segunda-feira, 9 de abril de 2012

Descraques: Mark Bosnich

A cara da desolação: Bosnich teve horrível estadia no Chelsea (Daily Mail)
Felipe Portes, @portesovic
De São Paulo-SP

Histórias de jogadores que se perdem no vórtex da fama e da perdição no futebol aparecem aos montes em jornais, revistas e sites. A lenda de Mark Bosnich, goleiro australiano que precedeu o ancião Mark Schwarzer, é intrigante. Talento da base do Sydney United, em 1989, logo aos 18 anos foi contratado pelo Manchester United, inicialmente nas categorias de base.

Estreou em 1990 pelos Red Devils, em partida contra o Wimbledon. Pouco trabalhou naquele ano, apenas três oportunidades. Retornou ao Sidney para mais um ano, ganharia experiência ao fim da temporada antes de retornar à Inglaterra. Em meados de 1992, aceitou oferta do Aston Villa, esperando ter boas chances de ser titular. Somente em 1993-94 ganhou o lugar de Michael Oakes. Foi numa decisão por pênaltis na Copa da Liga inglesa contra o Tranmere Rovers que alcançou a fama. Pegando três chutes, assegurou sua posição como macho alfa do gol dos Villans. 

O sucesso veio em 1994-95, quando ele finalmente figurava entre os mais prestigiados arqueiros no futebol inglês. Daí em diante ele era reconhecido como grande valor australiano, o mais célebre entre os que jogavam fora da terra dos cangurus. De presença regular à polêmico em 1996, se lesionou na primeira metade de 1997 e ficou no estaleiro até 1999, quando se transferiu para o Manchester United (disputou a final do Intercontinental contra o Palmeiras, substituindo Schmeichel).

HAHAHAH, daora essa taça, mano, daora (UOL)
Dois anos depois perderia a vaga para Fabien Barthez, lenda francesa debaixo das traves. Ameaçado e em decadência, foi para o Chelsea em 2001. Mais lesões crônicas e Mark já era um flop em Londres. Sete jogos realizados e em setembro de 2002 o famigerado anti-doping em que seria pego. Aí alcançou o seu pior momento, sendo até mandado embora do Stamford Bridge. Aposentado e falido, resolveu voltar ao esporte, jogando pelo Central Coast Mariners, em 2008. Sem sequência, teve passagem rápida pelo Sydney Olympic, por apenas oito aparições.

Vencedor de títulos como o da Premier League e Mundial Interclubes (Manchester em 1999-00), e duas Copas da Liga com o Villa (1993-94 e 1995-96), Bosnich não se arrepende de nada do que passou no esporte. Quando iniciou sua carreira, teve problemas com o visto de trabalho e retornou à Austrália. Em busca do sonho de fazer parte do futebol, serviu exército na Iugoslávia em 1991. Por alguns anos, teria enfrentado uma guerra civil. Poderia muito bem servir de lição para os mais jovens, os que se deslumbram com a fama e o dinheiro, o reconhecimento. Hoje é comentarista da FOX Sports, na Inglaterra.

Fanfarrão
Em 1996, foi repreendido pela diretoria do Aston Villa, após fazer uma saudação nazista para a torcida do Tottenham, que tem grande parcela judia. Em 2002, se envolveu com uma modelo inglesa, Sophie Anderton, com a qual teve uma série de entreveros, além de problemas com narcóticos. A moça já tinha histórico de maria chuteira, mas aparentemente nosso querido Bozza preferiu ignorar isso.



Nenhum comentário: