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quarta-feira, 10 de julho de 2013
segunda-feira, 11 de março de 2013
Rei da encrenca
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Club Tijuana e o cartel
| Campeão do Apertura mexicano em 2012, o jovem Tijuana é estreitamente ligado ao cartel de narcotraficantes da cidade (Foto: La Prensa San Diego) |
Ligado ao cartel de narcotraficantes da cidade de Tijuana, o clube homônimo disputará a Libertadores pela primeira vez em sua história no ano de 2013. Em 1989, o Nacional de Medellín ostentava ligações semelhantes e sagrou-se campeão da mais importante competição interclubes da América do Sul
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
O judiador de goleiros
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Fomos Campeões: Uma América tricolor
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Fomos Campeões: Espanha 2008
![]() |
| Foto: Poster de times campeões |
Felipe Ferreira, @felipepf13
De Araçatuba-SP
"Jogamos como nunca, perdemos como sempre". Não havia frase que descrevia melhor a situação da Espanha em meio a história do futebol mundial. Contudo, chegou o ano de 2008 e a Fúria mais uma vez apresentava um plantel forte. Encantando o mundo com seu futebol baseado no envolvente toque de bola, buscava apagar o seu retrospecto de amarelona.
Os espanhóis ostentavam condição de favoritos para a competição, que era realizada na Áustria e na Suíça. Ainda havia um receio geral a respeito dos comandados de Luis Aragonés. No mesmo grupo do que a Fúria, havia também as perigosas Rússia e Suécia, além da Grécia, que havia conquistado o torneio 4 anos antes.
Logo na estreia já foi possível ver que a seleção espanhola estava disposta a tudo pelo título e diante da boa equipe russa, um show de futebol e uma contundente goleada por 4 a 1, com direito a hat-trick de David Villa, atacante do Valencia.
No segundo jogo, uma partida muito mais complicada contra a Suécia de Zlatan Ibrahimovic, Torres abriu o placar e Ibra empatou, até que nos acréscimos, a figura daquele que já havia brilhado na jornada inaugural voltou a aparecer: Villa marcou mais um e chegou ao seu quarto gol na Euro e sacramentou a vaga para a próxima fase.
Com a vaga já assegurada, Aragonés decidiu por mandar um mistão para enfrentar a Grécia. Os helênicos abriram o placar com Charisteas, mas não aguentaram o repuxo e cederam perante Rúben De La Red (volta, saudades) e Dani Güiza. De virada, abocanhou 100% de aproveitamento na fase de grupos e seguia firme e forte na briga pelo caneco.
Nas quartas de final, a Espanha tinha compromisso complicado diante da Itália. Sem poder contar com Andrea Pirlo e Gennaro Gattuso que estavam suspensos, a solução encontrada pela Squadra Azzurra foi se fechar e tentar matar o confronto no contra-ataque. Os ibéricos, por outro lado, encontravam grandes dificuldades em furar tal ferrolho, não conseguiam criar boas oportunidades.
Conseguiram mesmo foi evitar que os italianos levassem perigo. No fim, o 0 a 0 persistiu no placar, tivemos foi pênaltis e aí brilhou a estrela de Iker Casillas, que defendeu as cobranças de Daniele De Rossi e Antonio Di Natale colocando o selecionado espanhol nas semifinais.
A Rússia era velha conhecida, e queria devolver o 4 a 1 no debut das duas nações. Embalados, os russos derrubaram a Holanda. Repetindo a sapatada da primeira fase, os espanhóis deram um show e despacharam os oponentes com gols de Xavi, Güiza e David Silva. O 3 a 0 credenciou Aragonés e seus pupilos para a grande final em Viena, contra a Alemanha.
A decisão
A final da Euro colocava frente a frente Espanha e Alemanha, duas forças que jogavam de maneira ofensiva. O prognóstico inicial era que uma tinha fama de "amarelar" em decisões e a outra de crescer nos momentos decisivos. Previsão essa que só aumentaria a expectativa em torno da finalíssima no dia 29 de junho de 2008, estádio Ernst Happel: o dia e local em que o mundo do futebol conheceria uma nova potência.
David Villa foi o artilheiro da Espanha, mas se lesionou e ficou de fora do derradeiro compromisso de sua equipe. Aragonés então foi esperto o substituindo por Fàbregas e fortalecendo o meio-campo, medida que foi fundamental para segurar os alemães no ímpeto dos primeiros 20 minutos.
Passada a metade inicial do primeiro tempo, a Fúria se encontrou de vez em campo e com suas envolventes trocas de passe começou a criar perigosas oportunidades. Aos 32 minutos da etapa inicial, Xavi lançou Fernando Torres que ganhou na corrida de Phillip Lahm para dar um belo toque de cobertura sobre Jens Lehmann abrindo o placar em Viena.
No segundo tempo, os atletas de La Roja entraram em campo de maneira mais cautelosa, organizada e preservando a vantagem adquirida. A Alemanha bem que tentou, mas não conseguiu se acertar e acabou sucumbindo com o cansaço: Espanha bicampeã da Euro, 44 anos depois da primeira conquista.
