terça-feira, 27 de setembro de 2011

João Pedro, o brasileiro que reina em terras uruguaias

Ex-base do Atlético-MG, João Pedro está jogando ótimo futebol no Manya

Por Tiago de Melo Gomes

No Uruguai, a equipe do momento é o Peñarol. Após um início razoável, o Manya perdeu seu treinador, Diego Aguirre, seduzido pelos petrodólares. Nem a chegada de Gregorio Perez, que conquistou quatro títulos nacionais com o clube nos anos 90, serviu para tranquilizar a fanática torcida carbonera, para a qual Aguirre era o grande responsável pelo título nacional de 2010 e o vice na Libertadores 2011.

No entanto, o Peñarol vive um ótimo momento. Na penúltima rodada bateu o Danubio por 2 a 1, e conseguiu se igualar ao River na liderança do Apertura. E no último sábado, contra o próprio River, o Manya levou seus torcedores ao delírio, aplicando um sonoro 4 a 0 no rival, e chegando à liderança isolada do torneio. E essa boa fase revelou um novo ídolo: o brasileiro João Pedro Geraldino dos Santos Galvão.

João Pedro é mineiro de Ipatinga e tem 19 anos. Esteve por vários anos nas categorias de base do Atlético-MG, chegando à seleção brasileira sub-17. Chegou ainda a atuar em algumas partidas do brasileirão de 2010 pela equipe principal do Galo. No fim da janela de transferências para a temporada 2010/2011 teve seus direitos adquiridos pelo Palermo, que pagou mais de 5 milhões de reais para adquirir a jovem promessa atleticana.

No Palermo João Pedro pouco jogou, e o clube siciliano preferiu emprestá-lo a fim de ganhar mais experiência. No primeiro semestre de 2011 esteve em Portugal, no Vitória de Guimarães, sendo reemprestado ao Peñarol para a disputa do atual Apertura. A princípio tinha funções de marcação, mas aos poucos Gregorio Perez percebeu que o melhor era deixar o jogador livre para armar a equipe. O resultado foi imediato.

Contra o Danubio, João Pedro foi o melhor em campo, saindo ovacionado pela torcida carbonera. E no último sábado o brasileiro extrapolou as medidas. Marcou dois gols, e deu os passes para os outros dois, marcados por Marcelo Zalayeta e Walter Lopez. Virou ídolo da torcida e foi eleito por todos os veículos de imprensa como o melhor em campo. Mostrando que os clubes brasileiros perderam uma excelente oportunidade de ter em seus elencos uma jovem promessa. O Peñarol agradece.

RECORDE – Ontem a Universidad de Chile bateu o O’Higgins por 3 a 0 chegando a uma marca histórica no futebol chileno. São nove vitórias nas nove primeiras partidas do torneio, superando a marca anterior, estabelecida pelo Colo-Colo em 2007. Agora os comandados do treinador argentino Jorge Sampaoli vão a Valparaíso enfrentar o Santiago Wanderers em busca de melhorar ainda mais a marca histórica estabelecida no último fim de semana.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A triste ROTHina de um time sem culhões

Lance da derrota gremista no Olímpico na noite de quinta (NovoHamburgo.org)
Por Zé Eduardo Morais

Imagine você, homem heterossexual, em pleno gozo de suas faculdades mentais, ver a Scarlett Johansson desfilar despida por sua casa, apenas com um indiscreto celular à mão, e não sentir vontade de deflorar sua tez branca, regojizando-se em suas coxas quentes tal como um viking faria com um leitão à pururuca banhado na manteiga.

Impossível? Não para o Grêmio. O tricolor empilha desde 2009 – à exceção do segundo turno de 2010 – uma sequência pavorosa de partidas insossas, ruins e sem ambição alguma. Um amontoado cada vez mais milionário e formado por supostos craques que não sentem atração em estufar os cordéis das cidadelas alheias. Um bando de vagamundos que vive de uma masturbação estéril no meio do nada.

A partida de ontem contra o Botafogo, pela 25ª rodada do DILMÃO 2011, foi mais uma prova desse pensamento que povoa muitas das mentes gremistas espraiadas Brasil afora. Enquanto o traiçoeiro alvi-negro carioca se postava em seu campo sem ultrapassar a zona do agrião, o Grêmio, com uma organização digna das passeatas do PSTU, tentava atacar o adversário inerte. Contudo, seus arremates a gol se destinavam ao infinito, curando qualquer insônia.

Durante o jogo, passei a conversar com o amor de minha vida – que obviamente é torcedora do Internacional, pois a autoflagelação é uma constante na vida do gremista. Enquanto discutíamos sobre o vazio das mentes da juventude de nossa geração, via um acéfalo miolo de zaga tricolor. Há alguns dias, alguém questionou se existe algum atentado com aviso prévio, em virtude das matérias do 11 de Setembro. Eu respondo: há, sim. Uma escalação que conste com Edcarlos e Rafael Marques é o mais prévio sinal apocalíptico.

O gol anotado pelo maior ser humano vivo que calça chuteiras, por parte do Botafogo, tocou o terror necessário na claque gaúcha. Imberbes que passaram a delirar com uma possível vaga à Libertadores logo viram o fantasma do rebaixamento pairando sobre suas cabeças. Porque para esse time jogar de forma decente, somente na base do terrorismo da queda iminente.

Jesus, nas Sagradas Escrituras, diz: ‘Como é bom ver em campo um centroavante que entende sua profissão e que se arrisca diante dos zagueiros, salta como um cavalo açoitado pelo marmelo da infâmia, joga o cotovelo para cima do defensor como se sua única obrigação fosse marcar o gol, mesmo que pelo caminho houvesse uma morte’. Ele fala de Leandro Damião, um centroavante. Esse ser que o Grêmio não forma há 10 anos e se obriga a contratar André Lima e Brandão.

Não bastasse mais um revés, sou obrigado a ver Douglas dando chutes bisonhos e passes erráticos. Então, formadores de opinião escrevem e dizem que não devo vaiar o Douglas, pois não se vaia craque. Eu vaio quem eu quiser, seus pulhas! Ele ganha um salário de SEIS DIGÍTOS a cada 30 dias para fazer seu trabalho decentemente. Enquanto se comportar feito um saco de pulgas gordo e preguiçoso, irei vaiá-lo.

Se essas JABIRACAS DE TETA tivessem o mínimo de hombridade ou honrassem o saco que Deus lhes conferiu, eu os aplaudiria. Mas como conviver com um sorriso no rosto se os meias e avançados tricolores não sentem tesão pelo gol, se não arrematam com o mínimo de destreza, se vivem de chinelinho e fazendo festa (abra$$o, Gabriel)?!

Torcer para um time ruim pode até ser divertido. Mas torcer para um time que teima em não se aproximar no Nirvana e coleciona fracassos retumbantes é broxante – e não há Scarlett Johansson que faça a pipa levantar vôo.

Coloradas
No domingo, o Inter enfrenta o Galo, no Beira-Rio, sem Leandro Damião e com Bolívar, Jô e/ou Delatorre. Haja desfribilador!

Tricolores
O Grêmio vai a Santa Catarina enfrentar o Avaí, tentando imitar a Invasão de Laguna e proclamar a República Juliana. Mas com um elenco de Bento Manueis, é mais provável um Massacre dos Porongos.

Cavalo no obelisco
Único gaúcho vivo nas séries inferiores do Brasileirão, o Juventude vai a São Paulo enfrentar o Mirassol pelo primeiro mata-mata da Série D.

Bola na fogueira
Conseguirão Celso Roth e Dorival Junior manterem Gilberto Silva e Bolívar nos bancos de Fernando e Juan após as respectivas voltas dos guris?

Entrando de sola
Há três formas de você ir diretamente ao Inferno: não separando o lixo, estacionando o carro na esquina e cobrando escanteio curto.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

De volta ao páreo

Liédson faz dois e devolve a confiança ao Corinthians no Brasileirão (Globoesporte.com)

Por Felipe Portes

Uma das análises mais irônicas que se pode fazer sobre a participação corintiana neste Brasileirão é dizer que o alvinegro de Parque São Jorge retornou à briga pelo título. Visto sob a ótica de um time que lidera a competição, seria decerto injusto taxar o Corinthians como fora do páreo. A questão é que as últimas atuações antes deste duelo contra o Flamengo, na noite de quinta-feira, não colaboraram muito para a confiança do torcedor e até mesmo do plantel.

Com o sinal de alerta ligado e três derrotas em quatro jogos (Figueirense, Palmeiras e Coritiba) a Fiel foi ao Pacaembu em peso, ainda que ressabiada e cobrando um resultado convincente por parte de seus jogadores. O espírito do corintiano estava tenso, com a noção de que este confronto em especial poderia definir muita coisa, tanto para o bem quanto para o mal.

O início foi mais tenso do que o previsto. O Flamengo pressionou e saiu na frente, com Deivid. O gol trouxe à tona aquele sentimento de pressão sob o elenco alvinegro. Para quem não estava na frente da televisão, a ansiedade e a irritação tomava conta dos apaixonados torcedores espalhados pelo país. Os xingamentos eram inevitáveis.

Ao segundo tempo, a equipe corintiana viu que teria de se superar para conseguir o placar desejado. A declaração de Emerson ao intervalo revelou justamente isso. "Vamos ouvir o que o Tite tem pra falar, e daí consertar alguns erros cometidos", contou o Sheik à Rádio Estadão ESPN.

Já eram jogados 15 minutos da etapa complementar até que Gustavo fez a besteira da noite. Agredindo Liédson com um soco na barriga, mal sabia ele o que o Levezinho poderia fazer minutos depois. Dito e feito, um ataque após o entrevero, o atacante naturalizado português deu números iguais ao duelo.

Conseguindo a virada com mais um gol do inspirado Liédson, o Corinthians levou três pontos na tabela, literalmente. Contudo, o que se sente depois da vitória heróica e do jeito que a Fiel tanto gosta, fica difícil se manter na casa de um dígito. Talvez tenham ganho 15, 20 pontos frente o Flamengo. Retomar a confiança e a mentalidade de que se pode vencer qualquer adversário é algo que sem dúvida pesa muito na corrida pela taça.

Resultados
São Paulo 2-1 Atlético-MG
Botafogo 4-0 Ceará
Internacional 4-2 América-MG
Avaí 1-2 Santos
Cruzeiro 1-2 Fluminense
Atlético-PR 2-2 Palmeiras
Atlético-GO 1-1 Figueirense
Vasco 2-0 Coritiba
Bahia 1-2 Grêmio
Corinthians 2-1 Flamengo

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Enganche: produto de exportação argentina


Montillo: um dos maiores sucessos do Campeonato Brasileiro que vieram da Argentina (Cruzeiro Online)
Por Tiago de Melo Gomes
A presença crescente de enganches argentinos no futebol brasileiro tem aumentado bastante o respeito dos brasileiros em relação ao futebol argentino. Em particular chama a atenção o fato de que alguns desses atletas fizeram muito sucesso por aqui (Conca e Montillo, por exemplo). Muitos pensam: se esses talentosos nomes sequer são cogitados para a seleção de seu país, imagine o nível dos outros enganches do país!
Na verdade a coisa não funciona dessa maneira. A realidade é que a Argentina, ainda que produza esse tipo de jogador em grande quantidade, não tem dado muito espaço a eles nos últimos anos. Basta notar que Conca, Montillo, Bottinelli e Cañete mal conseguiram jogar por lá, jogando de fato no Chile antes de chegarem a clubes brasileiros. Escudero e Lanzini eram suplentes em Boca e River quando vieram para cá. Isso não diz respeito à qualidade desses atletas em especial, mas ao fato de que os enganches não têm tido muito espaço no futebol do país vizinho.
Quem observa o atual campeonato argentino pode comprovar isso. A maioria das equipes tem optado por uma linha de quatro meiocampistas, dois volantes centralizados e dois meias de características ofensivas abertos pelos lados, e dois atacantes. Esse é o sistema de jogo atual de equipes como River Plate, San Lorenzo, Vélez Sarsfield e Estudiantes.
Mesmo entre as equipes que mantém enganches, o jogador que desempenha a função frequentemente tem características de meia-atacante, e não alguém que pensa o jogo (ou seja, mais para Kaká do que para Riquelme). Um exemplo óbvio é o Racing, do colombiano Gio Moreno.
Dentre as equipes de ainda mantém enganches típicos, como o Tigre de Diego Morales e o Olimpo de Martin Rolle, esses jogadores têm tendido a atuar à frente de duas linhas de quatro, fazendo a ligação com um atacante único. Ou seja, quase como segundos atacantes, evidenciando o fato de que o sistema com linhas de quatro tende a predominar no país.


A grande exceção é o Boca Juniors, onde Riquelme é um enganche típico, solto entre uma linha de 3 meio campistas e outra de dois atacantes. Nesse espaço, o craque xeneize é livre para pensar o jogo. No entanto, há motivos para crer que o sistema sobreviva apenas pela presença desse jogador em particular. O Boca negociou recentemente todos os reservas possíveis de Riquelme (Diaz, Cañete, Escudero), e o substitui por jogadores de outras características quando seu dez está lesionado.


