sexta-feira, 26 de agosto de 2011

(Texto 100) Dinamo Zagreb caminha para manter hegemonia na Croácia

Atletas do Dinamo comemoram o gol contra o Osijek, pela quinta rodada (GNKDinamo.hr)
Por Felipe Portes

Mais do que Barcelona e Real Madrid, Kobenhavn, Porto e Benfica, o Dinamo Zagreb está caminhando para manter uma hegemonia das mais duradouras em território croata. Campeões nacionais desde a temporada 2004/05, após interromper a sequência de dois títulos do Hajduk Split, os plavi (azuis, em croata) demonstram ter plena condição de chegar a mais um triunfo na Prva HNL. 

A aposta deste que vos escreve é um simples palpite dado ao se ter uma olhadela na classificação do certame, que se encontra na quinta rodada. Com 100% de aproveitamento, 15 gols e ainda sem ter sua meta vazada, o Dinamo abriu três pontos de diferença sobre o Hajduk, que foi derrotado pelo Zadar. O bom início na liga doméstica é um reflexo da empolgação e superação dos plavi, que também estão se reencontrando com o melhor futebol continental, com a vaga para a fase de grupos na Liga dos Campeões. 

Numa chave com Ajax, Real Madrid e Lyon, o Dinamo pode estar fadado a amargar a eliminação, sem direito até à participação na Liga Europa. Mas experimente dizer isso ao tão apaixonado torcedor e principalmente aos Bad blue boys, principal organizada do clube, que protagonizou várias brigas históricas com as equipes de Belgrado no início dos anos 1990. 

Tida como uma das mais violentas da Europa, a facção tem tanto poder no país, que especula-se que seu apoio ao candidato Franjo Tudman nas primeiras eleições presidenciais na Croácia tenha sido essencial para a sua vitória. Vários torcedores da BBB integraram o exército croata na batalha pela independência do país da antiga Iugoslávia.

Ainda que a torcida tenha se virado contra Tudman depois de uma proposta absolutamente indecente (ele sugeriu que o clube alterasse seu nome para NK "Croatia", deixando para trás a tradicionalidade e uma história de muita luta apenas atrelada a cidade de Zagreb. A arquibancada oeste do Maksimir traz um monumento em homenagem aos BBB que perderam suas vidas no conflito de separatismo.

Contudo, fora de questões políticas, o Dinamo vai muito bem, obrigado. Com "bala na agulha" para conquistar mais um troféu na Prva HNL, os azuis terão o apoio integral de seus fiéis amantes nas arquibancadas do Maksimir Stadion, seja por competições nacionais ou pela taça da bola estrelada.

Em um plantel reforçado esta temporada pelo selecionável Jerko Leko, vindo do Bucaspor, o Dinamo ainda trouxe Walid Atta, que estava no Lokomotiva, mas construiu sua carreira no AIK Solna, da Suécia. Podemos nomear como destaques do time o meia brasileiro Sammir (ex-Atlético Paranaense), o lateral Leandro Cufré (com passagem por Roma e Monaco), Milan Badelj, Ivan Tomecak, Luis Ibañez, Tonel (ex-Sporting), Igor Biscan (ex-Liverpool e Panathinaikos), além de Andrej Kramaric e o artilheiro Ante Rukavina. 

Na quinta jornada da Prva HNL, uma vitória sobre o Osijek por 4-0 fez com que a agremiação de Zagreb repousasse na liderança, contando com o tropeço do NK Lokomotiva, então vice-líder. A aproximação do Hajduk na tabela não parece incomodar os plavi, que nem sequer sofreram gols até a presente rodada. Dentre os artilheiros do certame, estão Domagoj Antolic, do Lokomotiva, com 4 tentos, e logo atrás aparecem dois atletas do Dinamo. Mario Situm e Ante Rukavina somam 3 gols cada. 