Alemanha: Lehmann, Friedrich, Mertesacker, Metzelder, Lahm (Jansen), Frings, Schweinsteiger, Ballack, Hitzlsperger (Kuranyi), Podolski e Klose (Gomez). Téc: Joachim Löw
Espanha: Casillas, Puyol, Marchena, Sergio Ramos, Capdevila, Xavi, Iniesta, Marcos Senna, David Silva (Cazorla), Fàbregas (Alonso) e Torres (Güiza). Téc: Luis Aragonés
Campanha: Seis jogos, cinco vitórias e um empate. 12 gols marcados, três sofridos
Jogos
Fase de grupos
Espanha 4 x 1 Rússia
Espanha 2 x 1 Suécia
Espanha 2 x 1 Grécia
Quartas de final
Espanha 0 x 0 Itália (4x2 nos pênaltis)
Semifinal
Espanha 3 x 0 Rússia
Final
Espanha 1 x 0 Alemanha
De Araçatuba-SP
"Jogamos como nunca, perdemos como sempre". Não havia frase que descrevia melhor a situação da Espanha em meio a história do futebol mundial. Contudo, chegou o ano de 2008 e a Fúria mais uma vez apresentava um plantel forte. Encantando o mundo com seu futebol baseado no envolvente toque de bola, buscava apagar o seu retrospecto de amarelona.
Os espanhóis ostentavam condição de favoritos para a competição, que era realizada na Áustria e na Suíça. Ainda havia um receio geral a respeito dos comandados de Luis Aragonés. No mesmo grupo do que a Fúria, havia também as perigosas Rússia e Suécia, além da Grécia, que havia conquistado o torneio 4 anos antes.
Logo na estreia já foi possível ver que a seleção espanhola estava disposta a tudo pelo título e diante da boa equipe russa, um show de futebol e uma contundente goleada por 4 a 1, com direito a hat-trick de David Villa, atacante do Valencia.
| Villa garante Espanha nas quartas com hat-trick frente a Rússia e gol tardio contra a Suécia (Foto: UEFA) |
Com a vaga já assegurada, Aragonés decidiu por mandar um mistão para enfrentar a Grécia. Os helênicos abriram o placar com Charisteas, mas não aguentaram o repuxo e cederam perante Rúben De La Red (volta, saudades) e Dani Güiza. De virada, abocanhou 100% de aproveitamento na fase de grupos e seguia firme e forte na briga pelo caneco.
Nas quartas de final, a Espanha tinha compromisso complicado diante da Itália. Sem poder contar com Andrea Pirlo e Gennaro Gattuso que estavam suspensos, a solução encontrada pela Squadra Azzurra foi se fechar e tentar matar o confronto no contra-ataque. Os ibéricos, por outro lado, encontravam grandes dificuldades em furar tal ferrolho, não conseguiam criar boas oportunidades.
Conseguiram mesmo foi evitar que os italianos levassem perigo. No fim, o 0 a 0 persistiu no placar, tivemos foi pênaltis e aí brilhou a estrela de Iker Casillas, que defendeu as cobranças de Daniele De Rossi e Antonio Di Natale colocando o selecionado espanhol nas semifinais.
A Rússia era velha conhecida, e queria devolver o 4 a 1 no debut das duas nações. Embalados, os russos derrubaram a Holanda. Repetindo a sapatada da primeira fase, os espanhóis deram um show e despacharam os oponentes com gols de Xavi, Güiza e David Silva. O 3 a 0 credenciou Aragonés e seus pupilos para a grande final em Viena, contra a Alemanha.
| Foto: Imortais do futebol |
A final da Euro colocava frente a frente Espanha e Alemanha, duas forças que jogavam de maneira ofensiva. O prognóstico inicial era que uma tinha fama de "amarelar" em decisões e a outra de crescer nos momentos decisivos. Previsão essa que só aumentaria a expectativa em torno da finalíssima no dia 29 de junho de 2008, estádio Ernst Happel: o dia e local em que o mundo do futebol conheceria uma nova potência.
David Villa foi o artilheiro da Espanha, mas se lesionou e ficou de fora do derradeiro compromisso de sua equipe. Aragonés então foi esperto o substituindo por Fàbregas e fortalecendo o meio-campo, medida que foi fundamental para segurar os alemães no ímpeto dos primeiros 20 minutos.
Passada a metade inicial do primeiro tempo, a Fúria se encontrou de vez em campo e com suas envolventes trocas de passe começou a criar perigosas oportunidades. Aos 32 minutos da etapa inicial, Xavi lançou Fernando Torres que ganhou na corrida de Phillip Lahm para dar um belo toque de cobertura sobre Jens Lehmann abrindo o placar em Viena.
No segundo tempo, os atletas de La Roja entraram em campo de maneira mais cautelosa, organizada e preservando a vantagem adquirida. A Alemanha bem que tentou, mas não conseguiu se acertar e acabou sucumbindo com o cansaço: Espanha bicampeã da Euro, 44 anos depois da primeira conquista.
| Foto: Imortais do futebol |
Espanha: Casillas, Puyol, Marchena, Sergio Ramos, Capdevila, Xavi, Iniesta, Marcos Senna, David Silva (Cazorla), Fàbregas (Alonso) e Torres (Güiza). Téc: Luis Aragonés
Campanha: Seis jogos, cinco vitórias e um empate. 12 gols marcados, três sofridos
Jogos
Fase de grupos
Espanha 4 x 1 Rússia
Espanha 2 x 1 Suécia
Espanha 2 x 1 Grécia
Quartas de final
Espanha 0 x 0 Itália (4x2 nos pênaltis)
Semifinal
Espanha 3 x 0 Rússia
Final
Espanha 1 x 0 Alemanha
quinta-feira, 24 de maio de 2012
TF História: O sérvio que brilhou nos Países Bascos
Milorad Pavic, o último estrangeiro
a ganhar um título como treinador no
Athletic Bilbao (Foto: SerBenfiquista)
a ganhar um título como treinador no
Athletic Bilbao (Foto: SerBenfiquista)
Felipe Ferreira, @felipepf13
De Araçatuba-SP
Por apenas aceitar jogadores nascidos ou desenvolvidos nos Países Bascos, o Athletic Bilbao é um dos mais emblemáticos símbolos da identidade basca. Se com atletas há todo este critério para a seleção, a presença de técnicos não-bascos é permitida, tanto que o atual é o argentino Marcelo Bielsa e outros treinadores já passaram pelo time. Todavia, o sucesso dos estrangeiros que tiveram a chance não foi tão grande, e como toda regra tem sua exceção, um nome em especial merece destaque na história do Athletic: o sérvio Milorad Pavic.
