sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Desafortunados: Junichi Inamoto

Melhor que Nakamura no WE? Farsa japonesa? Conto do vigário nipônico?
De que vive, do que se alimenta? Por onde passou? No próximo Glo.. OH WAIT (Zimbio)
Murillo Moret, @moret_
De São Paulo-SP

O único japonês que está na lista dos 100 melhores jogadores do mundo é Hidetoshi Nakata. No fim da década de 90, ele fazia sucesso na Serie A - passando por Perugia e Roma. O conterrâneo Shunsuke Nakamura, habilidoso meia canhoto, era eleito pela segunda vez no time da temporada. Era 2000. Ao seu lado despontava Junichi Inamoto. O motorzinho do Gamba Osaka chegava para causar furor.

Arsène Wenger sempre foi um treinador que buscou promessas em diversos países. Fato. Nem sempre, no entanto, elas vingam. Como Tomas Danilevicius, de técnica discutível, comprado junto ao Lausanne em dezembro de 2000. Ou Francis Jeffers do Everton por 13 milhões de libras. Era dia 23 de julho de 2001 e lá estava Junichi Inamoto vestindo a camisa do Arsenal, a de número 19. História, ele fez: foi o primeiro japonês a conseguir tal feito. Custou 3,5 milhões de libras aquele jogador que entrou em campo contra Grimsby e Blackburn Rovers, ambos pela Worthington Cup - e também em dois joguinhos na Liga dos Campeões...

Está certo que Inamoto precisava ser um gênio para entrar naquele time. O meio-campo formado por Patrick Vieira, Edu, Freddie Ljungberg e Robert Pires pouco foi mudado no decorrer da temporada - raras exceções para as presenças de Ray Parlour e Gilles Grimandi na volância. "Sabia que ele seria um vencedor desde quando jogou contra a Bélgica", disse Wenger durante a primeira fase da Copa do Mundo de 2002. Mas ele não pensou duas vezes em liberar Inamoto de graça para o Gamba Osaka no verão de 2002. Os japoneses cederam o jogador por empréstimo ao Fulham. Inamoto não teve regularidade e recebeu mais cartões amarelos do que fez gols. Além disso, teve uma lesão na perna que comprometeu a temporada. O técnico Chris Coleman não ficou impressionado e deu tchau para o japa.

A terceira tentativa de se dar bem na Inglaterra foi no West Brom. Gary Megson pagou 200 mil libras pelo meio-campista (que desvalorização em dois anos, hein?!). Como foi um pedido do técnico, Inamoto deve ter pensado: "agora vai!". O único problema foi que Megson não suportou a pressão por resultados e foi demitido. Após passagem do interino Frank Burrows, Bryan Robson foi contratado pelos Baggies. O novo comandante preferia a presença do nada talentoso Ronnie Wallwork no círculo central. A alternativa era ser emprestado para o Cardiff City, na Championship. Em 2005-06, Inamoto estava de volta à primeira divisão, mas não conseguiu segurar seu time na elite do futebol inglês.

No novo ano, o japonês achou na Turquia um novo local para viver. Com Eric Gerets, o Galatasaray, no entanto, não conseguiu manter o título de campeão nacional. Inamoto rodou por Alemanha (Frankfurt) e França (cinco jogos pelo Rennes) antes de retornar à Terra do Sol Nascente. Já são três anos atuando com as cores azul e preta do Kawasaki Frontale. O japa loiro foi à duas Copas do Mundo, mas sempre vai ficar conhecido por ser melhor que Nakamura no Winning Eleven.


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