domingo, 18 de novembro de 2012

Voltaremos

Foto: Globoesporte.com

Segundo rebaixamento palmeirense em dez anos marca mais uma frustração para a torcida, seis meses depois do título da Copa do Brasil; crônica resume o sentimento de toda uma massa

Voltaremos. Voltaremos pois temos a tradição, e esse tipo de legado não se destrói do dia para a noite. Já vimos outros grandes sucumbirem aos efeitos do tempo e do ostracismo, mas não as nossas cores. Nada disso que acontece é novidade, infelizmente. São notícias velhas, com outra roupagem, outros nomes e outros culpados. Talvez até alguns iguais da primeira ocorrência. Mas voltaremos.

Os jornais agora estamparão o sofrimento da nossa massa, que seis meses depois de voltar ao grupo dos campeões, lida com novo purgatório, a punição dos que não se estruturam da forma correta e pagam o preço ao fim das 38 rodadas. Caímos em 36, um sinal de que a mudança tem de ser radical, completa. Poucos merecem continuar vestindo a camisa desse time, que carrega como poucos a necessidade de vencer e estar no topo. 

Mesmo com toda a sua grandeza, passa por isso novamente. Deixe que eles tirem o sarro, sarro merecido após esse ano medíocre. Já cansamos de rir às custas de outros, é injusto e hipócrita que não aceitemos as piadas alheias. Nas vantagens e desvantagens de ser grande, inclui o fardo de ser odiado. Fardo que na década retrasada carregamos sem ter medo, de cabeça erguida e com a bola nos pés. 

É triste ter de se referir às grandes memórias de um amor como páginas do passado, mas por enquanto parece ser um lugar mais seguro do que o presente. O pior já passou, que era experimentar essa sensação de ser rebaixado outra vez. Daqui em diante resta trabalhar e se empenhar para voltar ao seu lugar, a elite do futebol nacional. Se possível, brigar o quanto antes por novos títulos e assim retomar uma rotina que nos fez ser reconhecidos como alviverdes imponentes.

Que saiam Tirone, Frizzo, essa diretoria ultrapassada, mesquinha e amadora, que saia Maurício Ramos, Márcio Araújo, Luan, Valdívia, Betinho, Mazinho, Maikon Leite e outros que não tiveram o brio para vestir essa camisa. É revoltante que depois de tantas glórias sejamos obrigados a aturar esse tipo de peça. Apesar deles, voltaremos.

Voltaremos como campeões logo no primeiro ano, e faremos com que essa podridão seja novamente parte de uma realidade ultrapassada. Vamos restabelecer o respeito à nossa camisa, ao nosso canto e à nossa força. Ano que vem tudo haverá de ser diferente. Mostraremos a razão dessas alcunhas que carregamos, e que dentro de campo não nos olhem mais com escárnio ou pena, mas sim com medo e temor pela derrota que se aproxima. 

Tome tenência, Palmeiras. Saiba que você nos fez sofrer, mas nunca, em hipótese alguma vai nos fazer deixar de te amar. Só quem tem um amor verdadeiro pela sua história vai continuar te apoiando como antes dessa queda. Amanhã seguiremos gritando o teu nome, pois ainda somos muitos e fazemos barulho, muito barulho. Agora acorde desse repouso, queremos te ver vencedor outra vez.

2 comentários:

Anônimo disse...

Menos um grande

ISA disse...

Lindo e doído, Popovic. Faço votos sim, que o Parmera volte.