Com passagem pelo Estrela Vermelha, o sérvio quase teve que deixar o futebol de lado quando foi convocado pelo exército para defender sua nação na Segunda Guerra Mundial. Sobrevivendo ao conflito, foi capaz de desempenhar seu trabalho com êxito, sobreviver e em 1957 iniciar sua carreira de técnico no clube que defendeu quando mais jovem.
Depois de passar pelo gigante de Belgrado, Pavic foi para Bélgica, onde trabalhou por oito anos e conquistou duas Copas Belgas com o Standard Liége. Foi em 1972 que ele desembarcou em Bilbao para comandar o Athletic.
Nos Países Bascos, o sérvio não conseguiu obter sucesso instantâneo, e após uma primeira temporada pouco brilhante, precisaria trabalhar duro no ano de 1973 para mostrar a que veio. Mesmo com uma campanha pífia em La Liga, os seus comandados colecionaram boas atuações na Copa do Rei, até chegaram na final para enfrentar o Castellón.
Antes da decisão, o clube de San Mamés passou por dois combinados andaluzes, além de Real Oviedo, Sevilla e Málaga. No plantel, jogadores como o goleiro Irribia e os atacantes (e irmãos) Txetxu e José Francisco Rojo.
Pois bem, eis que chegou o dia 29 de junho de 1973, um dia que viria a ser histórico na história do Athletic. Na grande decisão da Copa do Rei, os leões mostraram-se superiores e abriram o placar no 1° tempo com Arieta. Ainda antes do intervalo, Zubiaga ampliaria a vantagem, sacramentando o título da Copa do Rei e coroando o professor Pavic.
Milorad ainda permaneceria em território basco até 1974, quando se transferiu para o Benfica e sagrou-se campeão português. Ele ainda rodaria por Espanha, Portugual, França e Sérvia, retornando a Bélgica no ano de 1988 para encerrar sua carreira como treinador de futebol. Fazendo seu último trabalho no Standard Liége.
Passados 39 anos desde o título da Copa do Rei por Pavic, o Athletic Bilbao pode ver um segundo técnico estrangeiro sagrar-se campeão de algum torneio na história da agremiação. Marcelo Bielsa e seus comandados enfrentam o Barcelona nesta sexta-feira em jogo válido pela final da mesma competição conquistada no ano de 1973.
Um triunfo colocará El Loco na mesma condição de Pavic, como um dos poucos que brilharam no Países Bascos, mesmo sem ter tal origem.
Um triunfo colocará El Loco na mesma condição de Pavic, como um dos poucos que brilharam no Países Bascos, mesmo sem ter tal origem.
terça-feira, 22 de maio de 2012
Desafortunados: Jorge Campos
| Nunca o futebol mundial viu um goleiro tão versátil como Jorge Campos (Foto: AllSport) |
Felipe Ferreira, @felipepf13
De Araçatuba-SP
Você acha que seu time tem um jogador bastante versátil? Bem, pode até ter um volante que joga em todas as posições do meio-campo, além de jogar na lateral, um zagueiro que faz suas vezes como ala ou até mesmo um atacante que aparece como meio-campista. Contudo, é difícil achar um goleiro que saiba jogar em outra função que não seja a de usar as mãos para evitar gols do adversário. Pode até ter um guarda-redes que vá bater faltas e deixe seus gols, como Rogério Ceni, mas, ver o defensor da meta aparecendo como atacante, é algo quase impensável. Por essas e outras que Jorge Campos é um jogador bastante diferenciado se comparado aos demais.
Tendo apenas 1,73m de altura, o mexicano iniciou sua carreira no futebol profissional no ano de 1988, quando tinha 22 anos, jogando pelo Pumas. Porém, um empecilho atrapalhou os planos do pequeno grande goleiro. Adolfo Rios era um dos principais jogadores locais e titular incontestável dos felinos debaixo das traves. Querendo jogar, o atleta nascido na cidade da praia do Chaves de Acapulco decidiu inovar pediu para ser escalado como atacante. No ataque, o jovem não decepcionou e marcou 14 gols em sua primeira temporada, para a surpresa de todos.
Apesar do bom desempenho no ataque, Jorge Campos queria mesmo era ser o goleiro titular do Pumas e na temporada seguinte tal condição foi alcançada. A baixa estatura não o atrapalhou e ele passou a se destacar graças à sua enorme elasticidade. Foram 6 anos como titular absoluto da meta do clube e, em 1995, o homem-elástico se transferiu para o Atlante.