Resultados 
Lokomotiva 0-0 Rijeka
Slaven 3-2 Inter Zapresic
Karlovac 2-2 Cibalia
Lucko 1-2 RNK Split
Osijek 0-4 Dinamo Zagreb
Hajduk Split 4-0 NK Zagreb
Varteks 2-2 Istra Pula
Sibenik 1-1 Zadar

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Dérbi vienense termina com sacolada do Austria Wien

Rapid Viena (de verde) sofre severa derrota dos rivais do Austria, por 3 a 0 (Bundesliga.at)
Por Felipe Portes

Com apenas dez times, a Bundesliga austríaca teve rodada interessante neste fim de semana. A peleja mais interessante e que chamou a atenção na jornada, foi o dérbi vienense entre Rapid-Austria Wien, no Gerhard Hanappi, casa dos alviverdes. 

O grande clássico do campeonato colocou um fragilizado Rapid frente o Austria, vice-líder do certame, atrás do Red Bull Salzburg. A equipe esverdeada esperava imprimir um estilo de jogo versátil, como na temporada passada, quando fez papel razoável na Liga Europa, mas foi surpreendida pelo poder de decisão dos rivais violetas. Logo aos quinze iniciais, Nacer Barazite inaugurou o marcador, numa falha defensiva que gerou tabela e boa conclusão na área dos alviverdes. 

Aos 52´, o mesmo Barazite arrumou bom passe na linha de fundo, rolou para Roland Linz, que achou Zlatko Junuzovic livre para fuzilar o indefeso guarda metas Helge Payer. 2-0. Para fechar a conta, aos 66´, Junuzovic mostra o ótimo trabalho em grupo e deixa Linz na cara do gol, só para finalizar. 3-0. O revés caseiro deixa os esverdeados na quarta posição da Bundesliga. 

A superioridade do lado violeta do clássico é outro aspecto a ser levado em conta. Em 156 duelos, o Austria  triunfou em 59 oportunidades, contra 48 do Rapid e 49 empates. 

No outro cotejo interessante da jornada, o Red Bull entrou em campo para encarar o Sturm Graz, atualmente brigando por uma vaga na fase de grupos da Liga dos Campeões. Na Red Bull Arena, em Salzburg, os líderes do campeonato ficaram apenas no empate contra os alvinegros, atuais campeões do Austriacão. O 1-1 teve sabor de derrota para o Sturm, que estava vencendo até os 89´, com gol de Roland Kienast. No penúltimo minuto, no apagar das luzes, Roland Wallner deu números iguais ao embate.

A liderança dos taurinos tem a diferença de um ponto para o Austria, após o encerramento da rodada 5. A surpresa fica por conta do Trenkwalder Admira, com 10 pontos somados. Lá embaixo, a coisa começa de um jeito complicado para o Mattersburg, somando apenas 2 em cinco jogos e único integrante da zona de descenso da Bundesliga.

Resultados
Wacker Innsbruck 2-2 Trenkwalder Admira
Kapfenberger 0-2 Wiener Neustadt 
Mattersburg 2-3 Ried
Rapid 0-3 Austria Wien
Red Bull Salzburg 1-1 Sturm Graz

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Intervalo: Nação Castolo

Castolo, lenda absoluta dos videogames de futebol (Corazón Blanco)
Por Felipe Portes

Todo moleque ou até mesmo adulto que joga futebol no videogame, deve ter ouvido falar ou jogado sequer uma única vez com Castolo. Não sabe de quem estou falando? Shame on you! Vou explicar. Os fãs de Winning Eleven, agora conhecido como Pro Evolution Soccer estão habituados com este nome desde os primórdios, mais precisamente desde o WE4, lançado em 1999 para Playstation e com muitas adaptações (entenda hacks) de Campeonato Brasileiro, Argentino, Peruano, Liga dos Campeões, whatever.

