segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Passou de ano com um bimestre de antecedência

Foto: GloboEsporte.com
Olá Brasil, que se encontra todo dia aqui na TF! Para variar, hoje a coluna vai falar daquele que foi o destaque do final de semana: o ENEM. Não, infelizmente ele não foi cancelado, e também não teve Fla-Flu. Mas tivemos uma rodada recheada de questões nesse campeonato que está mais longo e cansativo que a prova de domingo. Vamos aos fatos.


No sábado, quem se saiu bem foram Grêmio, Flamengo e Santos. A prova do Peixe parecia difícil, talvez média. Na verdade, uma incógnita, uma vez que nunca se sabe o que o professor Celso vai perguntar. Ninguém ficou com a prova, mas parece que havia apenas uma questão, de Humanas: “Sandro Silva, volante do Cruzeiro, vai conseguir parar o Neymar? Justifique”. A resposta era NÃO, e a justificativa mais adequada era HAHAHAHAHAHAHAHHAHA. Quem respondeu SIM zerou a prova. Final, Cruzeiro 0-4 Santos. 

Em Volta Redonda teve questão de Biologia. Ecologia, pra ser mais exato: “considerando que uma Figueira leva porrada e machadada durante mais de 30 rodadas, que tipo de desequilíbrio torna capaz a derrubada da árvore por um urubu?” Era dissertativa, o aluno Hernane, do Flamengo, respondeu corretamente e ganhou uma estrelinha. Parece que o aluno Paulo Victor, da escola rubro-negra, também ganhou estrelinha pela atuação, enquanto o professor (juizão) disse que as duas respostas do Júlio César, do Figueirense, estavam incorretas. Os catarinenses foram chorar nota, mas não levaram. Estão quase rodados.

Já em Porto Alegre, as questões foram de Física (termodinâmica e cinemática). A mais complicada durou quase 90 minutos e era pega-ratão: “considerando a pressão exercida por 40 mil pessoas no estádio, calcule em quanto tempo o Grêmio goleará a Ponte Preta”. O problema é que o aluno, ao tentar resolver, partia de um raciocínio implícito de que a pressão e o volume seriam constantes por parte do tricolor, o que não aconteceu. Na verdade, a Ponte equacionou os valores, aumentou o seu volume (de jogo), o que arrefeceu a pressão gremista. A Macaca, porém, não soube converter todo esse movimento em resultado positivo e, mesmo com a diminuição repentina do volume de jogadores do Grêmio (Júlio César foi expulso), houve grande perda de calor e eles acabaram errando a outra questão: “qual a velocidade de um cone em direção ao gol, a partir de um lançamento de escanteio?” Preferiram responder FOI FALTA NO GOLEIRO, quando, na verdade, a resposta correta era ANDRÉ LIMA (1-0).

As provas de domingo são sempre mais cansativas. A rodada também é maior, é muita coisa pra acompanhar, a gente nunca sabe por onde começar (a menos claro, que a pessoa tenha o domínio das matérias e tudo sob controle. Mas daí não ia estar lendo texto de futebol, ia estar estudando. Mas tergiverso). Pois tivemos mais uma série de questões. Em São Januário, o Sport tirou NOTA DEZ contra o Vasco (0-3), fazendo uma prova perfeita, com direito a calcanhar de Gilberto e golaço de Hugo. Há grande suspeita de que houve cola dos pernambucanos, mas o histórico recente de defesa mal-elaborada por parte dos vascaínos dá margem à interpretação de que talvez o Leão da Ilha tenha realmente ido bem. No entanto, estão quase reprov...rebaixados também. No Canindé, o Dida passou cola pro Souza e o Bahia venceu a Portuguesa (0-1). Não há muito que falar desse jogo, convenhamos. Foi pior pro Palmeiras, mas já chegaremos nele (temos que cavar mais um pouco RISOS).

Uma turma inteira que vai mudar de colégio, agora é oficial, é o pessoal do Atlético-FOI. Os goianos vinham tirando zero, zero vírgula cinco, conseguiram tirar um oito lá naquela rodada em que venceram o Fluminense, precisavam tirar 10 em todas as provas restantes e ainda torcer pra que o professor arredondasse as notas pra cima (resultados paralelos). Não deu. Perderam pro Corinthians (0-2), que já tava passado mesmo e permanece apenas estudando pra tentar passar na Federal (Mundial). No Recife, o Internacional acabou reprovado nas questões de matemática (3-0). O time de BIG FERNANDO entrou em campo focado no estudo de PROBABILIDADE (de chegar na Libertadores), mas acabou surpreendido por três gráficos de equações de segundo grau (parábolas), elaborados pelo coleguinha Souza, do Náutico. As duas primeiras ele mesmo resolveu, em chutaços de fora de área. Foram questões muito parecidas (cobrança de falta perfeita), mas de sinal trocado – uma no canto direito; outra, no esquerdo de Muriel. A terceira, ele deu a resposta certinha pro Kieza. O Nei tentou colar nas três, mas errou. Ainda assim, o Internacional tem uma das melhores notas da turminha da Série A (é o 6º, pelos critérios). Como isso é possível? A educação precisa de respostas (pessoal do RS vai entender, desculpem a piada interna)!

Era de se esperar que a partida entre os CDF’s São Paulo e Fluminense fosse o jogo perfeito. Os melhores alunos do semestre (2º turno). Era ÓBVIO, também, que a disputa ia ser decidida naquela questão fundamental, em que um dos dois erraria. Mas não é que, para nossa surpresa, ambos erraram (porém, questões diferentes)? Gum errou a de Lógica: “supondo que Luís Fabiano esteja na sua frente, pressionando a saída de bola, você deve: a) dar um bico pra frente; b) atravessar a bola na frente da área; c) tentar o drible; d) recuar de mansinho pro goleiro; e) SOCORRO”. Ele chutou d) e GOL DO SÃO PAULO. Por sua vez, Rafael TÓIN ÓIN ÓI errou o cálculo na questão “com a bola quase saindo na linha de fundo, em quanto tempo o atacante consegue dar uma volta completa no zagueiro e roubá-la?”: ficou pensando se podia responder a lápis ou a caneta, se o desenvolvimento valia nota, e perdeu o lance pro Samuel, que tocou no MELHOR ALUNO DO CAMPEONATO, Fred, e o Fluminense empatou (1-1). O tricolor das laranjadas (!) pode gritar É CAMPEÃO já na semana que vem, mesmo sem o ano (campeonato) ter terminado. Isso porque o Atlético MaGajanes (homenagem ao amigo que disse que fica feio chamar de MILIGRAMA – mg) foi fazer prova em Curitiba e perdeu (1-0). A distância pro Flu foi pra 9 pontos, não tem RECUPERAÇÃO que coloque o Galo como melhor da turma esse ano. Mas agora vamos falar da prova do Palmeiras.

Começou com uma questão de matemática: “considere que um uruguaio jogando pelo Botafogo chutou a gol e a bola bateu na trave. Qual a probabilidade de gol: a) nenhuma; b) a bola pode bater em um jogador do outro time e entrar; c) a bola volta no jogador do Botafogo e ele bate pra fora; d) a bola volta no jogador do Botafogo e ele marca; e) depende contra quem o Botafogo está jogando”. Pois essa questão certamente seria anulada por ter duas respostas: d) e e). Porque, de fato, foi isso que aconteceu com o Lodeiro e, além disso, o Fogão estava jogando contra o Palmeiras com “sorte de rebaixado”. Como quem não sabe nada, e vendo que precisava gabaritar de qualquer jeito, o Verdão fez o que todo estudante que não se dedicou o ano inteiro faz: CHUTOU. E chutou. E chutou. Até conseguiu acertar alguma coisa, como quando PATRICK VIEIRA cabeceou e Barcos, livre, empurrou pras redes. Mas depois o time de Parque Antártica (adoro essa referência) acabou errando o sinal de algumas operações e tomou mais um, de Elkeson. 

No final, quando todos os alviverdes já se sentiam meio mortos – ou bem mortos, o Pirata ainda gabaritou a prova de espanhol e empatou a partida (2-2). Esse resultado, porém, não ajuda muito os paulistas, mas deixa aberta, pra semana que vem, uma questão de história sobre o ZUMBI DO PALMARES (nenhum sentido): “a partir da ilustração a seguir [um caixão verde colocado no fundo de uma cova, sobre o qual está um leão rubro-negro que tenta sair do buraco], discorra sobre a possibilidade de vitória contra um líder sossegado e que já pode ser campeão, considerando, também, o resultado do jogo Botafogo e Portuguesa e a concomitância dos eventos de Cruzeiro e Bahia”. Nesse teste há, ainda, uma questão dissertativa – porque é tudo mais difícil – de literatura: “interprete o seguinte poema, adaptado de Mário Quintana – ‘A esperança é um argentino vestido de verde’”.

Troféu GABARITOU MATEMÁTICA: Lindão o uniforme do Atlético-JÁ ERAS. Morto, mas bem vestido.

Troféu TIROU FOTO DO CARTÃO DE RESPOSTAS: Nosso amigo Nei, do Internacional, autor das duas faltas que originaram os gols do Souza, e sobre quem Kieza subiu pra marcar o terceiro. 



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