sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Craques: Tomas Brolin, parte 1

Craque até metade da década de 1990, Brolin
teve um grande adversário no fim da carreira: o peso
Felipe Portes, @portesovic
De São Paulo-SP

Ligeiramente balofo e muito decisivo, Tomas Brolin foi um dos grandes jogadores suecos dos tempos modernos. Defendendo a seleção por apenas cinco anos, marcou época na Serie A italiana no início dos anos 90, pelo Parma. Nos crociati, diga-se de passagem, teve seu maior brilho, ao lado de Zola.

Começou sua curta carreira no Sundsvall, pequeno clube sueco. Desfilou seu bom futebol por dois anos, até arrumar um clube de primeira divisão para 1990, no caso o Norrköpping. Lá, definitivamente galgou seu lugar entre os principais jogadores da seleção sueca.

Convocado para o Mundial daquele ano, na Itália, entrou em campo três vezes na vergonhosa campanha de seu país naquela ocasião. Dono de grande habilidade e visão de jogo, Brolin fazia as vezes de um meia clássico, armando iniciativas e por vezes as concluindo.

A atuação na Copa de 90 chamou a atenção dos dirigentes do Parma, que certamente fizeram grande investimento naquele jovem baixinho e robusto, para não dizer outra coisa. Tomas não decepcionou e desde o começo de sua passagem pelo Ennio Tardini fez o seu melhor, que não era pouco. Constantemente dava assistências e dava um toque de molecagem ao estilo de jogo da equipe comandada por Nevio Scala. 

Fundamental na campanha sueca na Euro 92, onde sua seleção foi eliminada pela Alemanha nas semifinais, Tomas foi titular em todos os compromissos, balançando as redes três vezes, artilheiro da svërige no certame.

Seu primeiro título no Parma foi a Supercopa Europeia de 1993. O título em cima do Milan, por 2-0 em pleno San Siro veio após conquista da Taça das Taças sobre o Royal Antwerp, por 3-1. Especialmente neste jogo, disputado no Wembley, Brolin esteve infernal. A partir daí, se deu uma fase estranha na carreira do jovem sueco.

Momento da bela assistência de Brolin para Andersson, contra o Brasil na primeira fase (Catflapfootball)
No Mundial nos EUA em 94, foi um dos coringas da campanha magnífica dos suecos na terra do Tio Sam. Em grande forma, Brolin era o cérebro do time nórdico, que deu trabalho ao Brasil na fase de grupos, passou pela Arábia Saudita, derrubou a boa surpresa da Romênia antes de cair para o mesmo Brasil, tetracampeão naquela oportunidade. O troféu de consolo veio contra a Bulgária, um terceiro lugar para um elenco memorável. 

Larsson, Kennet Andersson, Dahlin, Ravelli, Thern, Limpar e Mild foram heróis em sua terra natal, com a medalha de bronze na Copa. Alguns momentos inesquecíveis de Brolin naquela competição foram a assistência para o golaço de Andersson no empate em 1-1 contra o Brasil na fase de grupos; o belo gol contra a Romênia na prorrogação das quartas de final, além dos gols contra a Rússia e Bulgária no derradeiro cotejo em terras norte-americanas.

Ao fim de novembro de 1994, Brolin sofreu uma lesão no pé, fato esse que desencadearia uma mudança enorme na sua trajetória. O resto você fica sabendo na próxima parte, domingo



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