terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Parados na esquina

Ronaldinho e o time que complicou a vida vascaína na última rodada (Lancenet!)
Pedro Cuenca, @colderhearts
De São Paulo-SP


Foi suado, difícil, na raça e com um sabor amargo no final. O Flamengo começou o ano fazendo barulho anunciando as contratações de Ronaldinho e Thiago Neves. Se esperava um time que apresentasse futebol genial, no Campeonato Carioca. Apesar do título, vencendo os dois turnos - um contra o Boavista e outro contra o Vasco - o rubro-negro teve apresentações irregulares e em muitos momentos irritou seu torcedor.

O primeiro semestre ainda teve a desastrosa Copa do Brasil. Vitórias suadas marcaram as primeiras fases, principalmente contra o fraco Horizonte. Nas quartas-de-final, porém, o duro golpe: derrota para o Ceará no Engenhão. Com a necessidade de reverter o quadro, o Fla fez uma de suas melhores partidas no ano, mas só empatou em 2 a 2 e o reino foi abalado.

De um lado, Luxemburgo era ameaçado de demissão. De outro, Ronaldinho era acusado de exagerar nas baladas. Patrícia Amorim, a presidenta bolha, pouco fez. Mas no Brasileirão, pelo menos no turno, a postura mudou. Por muitas rodadas, o time carioca encarou de frente os rivais paulistas Corinthians e São Paulo. A derrota para o Atlético-GO, já nas rodadas finais, no entanto, mexeu com o brio da equipe e com o restante da campanha.

No returno, o que se viu foi um Flamengo muito apagado, pouco parecido com o que vinha fazendo grandes apresentações nos primeiros vinte jogos. Vitórias heróicas, como a sobre o São Paulo num Morumbi lotado para receber Luis Fabiano ou a sensacional virada em cima do Fluminense, foram ofuscadas para tropeços dentro de casa contra Bahia, Palmeiras, Atlético-PR, empates nos clássicos contra Vasco e Botafogo, além da incrível virada sofrida pelo Grêmio.

Mesmo assim a Libertadores ficou nas mãos. A Pré-Libertadores, na verdade, mas que serve de alento para a apaixonada torcida do Fla. Que o “pojeto” de Luxemburgo dessa vez realmente funcione, que os jogadores rendam seu máximo, e que as contratações sejam bem feitas. O Flamengo não pode viver de resto. Não pode sonhar com o colo de “uma nêga chamada Teresa” e ficar “parado na esquina”.

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