quarta-feira, 16 de maio de 2012

Farsa nossa: Tony Meola

Foto: ESPN.us
Felipe Portes, @portesovic
De Rosana-SP
[ATENÇÃO: este post contém informações biográficas inverídicas sobre o atleta em questão]

Ícone dos yankees na Copa de 1994 nos EUA, Tony Meola foi o capitão de uma geração que estava aprendendo a jogar futebol na terra do Tio Sam. Teve seu primeiro contato com o soccer na Universidade de Virginia, e de tão bem que se saiu foi convocado para o Mundial sub-20 de 1987, vencido pela Iugoslávia. Três anos depois disputou o Mundial de 1990 na Itália e sua participação segura garantiu um empréstimo ao Brighton & Hove Albion, que hoje disputa o Npower Championship. 

Sem sucesso, no mesmo ano ainda jogou pelo Watford, encerrando sua expedição pelo futebol britânico, por problemas na licença de trabalho. Depois de 1991, quando jogou pelo Fort Lauderdale Strikers, demorou três anos até retornar a defender alguma equipe que não fosse a seleção dos EUA. Somente em 1994, pouco antes da Copa, que assinou com o Buffalo Blizzard, de futsal. Em 1995, com moral após boa apresentação nos quatro jogos dos americanos (o último contra o Brasil em 4 de julho, dia da Independência), reiniciou sua trajetória clubística pelo Long Island Rough Riders (que não era um time de motoqueiros gays).

Grandalhão, teve de esperar até 1996 para ter uma chance na MLS. O NY Metrostars (hoje Red Bulls e com Thierry Henry) contou com os serviços do gordachão até 1998. A fase não era boa e ele não teve chances no Mundial da França. Bem, Meola se mudou para o Kansas City Wizards em 1999 e lá ficou até 2004, e em 2005, às vésperas de pendurar as luvas, voltou ao NY, que já passava por processo de transformação em Red Bulls. Ameaçou retornar ao futebol em 2008, pelo New Jersey Ironmen, novamente se aventurando no futsal, sem sucesso.

Uma curiosidade sobre Tony é que ele foi kicker do New York Jets na NFL em meados de 1994, e também jogava basquete e baseball antes de completar 20 anos, na Universidade de Virginia.

[Versão alternativa e não oficial]
Lawman: o último quase trabalho de Meola como dublê de Seagal (AETV.com)
Antonio Michael Meola é filho de italianos (até possui dupla cidadania) e ainda jovem aprendeu a lutar artes marciais. Com o sucesso de filmes estrelados por Steven Seagal, o ator, sempre lembrado por seu rabo de cavalo precisava de um dublê. A semelhança de porte físico entre os dois era tão grande que logo no primeiro teste que Meola fez para o papel, o próprio Seagal requisitou ao seu staff que ele fosse contratado.

Os infindáveis compromissos cinematográficos impediam Tony de jogar por clubes. A saída para que os fãs do atleta, e não do dublê não percebessem era justamente ele continuar vestindo a camisa da seleção. Foram mais de 100 atuações pelos EUA e mais de trinta filmes iguais com Seagal. Fora de forma, em 2011, foi cogitado para participar de Lawman, uma série estrelada pelo astro da pancadaria, mas acabou perdendo a vaga para um ator mais jovem.

Hoje, Tony é comentarista esportivo e nas horas vagas apresenta um programa de utensílios domésticos na tv fechada norte-americana. A Tonyshop vende tralhas que podem ser compradas por telefone por pessoas que ainda acreditam em tranqueiras tecnológicas multifuncionais, como escovas de dente com fio dental/espelho/aplicador de flúor, liquidificador/processador de alimentos/torradeira/grill e o incrível incinerador de lixo/purificador de marofa/aspirador de pó entorpecente.


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