segunda-feira, 23 de abril de 2012

Farsa nossa: Sanjin Pintul

Foto: Bem Paraná
Bruno Núñez, @BrunoNunez
De São Paulo-SP
Zagueiro bósnio de sobrenome IMPRÓPRIO,  que foi contratado por causa do sobrenome pelo Atlético Paranaense em 1997, em uma época onde o Furacão começou a investir em jogadores vindos do Velho Continente, graças ao sucesso dos poloneses Piekarski e do saudoso Nowak. A piada (?) do momento era que o zagueiro era parente do goleiro do Atlético, Ricardo Pinto.
Diferente dos poloneses, Pintul não empolgou (trocadilho babaca), jogou apenas um jogo pelo Brasileirão de 97, contra o Botafogo em Caio Martins, derrota por 3 a 1 do time curitibano, após aquele jogo, Abel Braga nunca mais colocou o zagueiro bósnio em campo, que foi embora no fim daquele ano.
A carreira do bósnio começou no Velez Mostar (entre 1989 e 91) do seu país natal, com a guerra nos Bálcãs, entre 92 e 93, o zagueiro lutou na Guerra da Bósnia. Depois disso, Pintul foi para a Alemanha onde jogou por times obscuros como o Stahl Bradenburg (1994-95) e Oldenburg (1995-96). Com o fim da guerra, retornou a Bósnia onde jogou no Zeljeznicar (1996-97) e de lá veio para o Atlético-PR. Após a passagem frustrada no Brasil ele jogou na Turquia, no Karabukspor (1997-98) e depois na Suiça, no Young Boys, onde acabou encerrando a carreira em 2001.
Pela seleção bósnia, Pintul jogou 7 partidas e marcou 2 gols, ambos pela Dunhill Cup, essas copas que não servem pra nada amistosas com países do leste asiático. Também disputou as Eliminatórias da Copa de 1998, na França, a primeira competição (ainda que pré-classificatória) da história da Bósnia.

[Versão alternativa e não oficial]
Vê o tanque da foto? Pintul ganhou por seus serviços na Guerra da Bósnia, em 1996, logo após o fim do confronto nos Balcãs, em uma cerimônia onde foi recepcionado pelo presidente bósnio, Alija IzetbegovicO zagueiro se destacou nos campos de batalha, durante a Guerra Croata-Bósniaca, entre 1992 e 1993, um dos diversos conflitos que se passaram nos Balcãs na época.
Sanjin era atirador de um tanque T-55, que tinha a alcunha de Nitkov69, traduzindo do bósnio seria algo como Canalha69, e foi primordial em uma batalha em Sarajevo, onde sua mira ajudou muito as suas tropas aliadas. Quando a poeira abaixou um pouco, Pintul não titubeou ao aceitar a proposta de um amigo, indo para a Alemanha, retomar sua carreira como futebolista.
Atualmente, Pintul honra seu sobrenome, sendo dono de uma rede de boates GLS nas principais cidades bósnias, inclusive tendo filiais em outros países como Albânia e Macedônia. O tanque continua em sua mansão, conseguida graças a sua carreira de empresário da noite, afinal, ele pouco ganhou com o futebol.

*Nota dos editores: A editoria Farsa nossa é apenas uma brincadeira da equipe, que visa contar a verdadeira história de jogadores desconhecidos do grande público e mostrar um paralelo de como seria a vida do atleta em questão com um pouco mais de imaginação. Enfatizamos que nenhuma destas "versões não-oficiais" é verídica ou com fundo de verdade. É fruto da nossa idiotice, única e exclusivamente. 

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