domingo, 6 de novembro de 2011

Al-Sadd é campeão da Champions asiática

Gilmar Siqueira, @GilmarSiqueira
De Jaboti-PR

Neste sábado se decidiu a final da AFC Champions (Champions League Asiática) onde se enfrentaram o Al-Sadd (Qatar) e o Jeonbuk Hyundai Motors (Coreia do Sul), na Coreia do Sul. O duelo não se decidiu no tempo normal, terminando em 2x2. Só após os pênaltis é que o time de Doha pôde gritar "É campeão!".

Antes de a bola rolar, o favoritismo era do time sul-coreano, que tinha mais qualidade e além do mais, jogava com presença massiva de sua torcida. O Jeonbuk até foi melhor em campo, mas não conseguiu vencer.

O Jeonbuk Motors abriu o placar aos 17 minutos, com golaço de falta de seu craque, o brasileiro Eninho. Depois disso o time mais tradicional do Qatar foi quem pressionou e mandou a bola na trave por duas vezes, até que conseguiu empatar o jogo com Khalfan Ibrahim.

É difícil imaginar este time pressionando por muito tempo, mas foi o que aconteceu. O Al-Sadd voltou melhor para o segundo tempo até que virou o jogo, com Kader Keita. A partir daí, se retrancou como sempre. Foi então que começou a brilhar a estrela do melhor goleiro do Qatar, Mohamed Saqr, que fez defesas espetaculares.

Ele passou de herói a vilão quando, no minuto 90, saiu para interceptar um escanteio mas acabou falhando e a bola sobrou para Seung-Hyun Lee empatar para o Jeonbuk Motors e levar o duelo para a prorrogação. Nesta, o time da casa foi melhor, mas não conseguiu marcar.

Nos pênaltis, quem se saiu melhor foi o Al-Sadd, que venceu por 4x2. Nas grandes penalidades o goleirão Saqr apareceu outra vez, defendendo duas. Quem converteu a última cobrança foi o famoso Nadir Belhadj, ex-jogador do Portsmouth.

Com isso, o Al-Sadd foi campeão da Asian Champions. Mas a questão é: este título foi merecido? Sem dúvidas em termos de futebol bem apresentado, não. Os comandados de Jorge Fossati, ex-técnico do Internacional que faz ótimo trabalho, não jogaram bem durante toda a competição. E na final não foi diferente.

Em termos de competência, realmente este time precisa ser valorizado. Mas nível técnico é outra coisa. Isso ficou evidente ao longo da competição. Aliás, o Al-Sadd se envolveu em polêmicas durante toda ela. Nas quartas-de-final, a equipe de Doha enfrentou o Cerezo Osaka e acabou vencendo, mas parte de sua torcida provocou os japoneses recordando o desastre que ocorreu em Fukushima.

Na semi-final, o time de Fossati passou pelo sul-coreano Suwon Bluewings, vencendo o primeiro jogo por 4x3 e perdendo o segundo por 1x0. No duelo de ida, houve uma verdadeira batalha campal depois que Madmadou Niang fez o segundo gol quando um jogador sul-coreano estava caído no gramado. Todo o time do Suwon exigiu fair-play por parte do Al-Sadd, que não o fez. Depois disso um torcedor invadiu o campo e começou a briga.

Este título, um dos mais contestados dos últimos anos, não foi o primeiro do Al-Sadd. O time mais antigo do Qatar conquistou a antiga Asian Club Championship em 1988, batendo o iraquiano Al-Rasheed na final e tornando-se o primeiro time árabe a conseguir tal feito.

Depois de alguns anos a hegemonia de clubes japoneses e sul-coreanos na Asian Champions foi quebrada. Mas isso não quer dizer muita coisa. A verdade é que o futebol tanto do Japão quanto da Coreia do Sul ainda está um passo à frente dos outros países asiáticos.

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