quinta-feira, 15 de março de 2012

Craques: Vladimir Jugovic

Extremamente técnico, Jugovic marcou época na Sampdoria e na Iugoslávia como
um dos maiores talentos no meio campo, em meados dos anos 1990 (Kicker.de)
Felipe Portes, @portesovic
De São Paulo-SP

Era uma geração fantástica na antiga Iugoslávia. Dentre os jovens que estouraram para o futebol internacional naquele Estrela Vermelha do fim dos anos 1980 e início dos 90, estava Vladimir Jugovic, sinônimo de classe e precisão no meio campo. Sérvio nascido em Trstenik, fazia parte da categoria de base do clube alvirrubro que conquistou a Europa em 1991. 

Peça chave no grupo vencedor pelo Estrela Vermelha, foi emprestado ao Rad Beograd e retornou em 1990 para ficar apenas mais um ano e ser vendido à Sampdoria, ganhando destaque nos blucerchiati em função de seu toque refinado e habilidade. Pouco antes, teve épica participação no Mundial Interclubes frente o Colo Colo, marcando dois gols na grande final. 

Em Gênova, desfilou e encantou a torcida. Foi essencial na conquista da Coppa Italia em 1994, onde a Samp levantou pela quarta vez o troféu, vencendo o Ancona com certa facilidade (0 a 0 na ida e 6 a 1 na volta).

Ao lado de Srecko Katanec, David Platt, Attilio Lombardo, Roberto Mancini e Ruud Gullit, Jugovic era o cérebro do setor intermediário na Sampdoria que fez excelente papel na Serie A em 1994, ficando com o terceiro posto na tabela, apenas seis pontos atrás do Milan, campeão na oportunidade.

O pênalti que deu à Juventus seu último título europeu (UEFA)
Contratado pela Juventus em 1995, foi titular em grande parte da temporada. Com 26 aparições, engrenou na parte final da caminhada bianconera que culminou em vitória dramática nos penais em cima do Ajax. Com empate em 1 a 1 no tempo normal, gols de Fabrizio Ravanelli e o interminável Jari Litmanen, os locais em Turim viram uma sempre sofrida disputa de penalidades. Vladimir, por sua vez, converteu a cobrança que deu o caneco ao lado italiano. O forte elenco comandado por Marcello Lippi teve a sorte de decidir o título em casa, no Delle Alpi. 

Adquirindo mais sequência nos onze iniciais, teve como reforço a chegada de Zinedine Zidane, que rapidamente tomou conta da criação na Juventus, sendo o dono da meia cancha. Campeão da Serie A em 1997, Jugovic então tomou o rumo da Lazio, novamente encontrando seu antigo companheiro de Sampdoria, Roberto Mancini. 

Apenas uma época em Roma serviu para que seu tempo no país se esgotasse, não sem conquistar mais uma Coppa Italia, triunfando sobre o Milan. No duelo de ida, derrota em Milão por 1 a 0. Já no Olímpico, a virada foi por 3 a 1. Uma rápida passagem pelo Atlético de Madrid em 1998 foi suficiente para que o sérvio voltasse para a Itália, desta vez pela Inter.

Em quase dois anos vestindo o manto nerazzurri, Vladimir entrou em campo em apenas 38 oportunidades, sendo caracterizado pela própria torcida interista como um flop na equipe. Decidiu por aceitar a proposta do Monaco em 2003 e repetiu o insucesso no selecionado francês, não completando nem 20 aparições. Antes da aposentadoria ainda jogou por Admira Wacken e Ahlen, sem nenhum brilho, mas já com um currículo extremamente vitorioso para qualquer atleta de alto nível.

Pendurou as chuteiras em 2005, defendendo a seleção iugoslava por cerca de 11 anos, até 2002.


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