Porém, 1 ano antes de mudar de ares, o versátil goleiro começou a chamar a atenção de todo o planeta bola. Convocado para defender a seleção mexicana na Copa de 1994, Campos ganhou seus quinze minutos de fama com seus extravagantes uniformes e espetaculosas defesas. Importante ressaltar que um ano antes do torneio nos Estados Unidos, ele sagrou-se campeão da Copa Ouro com o México.
Voltando a falar da carreira clubística, "El Brody", como era chamado, passou apenas uma temporada no Atlante, onde marcou um belíssimo gol de bicicleta em um jogo que jogou como atacante, e, em 1996, foi se aventurar nos Estados Unidos sendo contratado pelo Los Angeles Galaxy, que ainda não pretendia contratar David Beckham e ser o time galáctico da terra do Tio Sam. Em solo yankee, o dono das extravagantes camisas não foi bem, voltando ao México para não se dar bem no Cruz Azul e, depois, colecionar mais uma temporada ruim na MLS, dessa vez com o Chicago Fire.
| Jorge, em 1996, pelo Galaxy |
As glórias no ano de 1999 vieram quando o jogador estava vestindo uma nova camisa. Passando apenas uma temporada no querido Pumas, ele passou uma temporada no Tigres para depois retornar aos auriazules em 2000, já em fim de carreira.
Após esta passagem pelo Pumas, onde ficou até 2001, o goleiro ainda passou por Atlante e Puebla para em 2004 encerrar sua carreira e assumir o cargo de auxiliar-técnico na seleção mexicana, função que exerceu até 2006.
Ao todo, foram 562 jogos em toda sua carreira e 34 gols marcados. Mas, os números pouco importam, o que vem ao caso é que Jorge Campos, o popular "El Brody", foi um dos mais místicos goleiros que da história do futebol mundial.
sábado, 19 de maio de 2012
Desafortunados: Sebastian Deisler
| Sebastian Deisler: o destino não ajudou (Foto: Fussball24) |
Felipe Ferreira, @felipepf13
De Araçatuba-SP
Sebastian Deisler surgiu em um momento em que o futebol alemão não formava grandes jogadores, via a tradição do 3-5-2 com o líbero se encerrar, a National Mannschaft se via carentes de grandes nomes, visto que o único atleta de destaque era o goleiro Oliver Kahn, que começava a despontar para o mundo. Até que Deisler começou a obter grande destaque mostrando muita habilidade na ponta-direita e surgindo como a maior promessa dos últimos tempos no país.
Sua estreia no futebol profissional veio no ano de 1998, até então com 18 anos, jogando pelo Borussia Monchengladbach. Apenas uma temporada se passou, os potros foram rebaixados e Sebastian acabou por se transferir para o Hertha, onde mostrou todo o seu potencial, além de passes e dribles de efeito.
Ainda com 20 anos e já visto como uma possível salvação no cenário germânico, o meia foi chamado para a disputar sua primeira grande competição com a seleção alemã: a Eurocopa de 2000. Apesar de certa expectativa, o desempenho da Nationalelf foi totalmente apático e uma eliminação logo na primeira fase fez cair por terra as esperanças de redenção.
Após a Euro, Sebastian seguiu apresentando bom futebol em Berlin. Chegou 2001, e ele teve seu primeiro grande problema físico da carreira. Uma grave lesão no joelho direito acabou fazer com perdesse toda aquela temporada e desfalcasse a seleção alemã na Copa do Mundo de 2002. Tudo isto desencadeou nos seus primeiros problemas emocionais, que viriam atrapalhar (e muito) sua trajetória.
Recuperado da lesão, Deisler se transferiu do clube da capital alemã logo após o fim da Copa de 2002 e acertou com o todo-poderoso Bayern, onde teria a oportunidade de expor ainda mais sua qualidade, não sem cobranças por parte da diretoria e torcida bávaras.
Os primeiros anos no clube bávaro foram decepcionantes. O meia sentiu toda pressão em sua volta, colecionou lesões, e a titularidade não vinha com tanta frequência. O conjunto de toda essa negatividade fez com que o jogador se afundasse na depressão, se complicando bastante.
Na temporada 2004-05, Deisler amadureceu muito quando teve a chance de ser pai pela primeira vez, e pareceu readquirir confiança, ainda mais com o fato de ter passado a jogar regularmente. já que Michael Ballack, titular absoluto do Bayern até então, havia arrumado suas malas e partido para o Chelsea. Demonstrando grande melhora, voltou representar a Alemanha na Copa das Confederações de 2005 e provou por a+b que ainda teria lenha para queimar.
Quando tudo ia bem, as lesões e o emocional não incomodavam tanto, Sebastian sofreu um duríssimo baque. No ano de 2006, o jogador teve nova lesão, desta vez no joelho esquerdo, e mais uma vez, foi impedido de disputar a Copa do Mundo daquele ano, com o seu lado psicológico completamente abalado.
A lesão colocou o meia novamente num turbilhão emocional, até o ponto de ele não conseguir se recuperar de jeito nenhum deles. Foi então que no ano de 2007, com apenas 27 anos, a eterna promessa do futebol alemão anunciava sua aposentadoria, para surpresa de muitos.
