quarta-feira, 14 de março de 2012

Craques: Alex Aguinaga

Toques de categoria eram o prato principal do garçom Aguinaga 
Caio Dellagiustina, @caio03
De Itu-SP

Poucos jogadores tem um sobrenome que condizem com seu futebol. Aguinaga pode se orgulhar disso. Alex Dario Aguinaga GARZÓN é nome verdadeiro, mas para muitos ele é conhecido apenas por “El Maestro”, pelos seus passes perfeitos. Equatoriano de nascimento e mexicano de coração, ele pode se orgulhar de ser um dos mais importantes jogadores da seleção equatoriana e ídolo no Necaxa, do México, por onde jogou boa parte de sua carreira.

Alex começou a carreira cedo e com apenas 15 anos fechou seu primeiro contrato profissional com o Deportivo Quito após mostrar toda sua incrível habilidade no sul-americano juvenil quando ajudou o time a se consagrar campeão, ainda como um legítimo ponta esquerda, longe da função de armador que tanto o consagrou.

Com 20 anos, foi convocado para defender o Equador na Copa América realizada no Brasil e, mesmo com seu time nem sequer passando da primeira fase, Alex foi um dos grandes destaques. Após a competição, choveram propostas de times gigantes como Internazionale, Real Madrid, Barcelona e Milan, mas acabou se transferindo para o Necaxa, do México. Isso mesmo, o time apenas tradicional em território mexicano desbanca potências mundiais na compra de um grande talento.

Tudo isso se deve ao fato de, na época, a liga mexicana estar em uma crescente e do clube alvirrubro ter sido recém comprado pelo grupo Televisa, uma das maiores empresas midiáticas do mundo, que chegava com a missão de reformular o elenco e via em Aguinaga como uma peça fundamental nesse projeto.

Recebendo a honrosa medalha de terceiro colocado no
Mundial de Clubes
 
Tanto esforço foi retribuído, já que o meia ficou lá por 14 anos e os deu três títulos mexicanos, até então desconhecidos na sala de troféus do clube de Aguascalientes: uma Copa do México e uma liga da Concacaf, em 1999, credenciando o time à disputa do 1º (?!) Mundial de Clubes, realizado no Brasil. Era a primeira vez que uma agremiação mexicana participava de uma competição de tamanha relevância. E o Necaxa não fez feio, terminando a disputa em terceiro lugar, após derrotar o Real Madrid. A coroação de Alex veio ao receber o prêmio de melhor jogador do país asteca nos anos 90.

Seu auge como atleta foi durante a disputa da Copa do Mundo de 2002. Graças a seu bom desempenho, somados à boa geração com Kaviedes, Delgado, Cevallos e Hurtado, o Equador conseguiu a inédita classificação. No entanto, nem todos esses bons nomes conseguiram evitar a fraca campanha e a eliminação ainda na fase de grupos.

Em 2003, mudou de ares e foi para o Cruz Azul, mas a fase já não era a mesma e apenas fez 13 partidas pela nova equipe. Para tentar um fim de carreira digno, retornou à terra natal para jogar pela LDU, dando início à um belo trabalho, culminando com o título da Libertadores de 2008, já sem “El Maestro”. Em dois anos na Liga, conseguiu o inédito doblete, ao vencer tanto o torneio Apertura quanto o Clausura, pela primeira e única vez na história do clube da capital equatoriana.

Muito parecido com Roberto Bolaños, Aguinaga já treinou o Barcelona... de Guayaquil
Depois de aposentado, tentou a carreira como técnico, no Barcelona de Guayaquil, mas sua inteligência em campo não deu resultado fora dele. Sem emprego, hoje ele é apenas referência e inspiração para novos jogadores não só no Equador, mas também no México.

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