Infelizmente o futebol argentino parece agora estar tomando decisões muito semelhantes àquelas que o futebol brasileiro tomou entre os anos 1980 e 1990. Até ali nosso futebol tinha se destacado, entre outras coisas, pela existência de geniais meiocampistas (geralmente atuando com a camisa 8) que marcavam e organizavam o jogo, enquanto o camisa 10 (que aqui sempre teve mais características de meia-atacante, como Pelé e Zico) se juntava aos atacantes para infernizar as defesas adversárias.


Há 20 ou 25 anos esse ciclo se encerrou. Optamos por dois volantes defensivos e dois meias mais ofensivos, como os argentinos fazem agora. Nesse processo, os meias organizadores, que marcavam e pensavam o jogo sumiram. A brilhante linhagem de Didi, Gérson, Ademir da Guia e Dirceu Lopes se extinguiu com Cerezo e Falcão.

Muitos anos depois, percebemos o erro que havíamos cometido. Mas depois de tanto tempo, esse tipo de jogador não existia mais por aqui. E tivemos de buscar os camisas 10 argentinos para organizar o meio campo de nossas equipes. Mas se o futebol argentino continuar sem dar importância aos enganches, esse tipo de jogador deixará de existir. E de onde virá a vida inteligente das meia canchas das duas grandes potencias do futebol sul americano?

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Breitner, 60

Foto: Bundesliga.de
Por Felipe Portes

Poucos jogadores foram tão marcantes para o futebol de um país quanto Paul Breitner. Aniversariante desta segunda-feira, fazendo 60 anos e com o mesmo olhar de quando tinha 30, o ex-meia de Bayern, Real Madrid e Eintracht Braunschweig não mais ostenta o penteado famoso que lhe rendeu a alcunha de Afro-Paule, um blackpower chamativo na era da discoteca.

Nascido em 5 de setembro de 1951 em Kolbermoor, Paul era um talentoso lateral-esquerdo que também fazia as vezes de volante. Em 13 anos de carreira profissional, jogou por oito deles no Bayern, em períodos distintos. (1970-74 e 1979-83) Sua passagem de três anos pelo Real Madrid não foi menos memorável, de 1974 a 77, época de domínio madridista no território espanhol. Breitner teve a companhia de seu conterrâneo Günter Netzer na sua fase no Real. 

Sua fase de ouro inegavelmente aconteceu em 1981/82. Vencedor da Bola de Ouro da France Football em 81 e peça essencial no esquema da seleção alemã de 1982, derrotada pela Itália na final do Mundial na Espanha, Paul fazia o estilo clássico de volante. Com boa chegada, passe fino e agilidade, descobriu talento para marcar em sua derradeira fase no Bayern. Dados apontam que em 146 jogos, Breitner deixou sua marca 66 vezes. Diriam os antigos que era um jogador completo, um cracaço de bola dos mais incríveis, comentaria meu pai, fã confesso de um atleta que compensava com excelente futebol a sua imensa e evidente feiura. 

Foto: Twofootedtackle.com
Fora das quatro linhas
O lado polêmico de Breitner é um dos aspectos mais interessantes de sua vida. Alinhado com movimentos socialistas e tido como rebelde dentro da seleção alemã, pouco jogou pela Nationalmannschaft em função de sua conduta combativa e explosiva. Após insultar o então técnico Helmut Schön e até mesmo seus companheiros, ficou fora dos quadros internacionais da DFB por sete anos, até ser chamado em 1980 e passar mais dois anos vestindo a camisa da Alemanha. Apontado por antigos colegas de profissão como beberrão, Paul também foi comentarista televisivo.

Na mesma linha de comentaristas como Neto, Breitner era objetivo e crítico severo de tendências inovadoras no futebol alemão, assim como fez com o treinador Erick Ribbeck do comando da Alemanha no início da década de 2000. Sem poupar Ribbeck de comentários mais ácidos, frequentemente o ofendia em rede nacional. 

Um dos episódios particulares mais lembrados na carreira de Afro-Paule foi o atrito com Harald Schumacher, ex-lenda no gol da Nationalmannschaft. Schumacher acusou Breitner de exagerar na sua relação com a bebida, o que rendeu uma réplica nada agradável por parte do barbudo, que alegou existirem casos de doping na seleção. 

Títulos
Breitner não é considerado um dos nomes mais importantes da Bundesliga e da seleção germânica à toa. Vencedor da Eurocopa de 1972 e da Copa de 74, não precisou de muitos anos para chegar à glória internacional. Pelo Bayern, conquistou cinco nacionais, duas Copas da Alemanha e uma Liga dos Campeões.  No Real, dois Espanhóis e uma Copa do Rei. 