Nesta edição do querido joguete, foi incorporado um modo chamado Master League, onde o jogador poderia escolher um time, mas sem seus jogadores originais e sim uma equipe de desconhecidos como Ivanov, Cellini, Hespimas, Miranda, Barrota e Castoro. Tremendamente pernas de pau, os jogadores eram intencionalmente de baixo nível para aumentar o desafio do pobre garoto que tentasse subir de divisão ou vencer a liga.

Começando com este plantel esquisito, você acumulava pontos de acordo com seus resultados e podia contratar atletas com mais renome ou qualidade. Contudo, o MITO envolvendo os cabeças de bagre originais crescia a cada edição nova lançada pela Konami. Saltando de plataforma do PS1 para o PS2, vimos uma pequena mudança no esquadrão default. Os nomes iam transmutando aos poucos. Castoro virou Castolo, Miranda virou Minanda, Hespimas agora era Espinas e o pobre Barrota terminou como Ordaz. Entre outras alterações, alguns atletas foram criados e outros deletados. Foi o caso de Cellini, ou Celnili. Nem isso foi capaz de diminuir o amor dos fanáticos jogadores pelo modo.

O grande salto veio no WE8/PES4, onde você poderia criar um time completamente novo, utilizando-se destes paspalhões. Variam muito os depoimentos de pessoas que iam até o fim (entenda ultrapassar a marca de vinte anos de jogo na ML) com Castolo and the Wailers. É nesse universo que nosso texto aborda. A mitificação do ruim, do controverso. Quem é fã de Winning Eleven, certamente terá uma opinião formada sobre os DEFAULTS. Da minha parte, devo dizer que aprecio o futebol de Ivarov, Valeny e Jaric. Ximelez me parece lento, Espinas cansa rápido e Castolo é o herói inesperado. Quase um Chapolin Colorado. 

Valeny, o Odvan dos fanáticos por WE/PES em time criado por internauta (Forum PESfan)
São muitos os times criados e a fantasia que gira em torno do modo Master League é algo que só o futebol poderia proporcionar. É como se o seu time da rua pudesse encarar um Barcelona, um Milan. Este que vos escreve de fato possui um time "da rua" no jogo. O Unidos United já tem quase seis anos de história e coleciona histórias engraçadas (fruto de uma mente criativa e insana), tema para outro texto. 

Para todo grande time que vira emergente no futebol virtual, é preciso que haja um Castolo, um Valeny, um Ordaz, um Minanda ou até um Ruskin. Começar daí é uma prova de que você não tem medo dos grandes desafios, das grandes partidas ou até de frustrações que o jogo possa trazer, como o rebaixamento ou a permanência em divisões inferiores. 

Mais uma de Castolo, o "Romário dos oprimidos"
Quem de vocês já não marcou um golaço de bicicleta, de cobertura, de voleio, com o Castolo? Quantos não vibraram e pularam ao fazer um gol de falta numa cobrança sem expectativas de Minanda? (Parecido com Figo, o meia português é marrento e talentoso, mas sofre do mal do chinelinho) Quem nunca chamou Ivarov de frangueiro, Stremer de lento e Ordaz de pipoqueiro? Para cada jogador, uma história diferente, um título inacreditável e sobretudo, um título ou proeza memorável.

Inserido no folclore dos videogames e suas fábulas, tudo indica que Castolo e seus colegas ainda terão carreira longa a traçar nos cada vez mais impressionantes títulos da Konami, seja em japonês ou em inglês. Se você é da Nação Castolo, junte-se a nós. Se ainda não é, não perca mais tempo e jogue algumas horinhas fora descobrindo o charme da Master League. Com o Unidos United, Barcelona ou Zenit St. Petersburg, teste sua habilidade ao iniciar com o plantel default. Entretanto, esteja preparado para xingar um pouco. 

Comente e compartilhe alguma história das suas jogatinas! 

