domingo, 4 de dezembro de 2011

Descraques: Tomas Brolin, parte 2

Último momento de Brolin no futebol internacional: uma rolha de poço (Sporting Heroes)
Felipe Portes, @portesovic
De São Paulo-SP

O baixinho começou a engordar depois da lesão ao fim de 1994. A volta ao Parma, já em meados de 1995 foi deprimente para o sueco, que não conseguia se encontrar em campo, um verdadeiro desastre da natureza.  

Negociado na temporada 1995/1996 com o Leeds, chegou com pompa na equipe do Elland Road para recuperar o bom futebol e aquelas coisas todas que você já cansou de ouvir o Ronaldinho, Robinho, Ronaldo e Adriano falarem nas trocas de clube.

Fez apenas vinte partidas nos Whites e quatro gols antes de ser patrulhado pela torcida do Leeds, que reclamava de suas ausências nos treinos e sua péssima forma quando entrava em campo. Ficou apelidado pelos fanáticos fãs como comedor de tortas, em alusão aos vários flagras dele se esbaldando em restaurantes londrinos. Também é citado como pior contratação do clube em toda a história. É pouca bagunça?

Saiu pela porta dos fundos do Elland Road para tentar a sorte no Zürich. Nos helvéticos permaneceu por apenas um semestre, fazendo três aparições e recebendo um salário vergonhoso de 800 libras por semana. Chamado de volta pelo Leeds, atrasou seu retorno e causou um rebuliço danado em torno da sua situação.
Aí gordinho, gostei do mullet. (Permanent Plastic Helmet)
Contra a sua vontade, deixou o Zürich e voltou à Londres só para ser negociado outra vez. Ao se ausentar da pré-temporada dos Whites, foi praticamente dispensado do quadro de atletas. Tomou os rumos do Ennio Tardini mais uma vez em sua carreira. Fez onze jogos em um ano, completamente fora de forma. Ou em forma de barril, como queira.

Os diretores do Crystal Palace resolveram apostar na redenção de Brolin, o contratando para a temporada 1997/98. Passando vergonha nos Eagles, foi escalado apenas 13 vezes e só serviu para ser chacota perante os outros clubes. Desnecessário dizer que sua forma era cada vez pior.

Por essa razão, Tomas resolveu se aposentar aos 29 anos, realizando seu último compromisso pelo Hudiksvalls, de sua terra natal, na segunda divisão sueca. Virou empresário e dono de uma cadeia de restaurantes, além de hotéis. Posteriormente virou uma das estrelas da Party Poker e constantemente aparece em campeonatos internacionais da modalidade de carteado (ugh).

E você, amigo leitor? Considera o sueco Craque ou um Descraque?


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