Aposentado em 1983, Breitner ficará eternamente marcado por seu talento e seu visual de lenhador bávaro. 

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Ninguém quer

Alex, contundido, era o principal destaque corintiano na corrida pelo título (Mundodofutebol.net)
Por Felipe Portes

O Brasileirão 2011 avançou um estágio interessante na sua classificação. Com o Corinthians no topo e alguns asteriscos a respeito de seu aproveitamento, o certame alterna de vice líder e vagas para a Libertadores quase que toda rodada.

Quando a torcida corintiana se acostumava a ver o Flamengo no retrovisor, a ameaça mudou de cores, mas não de estado. Vasco e Botafogo iniciaram boa arrancada para alcançar o Timão, balançando e perdendo pontos em jogos considerados fáceis. Fato é que a inconstância tem atrapalhado grande parte dos clubes da ponta, acumulando séries sem vitória, demonstrando grande equilíbrio na competição, ou até mesmo a inoperância de lidar com o favoritismo, como queiram.

No pelotão dos inoperantes também se encontram o São Paulo e o Palmeiras, com imensas dificuldades para vencer em seus domínios. Os comandados de Adilson Batista empataram quatro vezes e perderam uma, nas cinco jornadas que precederam o triunfo sobre o Figueirense. Mal das pernas, uns podem dizer. Contudo, algo que o tricolor não deixou de fazer, foi pontuar. Estes empates foram a pilha sãopaulina para se manter na segunda posição. (Ainda que o Botafogo vença o Santos e vire o novo líder, o SPFC ficará em terceiro)

O que dizer do Palmeiras de Felipão? Estacionado na sexta posição e fora da zona de classificação para a Libertadores, o alviverde conta com um elenco limitado, tecla batida por qualquer comentarista que se preze. Fazendo milagre com o plantel disponível, o treinador gaúcho encontra resistência no alto comando palestrino, responsável por grande parte das picuinhas ocorridas nas dependências do antigo Palestra Itália. Fato é que o time enfrenta um sério problema no ataque, a constância na finalização e ausência de gols. Jogos como os contra o Grêmio, Bahia, São Paulo e por último o Cruzeiro custaram pontuações essenciais no objetivo final. A vitória perante o Corinthians no dérbi da semana passada deu novo ânimo ao elenco, ainda que logo depois a derrota para o Botafogo colocasse as coisas no devido lugar.

Já o Santos... ah, o Santos. Campeão da Libertadores, o alvinegro praiano adotou a filosofia de Renato Gaúcho em 2008. "Brincando de Brasileirão", os meninos da Vila amargam a 16a colocação no certame, apenas dois pontos à frente do Atlético-MG, encabeçando a zona de rebaixamento. O renascimento santista tem dado pinta de que irá acontecer, com as recentes vitórias e empates em jogos cruciais. (x São Paulo e Internacional) A fórmula do sucesso Muricy Ramalho tem, de certo. Veremos se o foco no Mundial de Clubes ao fim do ano não deixará deslumbrada a molecada que tanto impressionou no primeiro semestre. Será que estarão em situação tranquila o suficiente para voltar suas forças em direção ao confronto épico frente o Barcelona?

Em suma, quando dizem que o Brasileirão é o campeonato mais equilibrado e mais difícil do mundo, não podemos de pronto discordar. A tese é que há muitos clubes considerados grandes na disputa, isso quando algum azarão não toma as páginas esportivas ou os holofotes. Esteja o contestado Tite, o desacreditado Caio Júnior, o Professor Pardal Adilson ou o encrenqueiro Felipão na frente, esta edição do nacional promete ser mais emocionante do que a de 2009, onde o Flamengo perseverou e levantou o caneco com incrível corrida.

Enquanto isso, os resultados vão mostrando que ninguém parece querer o troféu.

*Quer saber como está a situação na tabela do Brasileiro? Visite nossa aba TABELAS na seção de editorias, acima!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Tabelas

Esqueceu de acompanhar a rodada do Chileno no fim de semana? Estava com preguiça de procurar links para ver os jogos do Croata? Seus problemas acabaram! Nós da Total Football agora trazemos pra você uma página específica para conferir todos os jogos, resultados e até os calendários dos principais campeonatos do mundo (não é força de expressão). Confira abaixo cada classificação, atualizada cada fim de semana após as jornadas.

Você também pode acessar esta página clicando na aba TABELAS logo abaixo do emblema do blog.