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Rodada 15 do Brasileirão (domingo)


Por Rodrigo Gutuzo

Atlético (PR) 1x1 Corinthians: Jogo bem movimentado e o Corinthians vê a liderança escapar. Era praticamente um lance para cada lado. Corinthians atacava, Atlético respondia. Porém, quem tinha mais trabalho era Renan Rocha, do Furacão. O Timão criou melhores chances e ficou muito perto do gol. 


Porém, quem abriu o placar foi o Atlético. Madson sofreu pênalti em burrada de Weldinho. Cléber Santana cobrou e fez. E o jogo seguiu, com boas chances para os dois lados. Também de pênalti, o Corinthians conseguiu o empate logo no começo da segunda etapa. Alex bateu e deixou tudo igual. 

O jogo diminuiu um pouco o ritmo, mas os dois times seguiram criando ótimas chances, principalmente o Corinthians. Corinthians perde a liderança, mas tem um jogo a menos. Um bom jogo na Arena. Corinthians levemente melhor. Parou no goleiro Renan Rocha, muito bem. Alex precisa ser titular. O Atlético vai melhorando a cada jogo com Renato Gaúcho. Acertou bem a equipe, mas ainda precisa mais. 


Internacional 3x2 Cruzeiro: Outra partida movimentada foi no Beira-Rio. Os dois times começaram com tudo. E o Cruzeiro não demorou para abrir o placar, após Muriel caçar borboletas e Anselmo Ramóm aproveitar. 


Pressionado, o Inter foi em busca do empate. Bem organizado, o gol não demorou para sair. D'Alessandro sofreu e cobrou pênalti, deixando tudo igual. O Colorado seguiu em cima e conseguiu a virada, com Andrezinho, em cobrança de falta. O Cruzeiro melhorou na volta para o segundo tempo. Com Montillo, a Raposa dominou, teve um gol muito mal anulado e deu trabalho para Muriel. Mas que fez foi o Inter, com Leandro Damião, em um dos poucos lances de ataque do Colorado. 

Mesmo com o gol, o Cruzeiro seguiu melhor e pressionando. Conseguiu diminuir o placar com Leandro Guerreiro e mandou uma bola na trave no finalzinho. Foi um tempo para cada time. Inter melhor em boa parte do primeiro tempo e fez 2 a 1. Cruzeiro dominou o segundo tempo, mas não conseguiu o empate. Com isso, Osmar Loss vai ganhando confiança, embora Dorival Júnior está bem perto de ser anunciado. No Cruzeiro, após bom começo, Joel Santana encara uma crise após quatro derrotas seguidas. Dois times que seguem devendo.  


Santos 1x0 Ceará: Santos fez para o gasto. O Ceará chegou a assustar, começou no ataque e dominou boa parte do primeiro tempo. Mas o gol de Borges deu maior tranquilidade para o Peixe. Elano e Arouca apareceram e comandaram a equipe. Ganso ainda perdeu uma chance incrível de ampliar. 


O Ceará sentiu o gol. O Santos dominou e passou a jogar bem, com boas trocas de passe. O goleiro Diego, do alvinegro cearense teve trabalho. Mas ficou no 1 a 0 mesmo. Não foi um bom jogo, mas Arouca como segundo volante rende muito mais. Até Elano jogou melhor. O Ceará sentiu demais o gol. Se continuasse no mesmo ritmo do começo do jogo, arrancava um empate. 


América (MG) 3x0 Fluminense: Com mais sorte do que juízo. Foi a vitória do América. Começou com um golaço de Rodriguinho, um que será sem dúvida um dos mais belos do Brasileiro. O Fluminense dominava, mas não tinha objetividade. Chegava ao ataque, mas com dificuldades na ligação. Mal começou o segundo tempo e mais um golpe do Coelho. Pênalti bem cobrado por Alessandro. O Flu seguiu dominando, mas sem objetivo. Quando teve, parou em Neneca - fez uma sequência de defesas incrível. Com Gum expulso, a vida do Flu ficou mais complicada. E com o terceiro gol do América, pior ainda. Gol de Marcos Rocha, que mereceu após grande atuação. 

