sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Craques: Davor Suker

Herói e artilheiro da Copa de 1998, Suker segue como
 um dos maiores nomes do futebol croata (Football Team Players)


Pedro Cuenca, @colderhearts
De São Paulo-SP

Para muitos, o maior jogador da história da Croácia. Para outros, o melhor da Copa do Mundo de 1998, na qual foi artilheiro de maneira indiscutível. A história de Davor Suker, porém, começa na antiga Iugoslávia, no primeiro dia do ano de 1968.

Nascido em Osijek, foi lá, no clube que levava o nome da própria cidade, que Davor começou sua carreira em 1984, nas categorias de base. No mesmo ano, já tinha sido alçado à equipe principal, onde ficou até 1989. Nesse período, já chamava a atenção de muitos e foi campeão do Mundial sub-20 de 1987, além de ter disputado as Olimpíadas de 1988 pelo seu país.

Depois, se transferiu para o Dínamo Zagreb. Lá teve outra excelente média de gols, que o garantiu na Copa do Mundo. Apesar disso, o feroz centroavante só fez número no plantel e não teve a chance de mostrar sua oportunidade. Essa só viria depois, durante as Eliminatórias da Eurocopa, contra as Ilhas Faroe, quando entrou durante a partida e marcou um dos gols. Curiosamente, seria sua última partida pela Iugoslávia, pois a Croácia seria reconhecida oito dias depois.

Em 1991, se transferiu para o Sevilla, onde ficou por cinco anos. Lá, teve a oportunidade de jogar com o craque argentino Diego Maradona. Em 153 aparições com a camisa do time espanhol, Suker marcou incríveis 76 gols. Nesse período, ganhou mais destaque por seus jogos no clube, já que a Croácia e os outros países emancipados da Iugoslávia não disputaram as Eliminatórias para a Copa do Mundo dos Estados Unidos.

E foi em 1996 que a carreira do croata mudou. Ele se transferiu para o Real Madrid, que ainda não tinha o elenco galáctico, mas formava um esquadrão de respeito, com jogadores como Seedorf, Roberto Carlos, Hierro e Raúl. Nesse mesmo período, a Croácia lidera seu grupo nas Eliminatórias da Eurocopa, ficando na frente da Itália. Na competição continental, ele foi o vice-artilheiro com três gols, mas viu sua seleção ficar pelas quartas-de-final, ao ser derrotada para a Alemanha. A vingança viria anos depois.

Apesar das poucas chances no Real Madrid, ajudou seu país a chegar a Copa do Mundo de 1998. E foi no sufoco. A vaga veio na repescagem após uma vitória e um empate com a Ucrânia. As esperanças para o time da camisa xadrez eram poucas. Veio o sorteio e o Grupo H lhe foi reservado, ao lado da Argentina, uma das grandes favoritas ao título, além das estreantes seleções da Jamaica e do Japão.

A Croácia terminou na segunda posição, com seis pontos (perdeu apenas para a Argentina) e Suker com dois gols marcados. Nas oitavas-de-final, a Romênia. Um placar apertado, mas Suker garantiu a vitória. Chegou então a poderosa Alemanha na fase seguinte. Era a chance da vingança de dois anos antes. E não foi diferente. Com show da Croácia, Suker apenas fechou o caixão na vitória por 3 a 0.

Os axadrezados chegavam às semifinais em sua primeira Copa do Mundo, eliminando a Alemanha, campeã europeia em 1996. Na partida contra a França, Suker deixou sua marca, mas não evitou a derrota por 2 a 1 contra o time comandado por Thuram. Na disputa pelo terceiro lugar, vitória contra a Holanda e mais um tento do artilheiro da Copa com seis gols feitos.

No final daquele glorioso ano, Suker ainda concorreu ao prêmio de Melhor do Mundo, mas ficou em terceiro lugar, atrás de Zidane e Ronaldo. Além disso, foi campeão mundial interclubes com Real Madrid, após vencer o Vasco, em partida que disputou poucos minutos.

A falta de oportunidade, aliás, o fez se transferir para o Arsenal em 1999. O cenário, porém, não se modificou. O atacante continuou relegado ao banco de reservas, além de ter se envolvido em uma polêmica ao investir no Manchester United na bolsa de valores e perdido um dos pênaltis da final da Copa da UEFA de 2000, contra o Galatasaray.

Ao sair do time londrino, a carreira de Suker foi ladeira abaixo. Fracassos no West Ham e no Munique 1860 o fizeram se aposentar em 2003. Pela seleção croata, apresentava desempenhos fracos. O país não disputou a Eurocopa 2000, além de ter feito campanha mediana na Copa do Mundo de 2002.

Apesar disso, Suker foi eleito, em 2004, o maior jogador da Croácia pela FIFA. No mesmo ano, esteve na lista dos 125 maiores jogadores em atividade escolhidos por Pelé. É também o maior artilheiro de seu país e, querendo ou não um ídolo para muitos, inclusive para esse que vos escreve.



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