terça-feira, 12 de julho de 2011

Argentina acorda e evita vexame doméstico

Segunda-feira da Copa América viu show de Messi e Aguero, numa partida
incrivelmente tensa na primeira etapa. (ESPN)
Por Felipe Portes

Não adiantou o famoso "corneteiro" secar a albiceleste. Por mais que a torcida anti-Argentina tivesse ganho força neste início tenebroso de Copa América, os jogadores fizeram a sua parte contra a surpreendente Costa Rica sub-23. Com dois gols de Agüero e um de Di Maria, os donos da casa garantiram a vaga na próxima fase, jogando em Córdoba.

A "teimosia" de Sergio Batista em escalar um meio campo com dois volantes e apenas um homem de criação (Di Maria) foi um dos fatores a se destacar pela má atuação argentina nos dois jogos anteriores. O problema tático era evidente e a consequência foi o time ter forçado (entenda ter insistido demais) nas descidas pelas pontas. Di Maria demonstrava vontade, mas não esteve tão bem quanto em outras atuações pelo Real Madrid. Todavia, o centro das atenções era Messi, acusado de não ser "argentino o suficiente" para vestir a camisa de sua seleção nacional.

Durante os primeiros 40 minutos, o que se viu foi uma pressão intensa e desordenada por parte dos mandantes, ainda que Messi estivesse ligado em campo, coisa que não acontecia com Higuain. Gonzalo perdeu gols a esmo, enquanto Agüero seguia sendo a esperança no setor ofensivo. Foi num dos "abafas" argentinos que aos 45, Gago pegou rebote e bateu firme. Moreira, o goleirão costarriquenho soltou nos pés de Kun, que fuzilou e deu a tranquilidade ao restante da sua equipe.

Voltando do intervalo a Argentina era praticamente outra seleção. Com outro espírito, calma e a cabeça no lugar, os dois outros gols fluíram e a vaga para a próxima fase apareceu sem que nenhum tango fosse executado nas imediações do estádio. Fim de papo: 3 a 0 em cima da pobre e jovem Costa Rica.

Se livrando do peso de uma possível eliminação diante de seus torcedores, a Argentina teve pela frente um fraco adversário, é verdade. Mas mesmo com a escalação controversa de Batista foi possível deixar o campo de cabeça erguida e com a confiança necessária para enfrentar o próximo adversário. Ainda abaixo do que pode desempenhar, Messi e sua patota despertaram do sono profundo (ou tático) para buscar o título. 

Ou terá sido mais um lampejo de uma seleção que caiu vergonhosamente para a Alemanha em 2010? 

Nenhum comentário: