terça-feira, 29 de novembro de 2011

Craques: Hans Krankl

Reconhecido como um dos maiores austríacos no futebol, Krankl
 reinou absoluto na seleção nacional nos anos 80 (Getty Images)
Felipe Portes, @portesovic
De São Paulo-SP

Um tanque de guerra. Centroavante dos bons e verdadeiros, Hans Krankl foi o principal nome austríaco nas décadas de 1970 e 80 com o seu perfil combativo e chute potente. O vienense era especialista em furar bloqueios defensivos e até em encarar beques de força excessiva. Aliás, se pudéssemos definir Hans em uma só palavra, ela seria força.

Iniciou sua carreira no Rapid Vienna em 1970, antes de ser emprestado ao Wiener SC. Lá já mostrava seus dotes de finalizador, com 27 gols em 26 compromissos, numa média incrível para um jovem atleta. Retornou aos alviverdes da capital austríaca para ficar por mais seis temporadas. O recorde em sua terra natal veio justamente na última época em que disputou a liga doméstica. Em 77/78 fez 36 jogos e anotou 41 gols. Incontestável, venceu o troféu Chuteira de Ouro da FIFA.

Partiu então para o Barcelona, que contava na oportunidade com Rexach, Neeskens e Heredia. Adorado pelos catalães, ganhou o Pichichi (de artilheiro do campeonato espanhol) em 1978/79 com 29 gols em 30 partidas, sendo um dos maiores homens de frente que já passaram pela equipe blaugrana. Versátil e oportunista, passou a figurar entre os grandes atletas da sua posição depois da passagem pela Espanha.

Sem sequência para 1979/80 devido a um acidente de carro, Krankl alinhou pelo Barça em apenas nove oportunidades. Marcou dois gols e foi emprestado ao First Vienna, onde ficou por apenas um ano e recuperou a boa forma, balançando as redes 12 vezes em 19 cotejos. Referência absoluta na seleção austríaca, vestiu o manto da sua pátria por 12 anos. 

Disputou os Mundiais de 1978 e 82, onde foi determinante para a presença da Áustria nestas competições. Fez excelente Copa na Argentina, marcando 4 gols e sendo o quarto colocado na artilharia do certame. O primeiro, claro, foi Kempes, lenda albiceleste. 

De volta ao Barça para 1981, novamente teve problemas em encaixar um bom número de partidas, entrou em campo somente sete vezes e arrumou suas malas para retornar à mãe Áustria. Jogaria novamente pelo Rapid Vienna, lugar onde se criou como estrela internacional. Mais seis campeonatos e dezenas de gols, já em decadência se mudou outra vez para o Wiener SC, em 86, já ostentando cabelos brancos, sua marca na fase final de seus 19 anos dedicados ao futebol.

Filho de um taxista de Viena, Hans esbanjava carisma. Despojado, ainda tentou a sorte na indústria fonográfica, gravando um LP em 1985, um single chamado "Lonely Boy". Com a alcunha de Johann K; por acaso seu primeiro nome, fez sucesso nas paradas austríacas e não raro no Youtube se pode encontrar perfomances do atacante ao microfone. A parte engraçada é que ele não deixa a desejar no hobby e mostra mais qualidade do que vários artistas reconhecidos como Jorge Vercilo, Mário Frias, Vinny e Felipe Dylon (ok, desculpem por isso).

A segunda estadia no Wiener rendeu. Foram 40 tentos em duas épocas, bom para quem já estava na faixa dos 32 anos. Foi para o Kremser e passou o semestre antes de assinar com o Salzburg (agremiação que deu origem ao Red Bull Salzburg que temos hoje) para daí sim realizar suas derradeiras 14 aparições e deixar 10 gols, encerrando sua interessante carreira em 1989 e tornando memorável o seu bigode, figura que representa bem o que foi a década de 80...

Confira abaixo um compilado com os melhores lances de Krankl em 19 anos de carreira, e claro, sua música. 


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