quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Uma história de amor não acaba assim

Foto: Globoesporte.com



Mais um rebaixamento garantido foi o chamariz de uma rodada que gira em torno de uma temática toda romântica

Demorou, mas, ao contrário do AMOR para a maioria de vocês, meu texto chegou. E nesta quarta-feira vamos retroagir à 36ª rodada do JÁ-ERAZÃO 2012 (aquela do final de semana, caso tenham esquecido) para falar dele mesmo, o fogo que arde sem se ver, a ferida que dói e não se sente: L’AMOUR.

Por exemplo, o Vaixxxco. Depois de uma seqüência PORNOGRÁFICA de derrotas, o trem bala da colina “baixou” ao Paraná e se reencontrou com a Vitória entre as COXAS brancas de uma curitibana. E de virada, que, todos sabem, é mais gostoso. Já no outro jogo dos “amores mornos” do sábado, o BRUNA MARQUEZINE FC venceu o CORAÇÕES PARTIDOS DE FLORIANÓPOLIS (ns) pelo placar de não me lembro bem quanto, a menção foi apenas para fazer a piadinha com o affair do Neymar (percebam que ele CORTOU O CABELO de uma forma até aceitável).

Do que sobrou pra domingo, a grande maioria dos romances futebolísticos envolveu apenas PINGOS de amor (laiá laiá laiá laiá laiá laiá laiá laiáááááááááNÃO PERAE). Isto porque todas as atenções estavam voltadas para o jogo do AMOR MAIOR AMOR MAIOR QUE EU. Se o Baêa vencia (como venceu) a Ponte Preta (1-0), isso era importante por causa do Palmeiras. Se a Portuguesa vencia (porém empatou) o Grêmio (2-2), isso rebaixava o Palmeiras. Se o Sport sapecava um SOSSEGA LEÃO no Botafogo (2-0), “ah, mas o Palmeiras fica distante”. Metade da rodada (4 de 8 jogos) tinha a ver com o Palmeiras. Se o Corinthians venceu o Internacional fora de casa (0-2), “chora, porco”. Até a na estréia do BOM MESMO respingou as conseqüências do jogo do Verdão: como o São Paulo venceu (2-1) e ficou restando apenas uma vaga na classificação pra série B do ano que vem, o Náutico voltou pra briga. Tá meio longe, claro, mas VAI QUE NÉ?!

A briga pela vaga direta na Libertadores (em que mundo nós estamos?!) também está meio chocha. Grêmio e Atlético-MG tão que nem duas mocinhas dando CARÃO (se recusando a dançar com) na competição internacional. Do jeito que vai, NÃO HÁ AMOR QUE RESISTA. O Galo, que não consegue ganhar fora de casa há quinze séculos, agora, LOGO AGORA, resolveu que não quer vencer também no Independência. Empatou, no finalzinho, com as calças na mão, com o seu muy leal e valoroso, porém ruim de bola, tocaio goianiense (2-2). Saudades, Rever, o zagueiro palíndromo (ns).

Já o Grêmio, coitado, está vivendo praticamente uma FRIENDZONE futebolística: no meio da semana, a gata em quem ele tava de olho – e ela até tava dando bola – o trocou por um cara rico (até quando?); no domingo, o tricolor foi tentar curar a dor do amor com outro amor, uma bela GAJA portuguesa, com certeza, às margens do rio Tietê. Tava tomando um toco, mas dae veio um negão de tirar o chapéu, a Lusa deu mole e ele CRÉU. Acabaram só ficando, e foi melhor pra ele que pra ela (vai cair, vai cair).

Mas a verdadeira história de amor aconteceu em Volta Redonda. Ok, não foi exatamente de amor. Se o Flamengo também estivesse na zona de rebaixamento, poderia ter sido um ROMEU E JULIETA futebolístico, com os dois times morrendo. Mas era só a vida de um que estava em jogo. Acabou acontecendo o que todos esperavam, ainda que, pela lentidão da queda, pudesse haver um fio ínfimo, de comprimento e largura infinitesimais, de esperança alviverde. Mas não. A vida palmeirense não é filme, ele não entendeu: ninguém foi ao seu quarto quando escureceu, saber o que se passava no seu coração, se o que ele fazia era certo ou não. (Nota do editor: #ai #josé)

O mais irônico disso tudo foi, vocês notaram, tenho certeza, que a história de amor do Palmeiras com a Série A acabou em choro, mas com amor. Na verdade, com LOVE. Vágner Love. Jornais ingleses, se dessem grande repercussão ao nosso campeonato nacional, certamente teriam um editor de esportes que destacaria essa situação como PALMEIRAS FALLEN IN LOVE (with B Division). O atacante, visivelmente constrangido após o gol, saiu com aquela cara de “mals ae, galera” ou “¯\_(ツ)_/¯”. Como a mulher do soldado que vai pra guerra e é dado como morto: ela tem que continuar vivendo (não é mesmo?!), então arranja outro cara. Só que o marido não morreu, volta e encontra o lado dele da cama está ocupado. End of discussion. End of the text (Todos os outros trocadilhos possíveis envolvendo LOVE, PALMEIRAS e CAIR foram suprimidos por motivos de: provavelmente já foram feitos).

Troféu EVIDÊNCIAS: Zé Roberto negro lindo. Na semana da consciência negra, meteu um golaço (não valeu muita coisa, mas foi bonito).

Troféu ESSE AMOR EM MIM*: Maikon Leite, que AZEDOU a vida do Palmeiras.

(*busquem essa referência RISOS)

Abaixo, os gols da rodada, como sempre:












Nenhum comentário: