terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Antes tarde do que mais tarde

Lance do clássico paranaense deste domingo, que celou rebaixamento do Furacão (IG)
Rodolfo Dias 
De Curitiba-PR

Ter mais de um técnico na temporada, é tradicional para o Atlético. Isso vem de pelo menos 20 anos para cá. Porém, nos bons anos, mesmo que se mudasse muito, a base do time era mantida.

Em 2001, por exemplo, foram quatro treinadores, o Estadual e o Brasileiro. O time tinha um esqueleto que esteve nas mãos de Paulo Cesar Carpegiani e Flávio Lopes, no Estadual, e depois com Mário Sérgio e Geninho no Nacional.

Não se chegava e saía jogadores, alguns medalhões, em ciclos, como na primeira metade dos anos 90. Não éramos um posto de boias-frias (que naquela época tinham acento). Corte a cana no estadual e depois no Brasileiro até cair fora.

Mas o negócio foi desandando de 2006 para cá e virou de novo a terra dos trabalhadores volantes, sem confundir com os médios defensivos. Este ano foi um excesso. Merece até novo parágrafo.

Seis treinadores em um ano. Sabe aquilo de que se um cara realmente não para em relacionamentos, o problema é com ele? O primeiro erro foi manter Sérgio Soares: o time tinha perdido desempenho com ele no fim do ano passado e ficou fora da Libertadores por detalhes.

Depois, sem repor as perdas da defesa, um tempo com Leandro Niehues, que ainda não mostrou no mínimo estar pronto para dirigir um time do tamanho do Atlético. A aposta em Geninho, na sequência, soou a populismo, pois é o campeão brasileiro pelo clube. A saída dele, com belo aproveitamento rachou o grupo. Quem sabe o Atlético fizesse uma campanha decente com ele no comando? Isso entrou no mundo dos "ses".

Adilson Batista é o oposto de Geninho e aí o time desandou no Brasileirão. Ele jogou o time para baixo com seu método. Renato Gaúcho foi uma solução com data de validade: ele se cansar da cidade. E Antônio Lopes talvez tenha surgido tarde demais, ainda mais que um time pego do meio costuma oscilar.

Fora isso, vários medalhões foram contratados em detrimento dos garotos. Exatamente igual ao rebaixamento do Galo em 2005. Robston, Márcio Borboleta? Oh, disgusting.

Não é nenhuma surpresa essa situação, por mais que o clube tenha superávit coisa e tal. É como um acidente aéreo: são várias falhas juntas para que ele se concretize. Isso sem falar como casos de indisciplina no elenco e de briga política no clube. É muita coisa.

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