O Fluminense foi atrás do gol de honra. Parou mais uma vez em Neneca, que pegou um pênalti no fim. E por pouco não tomou o quarto. O América venceu por competência. Liquidou o jogo nas poucas chances que teve. O Flu falhava demais na ligação ao ataque. Chegava sem grande perigo. Derrota que coloca o Flu com os pés no chão. É um time sem regularidade. E o América, não se iluda, não é nada demais. Mas essa vitória pode mudar muita coisa. 


Botafogo 4x0 Vasco: O Botafogo atropelou o Vasco. O lado esquerdo seria o caminho e isso foi demonstrado desde o começo. Fernando Prass teve muito trabalho. Abriu o placar rapidamente, com Antônio Carlos. Isso tudo em 10 minutos. 


O Vasco cresceu, o Botafogo apagou após o gol. Mas as defesas seguras de Jefferson mostravam que a noite era botafoguense. Aí apareceu Cortês, pela esquerda. E Loco Abreu aproveitou rebote para ampliar. Não demorou muito para Loco aparecer novamente e, após boa troca de passes, fez 3 a 0.

Abreu seguia dando trabalho. Mandava na área vascaína. Cortês fazia comandava pela esquerda. Prass fazia o que podia para segurar o Botafogo. O alvinegro dominou totalmente o segundo tempo. Em contra-ataque, Herrera liquidou.

Noite botafoguense. Loco Abreu mandou no ataque. Renato finalmente jogou muito bem. Cortês comandou pela esquerda. Jefferson foi seguro quando exigido. O Vasco teve lampejos de criatividade. Não aproveitou quando o Botafogo caiu após o gol. Sofreu a goleada. Venceu quem foi mais inteligente. Ou quem teve um Loco. 


Avaí 1x2 São Paulo: Jogo morno e mais uma vitória do São Paulo fora. O Avaí dominou o primeiro tempo, mas criava poucas chances reais de gol. O São Paulo pouco arriscou.
 

A pressão avaiana continuou no segundo tempo. Na melhor chance, William recebeu na área e fez. Só assim o São Paulo acordou. Não precisou criar muito. Aproveitou as chances que teve. Cícero fez três, mas só dois valeram. Foram o suficiente para a virada tricolor.
 

Vitória que dá tranquilidade para Adílson Batista. Aos poucos, vai acertando o São Paulo. Com Luís Fabiano, pode entrar na briga pelo topo. O Avaí dominou, mas não tem tanta qualidade. Venceu duas na superação. Desta vez não funcionou. Resta saber quando vai funcionar de novo.

Bahia 2x1 Atlético (GO): Mais uma vitória do Bahia em casa. Jóbson mostrou que era sua noite. Sempre em velocidade, criou grandes oportunidades desde o começo do jogo. Superior quase sempre, o gol finalmente veio. Um golaço de Jóbson.
 

O empate do Atlético no começo do segundo tempo não mudou o retrato do jogo. O Bahia seguiu no ataque, criando boas chances. O gol era uma questão de tempo - a defesa do Atlético mostrava isso - e veio com Fahel.

Vitória que recompensou quem foi mais ofensivo e melhor no jogo. O Bahia levou alguns sustos, mas foi superior no jogo. O Atlético tentou, mas faltou força ofensiva. 



*Texto também pode ser visto aqui no Pitacos da Bola.

domingo, 7 de agosto de 2011

Rodada 15 do Brasileirão (sábado)

Vitória do Flamengo veio aos 44 com gol de Jael: liderança provisória do rubronegro
Por Rodrigo Gutuzo

Flamengo 1x0 Coritiba: Vitória com mescla de sorte e juízo. No primeiro tempo, o rubro-negro começou assustando, mas precisou se segurar. O Coritiba não ficou atrás e criou boas oportunidades. O Fla chegava nas bolas paradas.