Crente de que Basti (como era chamado) voltaria atrás, o Bayern não rescindiu seu contrato. O vínculo venceu em 2009 e hoje só resta a melancolia na Alemanha em função da tão promissora carreira de Deisler ter sido encerrada da forma prematura que foi.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Craques: Felix Magath
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| Com a camisa do Hamburgo, Felix Magath se consagrou, chegando até mesmo a ser campeão da UEFA Champions League (Foto: Getty Images) |
Felipe Ferreira, @felipepf13
De Araçatuba-SP
Nos dias de hoje, quem olha a carrancuda figura de Felix Magath, atual treinador do Wolfsburg, tem conhecimento dos seus métodos ditatoriais não consegue imaginar que o hoje mais do que exigente técnico já foi um dos principais jogadores da história do futebol alemão. Apresentando-se como um meio-campista de muita técnica e habilidade, marcou época nos anos '70.
Nascido na cidade de Aschaffenburg, Magath despontou no futebol profissional no futebol profissional em 1972. Até então com 19 anos, defendeu o modesto Viktoria Aschaffenburg, clube de sua cidade. Passados dois anos, a equipe de era pequena demais para um jovem que sonhava alto no futebol. Foi decretada sua transferência para o Saarbrücken que, na época, disputava a 2ª divisão da Bundesliga. Como já era esperado, ele conseguiu destaque na divisão de acesso e chamou a atenção do Hamburgo, que acabou o arrematando no ano de 1976.
Passando por um período de calvário em sua história, os Rothosen buscavam se reerguer e logo em sua primeira temporada no clube, Magath mostrou que poderia ser uma peça fundamental para o HSV ao ser uma das peças-chaves do time no título da já extinta Taça das Taças UEFA. O meia inclusive marcou um dos gols da vitória por 2 a 0 sobre o Anderlecht na final da competição. Ainda naquela época, o Hamburgo acabou sendo vice-campeão da Supercopa da UEFA ao empatar com o Liverpool em 1 a 1 na partida de ida da decisão da competição e levar um acachapante 6 a 0 na volta.
Aos poucos, o talentoso jogador ia se consolidando cada vez mais na Alemanha, visto que já colecionava convocações para a seleção nacional. No Hamburgo, a temporada 1978-79 foi importantíssima graças ao fato de que com as chegadas de Branko Zebec e Ernst Happel, Magath teria outros companheiros de alto nível podendo auxiliar a levar o seu clube a um posto de alto nível. Logo na primeira temporada do trio dinâmico, o título da Bundesliga foi conquistado.
Em 1980, Magath compôs o elenco da Nationalelf que acabou sagrando-se campeã da Eurocopa, contudo, o foco do jogador estava mesmo era em seu clube e na temporada 1981-82 ele voltaria a erguer a salva de prata, o que ajudou a diminuir a lamentação pelo fato do Hamburgo ter ficado com o vice-campeonato da Copa da UEFA ao perder para os suecos do Göteborg na final.
Eis que podemos usar o clássico ditado: depois da tempestade vem a bonança. Após o tropeço na final da Copa da UEFA, a temporada 1982-83 marcaria a redenção daquele grande time do Hamburgo e do nosso personagem em destaque. Com grande ajuda do Craque de hoje, os alemães fizeram uma grande campanha na Liga dos Campeões e chegaram até a final contra a grande Juventus de Paolo Rossi, Platini e Boniek. Na grande decisão, onde os Rotthosen eram franco atiradores, Felix Magath acertou um grande chute de fora da área, marcando o único tento da partida e assegurando o título para sua equipe. De fato, a glória máxima na carreira do tão habilidoso meia, que ainda nessa temporada viria a conquistar mais uma Bundesliga.
Após o título da LC, Magath e seus companheiros acabaram por ficar com dois vice-campeonatos no ano de 1983. Na Supercopa da UEFA, após um empate de 0 a 0 na ida, os escoceses do Aberdeen venceram na volta por 2 a 0 e conquistaram o campeonato. Na Copa Intercontinental, o adversário era o Grêmio de Renato Gaúcho que venceu por 2 a 1, com direito a gol no último minuto do falastrão que já teria dormido com mais de 5 mil mulheres.
Felix seguiu jogando até o ano de 1986, sempre no Hamburgo. Até que até então com 33 anos, decidiu pendurar as chuteiras, partindo para a carreira de técnico e deixando um legado como um dos maiores jogadores da história dos Rothosen e do futebol alemão.
Após o título da LC, Magath e seus companheiros acabaram por ficar com dois vice-campeonatos no ano de 1983. Na Supercopa da UEFA, após um empate de 0 a 0 na ida, os escoceses do Aberdeen venceram na volta por 2 a 0 e conquistaram o campeonato. Na Copa Intercontinental, o adversário era o Grêmio de Renato Gaúcho que venceu por 2 a 1, com direito a gol no último minuto do falastrão que já teria dormido com mais de 5 mil mulheres.
Felix seguiu jogando até o ano de 1986, sempre no Hamburgo. Até que até então com 33 anos, decidiu pendurar as chuteiras, partindo para a carreira de técnico e deixando um legado como um dos maiores jogadores da história dos Rothosen e do futebol alemão.
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Grandes jogos: Milan x Barcelona
Jogadores do Milan vibram com o título da Liga dos Campeões 1993-94 (Foto: Getty Images)
Por: Felipe Ferreira (@felipepf13)
De Araçatuba/SP
18 de maio de 1994. A data era marcada para fazer com que o Dream Team do Barcelona comandado por Cruyff e com atletas como Ronald Koeman, Pep Guardiola, Hristo Stoichkov, Romário, entre outros, entraria para a história como um time imortal, praticamente imbatível. No entanto, o destaque maior dessa noite é o fato da tão comentada equipe ter visto seu grande sonho e seu encanto terem sido "assassinados" pelo Milan, treinado por Fabio Capello, que em seu plantel tinha Paolo Maldini, Franco Baresi, Roberto Donadoni e Dejan Savicevic na final da Liga dos Campeões de 1993-94.
A campanha de ambos durante a competição havia sido excelente. Era notório que as duas equipes possuíam os melhores planteis da Europa e um confronto direto pelo título era questão de tempo.
Dono de um estilo de jogo tipicamente italiano, baseado na forte marcação e na frieza em decidir confrontos em poucos lances, o Milan de Fabio Capello era um esquadrão com uma eficiência enorme. Enquanto isso o Barcelona de Johan Cruyff vinha cercado de alardes, visto que o Dream Team era considerado por muitos como uma das melhores equipes de todos os tempos e, de certa forma, imbatível.
Às vésperas da decisão, a imprensa europeia dava pleno favoritismo ao lado culé, condição que era considerada até mesmo entre a comissão técnica e os atletas blaugranas. A forma com o que tratavam o Barça mostrava que os títulos dos catalães eram apenas questão de tempo, ainda mais que o adversário da grande decisão não poderia contar com Franco Baresi e Alessandro Costacurta, tão importantes durante toda a competição e que acabaram por levar o terceiro cartão amarelo na semifinal contra o Monaco.
Até que chegou o épico dia 18 de maio. Os olhos estavam todos voltados para Atenas. Será que seria possível parar o Dream Team do Barcelona? Era o questionamento que todos faziam. Poucos colocavam fé naquele Milan de defesa desfalcada, e que já não podia contar mais com Marco Van Basten, além de ter uma das maiores sensações do futebol europeu, Gianluigi Lentini, no estaleiro.
1° tempo: O Dream Team para na barreira do Milan do oportunista Massaro
O início tenso evidenciava o clima de decisão. O Barcelona jogava com a marcação adiantada, pressionando fortemente a saída de bola do Milan e trabalhando bem a bola, bem ao estilo da equipe atual. Enquanto isso, os italianos buscavam marcar forte e surpreender nos contra-ataques, impulsionados pelos pontas (Zvonimir Boban e Donadoni), além do sérvio Savicevic condicionando as jogadas.
Com a figura de Romário bem anulada por Maldini, a válvula de escape dos blaugranas acabou por ser as boas jogadas de Stoichkov oriundas do lado direito do campo. Contudo, os rossoneros conseguiam criar ofensivas perigosas, deixando claro que o Dream Team não era tão superior como muitos pregaram nas vésperas do duelo.
Jogando de maneira brilhante, Savicevic era responsável pelas melhores iniciativas do Milan, que ditava bem o ritmo da partida e merecidamente conseguiu chegar ao gol. O craque da antiga Iugoslávia desceu pela direita, deixou Nadal no chão e tocou na medida para Daniele Massaro empurrar para as redes. Estava aberto o placar no Estádio Olímpico de Atenas.
Em desvantagem no marcador, o Barça saiu mais para o jogo, porém, os comandados de Fabio Capello seguiam marcando forte e ditando o ritmo do confronto, apesar de que nada estava decidido, mas, as coisas se colocaram de maneira ainda mais favorável aos italianos antes do intervalo. Nos acréscimos da etapa inicial, Donadoni caiu muito bem pela ponta direita, sempre nas costas de Nadal, e tocou para Massaro novamente aparecer, aumentando a vantagem dos rossoneros.
2° tempo: A surpresa se confirma
A metade final serviria para definir a grande surpresa ou a prova de tamanha eficácia do Barcelona comandado por Cruyff. Contudo, logo nos primeiros minutos o destino já desenhava sua escolha.
Pouco mais de dois minutos de jogo no segundo tempo, Nadal volta a dar mole, Savicevic se aproveita e, mesmo sem ângulo, finaliza de maneira espetacular, encobrindo Zubizarretta, confirmando sua tamanha genialidade e ressaltando que os deuses do futebol apontaram para o Milan, visto que tudo dava certo para os italianos, que se desdobravam em campo visando a glória máxima.
Perdido em campo, o Barcelona se rendia a espetacular atuação do rival, que avançava com facilidade e via Savicevic dar show a frente da defesa blaugrana. Ainda haveria mais um tento para aumentar a goleada e tornar a vitória ainda mais brilhante: a defesa catalã deu mole na linha de impedimento, Desalilly se aproveitou, saiu na cara do goleiro e fazia 4 a 0, deixando todos os fãs de futebol pasmos com a fabulosa atuação milanista.
Após o quarto tento, a partida esfriou. Não houveram mais tantas jogadas de efeito e muito menos qualquer lance que pudesse trazer maiores surpresas. Todos pararam e apenas aplaudiam aquela partida do Milan de Capello, atuação considerada por muitos como a melhor na história de uma Liga dos Campeões.
O que todos esperavam, passou longe de acontecer. Impiedosa goleada de 4 a 0 do Milan sobre o Barcelona e a taça da UEFA em San Siro.
Milan: Rossi; Tassotti, Galli, Maldini (Nava) e Panucci; Albertini, Desailly, Boban, Donadoni e Savicevic; Massaro. Técnico: Fabio Capello
Barcelona: Zubizarreta; Ferrer, Koeman, Nadal e Sergi (Estebaranz); Bakero, Guardiola e Amor; Stoichkovc, Romário e Begiristain (Estebaranz). Técnico: Johann Cruyff
Gols: Massaro, aos 22' e 47' do primeiro tempo; Savicevic, aos 2', Desailly, aos 13', do segundo tempo
Até que chegou o épico dia 18 de maio. Os olhos estavam todos voltados para Atenas. Será que seria possível parar o Dream Team do Barcelona? Era o questionamento que todos faziam. Poucos colocavam fé naquele Milan de defesa desfalcada, e que já não podia contar mais com Marco Van Basten, além de ter uma das maiores sensações do futebol europeu, Gianluigi Lentini, no estaleiro.
1° tempo: O Dream Team para na barreira do Milan do oportunista Massaro
O início tenso evidenciava o clima de decisão. O Barcelona jogava com a marcação adiantada, pressionando fortemente a saída de bola do Milan e trabalhando bem a bola, bem ao estilo da equipe atual. Enquanto isso, os italianos buscavam marcar forte e surpreender nos contra-ataques, impulsionados pelos pontas (Zvonimir Boban e Donadoni), além do sérvio Savicevic condicionando as jogadas.
Com a figura de Romário bem anulada por Maldini, a válvula de escape dos blaugranas acabou por ser as boas jogadas de Stoichkov oriundas do lado direito do campo. Contudo, os rossoneros conseguiam criar ofensivas perigosas, deixando claro que o Dream Team não era tão superior como muitos pregaram nas vésperas do duelo.
Jogando de maneira brilhante, Savicevic era responsável pelas melhores iniciativas do Milan, que ditava bem o ritmo da partida e merecidamente conseguiu chegar ao gol. O craque da antiga Iugoslávia desceu pela direita, deixou Nadal no chão e tocou na medida para Daniele Massaro empurrar para as redes. Estava aberto o placar no Estádio Olímpico de Atenas.
Em desvantagem no marcador, o Barça saiu mais para o jogo, porém, os comandados de Fabio Capello seguiam marcando forte e ditando o ritmo do confronto, apesar de que nada estava decidido, mas, as coisas se colocaram de maneira ainda mais favorável aos italianos antes do intervalo. Nos acréscimos da etapa inicial, Donadoni caiu muito bem pela ponta direita, sempre nas costas de Nadal, e tocou para Massaro novamente aparecer, aumentando a vantagem dos rossoneros.
2° tempo: A surpresa se confirma
A metade final serviria para definir a grande surpresa ou a prova de tamanha eficácia do Barcelona comandado por Cruyff. Contudo, logo nos primeiros minutos o destino já desenhava sua escolha.
Pouco mais de dois minutos de jogo no segundo tempo, Nadal volta a dar mole, Savicevic se aproveita e, mesmo sem ângulo, finaliza de maneira espetacular, encobrindo Zubizarretta, confirmando sua tamanha genialidade e ressaltando que os deuses do futebol apontaram para o Milan, visto que tudo dava certo para os italianos, que se desdobravam em campo visando a glória máxima.
Perdido em campo, o Barcelona se rendia a espetacular atuação do rival, que avançava com facilidade e via Savicevic dar show a frente da defesa blaugrana. Ainda haveria mais um tento para aumentar a goleada e tornar a vitória ainda mais brilhante: a defesa catalã deu mole na linha de impedimento, Desalilly se aproveitou, saiu na cara do goleiro e fazia 4 a 0, deixando todos os fãs de futebol pasmos com a fabulosa atuação milanista.
Após o quarto tento, a partida esfriou. Não houveram mais tantas jogadas de efeito e muito menos qualquer lance que pudesse trazer maiores surpresas. Todos pararam e apenas aplaudiam aquela partida do Milan de Capello, atuação considerada por muitos como a melhor na história de uma Liga dos Campeões.
O que todos esperavam, passou longe de acontecer. Impiedosa goleada de 4 a 0 do Milan sobre o Barcelona e a taça da UEFA em San Siro.
Milan: Rossi; Tassotti, Galli, Maldini (Nava) e Panucci; Albertini, Desailly, Boban, Donadoni e Savicevic; Massaro. Técnico: Fabio Capello
Barcelona: Zubizarreta; Ferrer, Koeman, Nadal e Sergi (Estebaranz); Bakero, Guardiola e Amor; Stoichkovc, Romário e Begiristain (Estebaranz). Técnico: Johann Cruyff
Gols: Massaro, aos 22' e 47' do primeiro tempo; Savicevic, aos 2', Desailly, aos 13', do segundo tempo
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Desafortunados: Paul Dalglish
| Foto: Getty Images |
Felipe Ferreira, @felipepf13
De Araçatuba-SP
Filho de peixe, peixinho é. Tal ditado bastante comum no cotidiano pode servir para evidenciar bastante coisas, porém, quando se fala em talento no futebol, esta frase não se aplica. Uma das provas mais concretas disso é Paul Dalglish. Filho de Kenny Dalglish, atual técnico do Liverpool e ídolo dos Reds e do Celtic na época em que era jogador, Paul não conseguiu chegar nem perto da unha do dedão do pai quando se diz a respeito do sucesso no futebol e, caso não fosse o famoso sobrenome, provavelmente não o conheceríamos.
