrutura dos Blues, o italiano virou a Magic Box dos londrinos, uma alcunha que ele carrega até hoje. Acumulou 229 jogos no Chelsea, marcou 59 gols e deu assistências formidáveis para outros tantos de seus companheiros. Este período em especial ficou marcado pela sua parceria com os conterrâneos Gianluca Vialli e Roberto Di Matteo, lendas de Stamford Bridge.

Em apenas sete temporadas na Inglaterra, Gianfranco conseguiu se tornar o maior ídolo da história do Chelsea e até mesmo de outras torcidas que certamente admiravam o bom futebol jogado pelo meia. Em 2003 deixou o Stamford Bridge e jogou mais duas temporadas pela Cagliari antes de pendurar as chuteiras.

Pela seleção italiana, foi convocado em 35 oportunidades e fez 10 gols. Participou das campanhas da Euro 1996 e da Copa de 1994, nos EUA.

Felipe Portes é estudante de jornalismo, tem 23 anos e é redator na Trivela, além de ser o dono e criador da Total Football. Work-a-holic, come, bebe e respira futebol.

"O futebol na minha vida é questão de fantasia, de imaginário. Fosse uma ciência exata, seria apenas praticado por robôs. Nunca fui bom em cálculos e fórmulas, o lado humano me fascina muito mais do que o favoritismo e as vitórias consideradas certas. Surpresas são mais saborosas do que hegemonias.

No twitter, @portesovic.

Um comentário:

Max disse...

Jogava MUITO!