Luxemburgo colocou Botinelli no intervalo, no lugar de Muralha. Isso deu outra atitude para o Flamengo. Ficou com maior posse de bola e mais ofensivo. Mas se não fosse Felipe... Aí entrou Jael. E o jogo mudou.Foram pouco mais de 10 minutos em campo. Primeiro lance e uma bola na trave. Segundo lance e o atacante aproveitou um belo cruzamento de Ronaldinho. No fim. Para ficar ainda mais gostoso. 

Uma vitória que pode ser empolgante para um time que está invicto. Apertado, sofrido, conquistado no fim. Mais um lance decisivo de Ronaldinho no quarto jogo seguido (Santos, Grêmio, Cruzeiro e Coritiba). Jael ganhou a torcida, mas ainda é cedo. O Fla está com sorte, lembrando 2009. Só resta saber até onde isso vai. O Coxa tem um bom time, mas falta algo. Resta identificar o que.


Palmeiras 0x0 Grêmio: Um empate com a cara de Celso Roth. O Grêmio conquistou um ponto fora, no ferrolho escalado por Roth. Jogo bem disputado. Grêmio chegava na bola parada. Palmeiras quase sempre pela esquerda, com Maikon Leite.

Valdívia apareceu mais no segundo tempo e o Palmeiras começou a criar mais. Victor fez duas boas defesas. Porém, Marcos também foi exigido. Com isso, nada de gol.O Palmeiras sente falta de um bom armador. Valdívia ainda não está em boa forma. O jogo do alviverde não flui, principalmente quando enfrenta um time bem organizado como o Grêmio. Pelo menos, é o que o tricolor apresentou nesta partida. Nem tanto por posicionamento, mas por determinação dos atletas. Tudo isso com um dedo de Roth, que será uma boa para recuperar o Grêmio.


Atlético (MG) 1x2 Figueirense: E o Figueira surpreende o cambaleante Atlético. Não demorou para Elias abrir o placar em belo chute, após bobeira da defesa atleticana - leia Werley. Por mais que o Galo tentasse, não conseguia criar lances de grande perigo. Do outro lado, Elias ia conduzindo o Figueira. E foi dele o segundo gol. Júlio César fez a jogada e o camisa 10 bateu firme para ampliar.

A situação anda tão complicada no Atlético que até mesmo quando faz o gol, leva azar. Dudu Cearense diminuiu logo no primeiro minuto do segundo tempo, mas o meia trombou na trave e se contundiu. Como já tinha feito as três alterações no intervalo - Dudu tinha acabado de entrar -, o Atlético ficou praticamente com um a menos durante todo o segundo tempo.O Galo foi para cima, como era esperado. Neto Berola incendiou pelo lado direito. O time mineiro teve várias boas chances. Mas, a situação é tal que poderia jogar a noite toda e a bola não entrava. 

Derrota que complica a situação do Atlético. Dorival resistirá? Ou melhor, seria uma boa manter Dorival? Se ele sair, quem viria? O fato que venho dizendo: o Galo tem vários jogadores, até bons nomes, mas não tem um time, um elenco. Situação não é nada fácil. E o Figueirense, nada nada, está cada vez mais perto do G4. Não é um grande time, mas sabe dar trabalho. Merece atenção. Grande noite de Elias, aquele que salvou o Atlético (GO) ano passado.


*Texto também pode ser visto aqui

sábado, 6 de agosto de 2011

Parceria pintando por aí

Olá, caros leitores, é com muito gosto que noticiamos sobre a parceria com o blog Pitacos da Bola, do colega Rodrigo Gutuzo, que já esteve conosco nos tempos de Revista Camisa 13, sempre ajudando bastante no desenvolvimento do projeto. Todavia, como nem sempre as coisas saem como esperamos, a C13 teve seu fim decretado e cada um seguiu na sua. Mesmo assim, como bem sabem que neste mundo jornalístico nada faz sucesso de forma simples, vimos a oportunidade de continuar "trabalhando em equipe", ainda que em distintos projetos. 

