quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Craques: Emilio Butragueño

Foto: El País


Por Felipe Portes

Ídolo madridista nas décadas de 1980 e 90, Emilio Butragueño foi um dos atacantes mais competentes e talentosos que a Espanha já viu. Com apenas 1,70m, velocidade invejável e ótima visão de jogo, “El Buitre” (abutre em espanhol) dedicou 12 anos de sua carreira ao Real Madrid, clube no qual foi formado, tendo começado no Real Madrid Castilla, o time juvenil dos merengues.

Com passadas ligeiras e facilidade para entortar os zagueiros adversários, Butragueño era um jogador completo para a sua posição. Centroavante daqueles infernais, não raro prendia a bola na linha de fundo ou dava arrancadas em direção às traves, num precioso exemplo de habilidade unida ao faro de gol.

Selecionável por oito anos na Espanha, Emilio disputou duas Copas (1986 e 1990) e duas EuroCopas (1984 e 1988). Defendeu a Fúria até o ano de 1992, tendo seu ponto alto no Mundial de 86, onde fez quatro gols contra a Dinamarca nas oitavas de final, se sagrando como o vice artilheiro do torneio.

Em competições internacionais pelo seu clube, El Buitre foi extremamente bem sucedido. Seis ligas espanholas (1985-86, 1986-87, 1987-88, 1988-89, 1989-90 e 1994-95) duas Copas da UEFA (1984-85, 1985-86), entre outras copas e Supercopas nacionais, todas pelo Real. Se despediu do clube da capital espanhola em 1995, sem a mesma influência de antes sobre o plantel e já ameaçado de perder a posição para um certo jovem chamado Raúl González, ou Raúl Madrid, como queira.

De partida para o Club Celaya, do México, Butragueño passou seus derradeiros três anos no futebol como referência e ícone para o crescimento do esporte no país. Se aposentou em 1998, com 188 gols no currículo e com a moral que só um astro do Madrid conseguiria ter. Outra curiosidade é que Emilio não levou nenhum cartão vermelho sequer, em seus 16 anos como profissional. Ganhou o Pichichi, premiação dada ao artilheiro do campeonato espanhol, em 1990-91.

Diriam os antigos cronistas esportivos, que se tratava de um atacante arisco, daqueles que sofriam com pancadas dos defensores adversários, mas jamais desistia do objetivo de balançar as redes, vibrando e trazendo glórias a bela camisa branca que por tantos anos vestiu dentro das quatro linhas. Em 1988 foi contemplado ao ter um jogo de futebol para computador com o seu nome, o esquecido “Emilio Butragueño Fútbol”, produzido pela Ocean.

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