quarta-feira, 25 de abril de 2012

Bugados: Bosko Balaban

Foto: Hero my sin 
Felipe Portes, @portesovic
De Vladivostok-RUS

A Croácia formou dezenas de ótimos jogadores na década de 1990. Entre os talentos criados em sua maioria no Dinamo Zagreb, lá estava Bosko Balaban, um gênio do futebol (virtual). Acumulando boas passagens pelo Rijeka, o próprio Dinamo e Club Brugge, o atacante é um dos exemplos de craque subestimado. Aos 33 anos e perdido no futebol malaio, Bosko vai honrando seu passado que consistia em balançar as redes adversárias.

Em 1995 estreou no Rijeka, aos 17 anos. Rápido e forte para um juvenil, logo conquistou respeito na equipe croata, onde passou cinco anos e amadurecendo bem até se tornar uma das promessas do país para a década seguinte. Em 2000-01 se transferiu para o Dinamo Zagreb, detentor de invejável hegemonia nacional. De cara, se transformou no artilheiro dos Plavi. Foi crucial na vitoriosa da Copa croata em 2000-01, onde venceram o Hajduk Split na decisão. O troco dos rivais de Split veio no campeonato seguinte, por apenas um ponto na classificação final.

Bem cotado na Inglaterra, assinou com o Aston Villa, onde seria considerado pela imprensa local como grande fracasso. Devolvido em menos de seis meses a sua terra natal, por empréstimo, Bosko entrou em campo apenas nove vezes pelos Villans. Os plavi, mordidos com mais uma derrota doméstica, desta vez para o NK Zagreb na liga nacional, restabeleceram a normalidade e levou seu sétimo caneco desde 1992. Foram 15 gols de Balaban em 24 jogos, e seu próximo destino seria o Brugge.

Sem pagar nenhum tostão aos ingleses, a equipe de Bruxelas logo encontrou no croata a sua solução para o ataque. Mantendo uma média de 25 gols por temporada, chegou ao seu terceiro ano na Bélgica em alta com a torcida e principalmente com dois títulos: da Jupiler League em 2004-05 e a Supercopa belga em 2005. 2006-07 foi a temporada em que o Brugge ergueu a Copa da Bélgica, com ampla colaboração de Bosko para a façanha. Pouco depois do encerramento do calendário, a agremiação negociava com uma promessa do Germinal Beerschot, François Sterchele. A vinda de outro homem de frente significava que a diretoria estava às vésperas de se desfazer de seu goleador.

Foto: Dalje.com
Dito e feito, mais uma vez voltaria à Zagreb. Ao lado de estrelas como Luka Modric, Tomo Sokota e Mario Mandzukic (ainda recém promovido ao plantel profissional), conquistou o bi-campeonato nacional em 2006-07 e em 2007-08. A era bem sucedida se encerrou em 2008-09, sua última época na Croácia.

O Panionios ofereceu um contrato de três anos e arrematou o atacante, que teve início complicado, mas acabou sendo o artilheiro da equipe (o que não significava muito no cômputo geral). Sem sucesso, jogando hoje no futebol malaio pelo Selangor, tem boa média e já prepara a aposentadoria.

Joguetes em que brilhou
Quando ainda estava no Dinamo, saiu em duas versões do PES, a 2008 e 2009. Em ambas é extremamente perigoso, aquele cara que dorme durante os 90 minutos, mas que se pega uma bola na área em boa condição, complica o adversário. Extremamente decisivo, apesar da falta de habilidade. 



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