Visando uma expansão da Total Football, tal qual o do Pitacos, foi decidido que parte do nosso conteúdo europeu será publicado também no blog do Rodrigo, da mesma maneira que os textos do Brasileirão por ele redigidos também pintarão por aqui. Já era um desejo da equipe da TF passar a cobrir as competições brasileiras, tarefa esta não concretizada em função do escasso tempo e pequeno contingente de membros com tempo hábil. 

Sendo assim, os dois blogs ampliam o seu alcance e trazem mais variedade de conteúdo para os leitores. Da minha parte, só tenho a celebrar o acordo e esperar que isso traga bons frutos em breve. Empenho nunca nos faltou e agora não é diferente. Visitem o Pitacos, continuem frequentando nosso espaço e divulgue para quem realmente gosta do futebol. 

Grande abraço, 
Felipe Portes.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Craques: Paul Lambert

Um dos melhores escoceses das décadas de 1980/90, Lambert teve seu auge no Dortmund,
vencendo a Liga dos Campeões em 1996/97 (Scotzine)
Felipe Portes, @portesovic
De São Paulo-SP

Meia dos mais criativos, o escocês Paul Lambert teve sua carreira iniciada aos 17 anos, no St. Mirren, de sua terra natal. Tal como Aaron Ramsey (que explodiu no Cardiff muito jovem), Lambert era um dos talentos do lado do Mirren, que vencera o Dundee United na final da Copa da Escócia, por 1-0. Um título que marcou bastante em sua trajetória, que teve como parada seguinte o Motherwell, ainda na terra do kilt

Por três temporadas foi o carro chefe no setor de meio campo no Well até que enfim fosse lembrado pelo Borussia Dortmund no ano de 1996. Um dos poucos britânicos a jogarem no eixo alemão nessa época, Paul caiu como uma luva no esquema ousado de Ottmar Hitzfeld. Com sua mobilidade e capacidade de organizar jogadas, o scot teve grande participação na Bundesliga de 1996/97, ofuscando os adversários da Juventus na peleja derradeira da Liga dos Campeões. Em especial, um carequinha de camisa 21, que num futuro não muito distante seria apelidado de "Zizou".

Uma única época gasta no clube germânico teve êxito total para o escocês. O título na competição continental sobre a vecchia signora foi a maior glória do Dortmund e teve lampejos inesquecíveis de Lambert, como uma assistência para o gol inaugural de Riedle num 3-1 sonoro em que os amarelos levantaram o caneco. 

Outro feito interessante de Paul foi a sua chegada ao Celtic, logo na temporada seguinte. Como amuleto de um time consistente, nosso protagonista contribuiu e muito para interromper o reinado do Rangers na Liga Escocesa. Os grandes rivais do Celtic já acumulavam nove títulos nacionais em sequência, e a missão de evitar o décimo foi executada com louvor. Num elenco em que Henrik Larsson era peça chave (e ostentava dreadlocks loiros) e jogava "o fino", aliar o ataque letal com uma meia cancha equilibrada e sob a batuta de Lambert foi menos sofrido do que os bhoys esperavam. 

No seu tempo alviverde, Lambert venceu quatro Ligas, duas Copas da Escócia e duas Copas da Liga. Sua última grande participação em competições internacionais foi na final da Copa Uefa de 2002/03, na derrota contra o Porto de José Mourinho. 

Quando se fala em atuações pela seleção nacional, PL esteve no Mundial de 1998 pelos homens de saia. De saída do Celtic em 2005, encerrou sua carreira no Livingston, onde emplacou também o cargo de treinador. Hoje Lambert é o técnico do Norwich, recém promovido à Premier League.