O início de sua carreira foi de certa forma promissor. Atacante, com passagem pelas bases do Celtic e do Liverpool, muito em função do renome de seu pai dentro de ambas as equipes, Paul contou com algumas convocações para a seleção sub-21 da Escócia, mas não convenceu muito. Em 1997, graças a seu pai que treinava os magpies e o contratou, o Newcastle foi o rumo do jovem, que pouco mostrou de eficiência, mas foi emprestado para outras agremiações.
| Contratado pelo papai, Paul Dalglish não conseguiu obter sucesso jogando pelo Newcastle (Foto: Getty Images) |
Em 1999, durante empréstimo ao Norwich, Paul conseguiu ter alguns lampejos e agradar o clube que contratou em definitivo. Todavia, não demorou para os Canários se estressarem com o rapaz e em 2001, o mandaram novamente por empréstimo (sua sina) para o Wigan, onde também somou raras boas aparições. Já adentrando 2002, o herdeiro do reinado de King Kenny mudou-se para o Blackpool.
Nos Tangerines seu desempenho foi pífio tanto que ficou sem espaço e acabou emprestado para mais um time modesto, desta vez o Scunthorpe United, onde ficou por um curto período de 2003, já que no mesmo ano acabou por ir se aventurar na Irlanda, jogando pelo Linfield e lá flopou em mais uma apática passagem. Ano novo, vida nova e clube novo para o desafortunado Paulinho, que dessa vez partiu para o futebol escocês, pelo Livingston. Lá, teve apenas uma partida memorável, contra o Celtic, onde marcou dois gols, e chamou atenção de outro clube escocês que acabou arrematando-o: o Hibernian.
Apesar de ter chegado com certo renome, sua passagem pelos Hibs foi pouco brilhante e nem um ano ficou no clube. E daí então, o atacante foi atrás de novos ares para a sua carreira no ano de 2006, os Estados Unidos eram a nova morada do jogador, que se transferiu para o Houston Dynamo.
Foi mais um ano colecionando decepções em sua carreira, mas, na terra do Tio Sam, além das contusões que teve, Dalglish conseguiu realizar um feito notório e na final da MLS Cup de 2007, contra o New England Revolution, marcou os dois gols da sua equipe na vitória por 2 a 1 e o título ficou com os alaranjados de Houston, que já haviam sagrado-se campeões do mesmo evento em 2006.
Ainda achando que tinha lenha pra queimar, Paul acertou com o Kilmarnock onde mais uma apática passagem entrou pra sua coleção. As contusões se acentuaram, o obrigando a encerrar a carreira, para a alegria dos amantes do futebol bem jogado.
Hoje, o ex-atleta é técnico do Austin Aztek, equipe norte-americana de segunda linha que sequer joga a MLS. De fato, Paul só está aqui nesta seção e jogou em clubes conhecidos graças a um único fato: seu pai é Kenny Dalglish.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Craques: Carlos "El Lobo" Diarte
| Carlos "El Lobo" Diarte em seu início de carreira. Desde os 16 anos, brilhava com o Olimpia Foto: ABC |
Felipe Ferreira, @felipepf13
De Araçatuba-SP
Carlos "El Lobo" Diarte pode ser considerado um dos maiores atacantes do futebol sul-americano. Contudo, poucos conhecem este verdadeiro mito, com exceção do povo paraguaio que o idolatra até hoje como um dos maiores do esporte local. Ídolo no Olimpia e com uma passagem de sucesso pelo futebol espanhol, o antigo goleador perdeu uma dura batalha contra o câncer e se foi no ano de 2011. Ainda sim, a lenda permanece intacta.
De Araçatuba-SP
Carlos "El Lobo" Diarte pode ser considerado um dos maiores atacantes do futebol sul-americano. Contudo, poucos conhecem este verdadeiro mito, com exceção do povo paraguaio que o idolatra até hoje como um dos maiores do esporte local. Ídolo no Olimpia e com uma passagem de sucesso pelo futebol espanhol, o antigo goleador perdeu uma dura batalha contra o câncer e se foi no ano de 2011. Ainda sim, a lenda permanece intacta.
Logo com 16 anos, Diarte já recebeu uma oportunidade como profissional. No ano de 1971, a promessa estreava com a camisa do Olimpia, clube responsável por formar o atleta, e, na sua estreia, já mostrou que tinha faro de gol. Em um duelo contra o River Plate de Assunção marcou um dos gols da sua equipe e deixou todos em êxtase, já que era sabido que aquele jovem viria a ser um grande nome no futuro.
Na sua primeira temporada como profissional, já foi coroado com o título do Campeonato Paraguaio. De fato, era questão de tempo pro garoto se aventurar na Europa. Com sua grande velocidade e faro de gol cada vez mais apurado, assim que "El Lobo" completou 18 anos já rumou para a Espanha afim de defender as cores do Zaragoza, tudo isso no ano de 1973.
| Com os Zaraguayos, El Lobo começou a brilhar no futebol espanhol Foto: As |
Pelo Zaragoza, o atacante se encontrou com a equipe que recebeu o apelido de Zaraguayos por contar com outros grandes jogadores paraguaios como Saturnino Arrua e Felipe Ocampos, El Lobo se aproveitava ainda mais do seu porte físico avantajado, usando-se muito bem do cabeceio, além, óbvio, da velocidade. Colecionando boas atuações e respondendo em campo ao investimento feito, Diarte passou bons tempos nos blanquillos, com destaque para o vice-campeonato espanhol conquistado na temporada 1974-75. O bom futebol rendeu novos olhares e no ano de 1976, o goleador paraguaio se transferiu para o Valencia.
Chegando ao Mestalla para defender o Valencia, Carlos Diarte compôs um dos mais míticos trios ofensivos da história do futebol espanhol ao lado do artilheiro argentino Mario Kempes e do mito holandês Johnny Rep. Com tantas estrelas ao seu lado, o paraguaio não marcou gols na mesma proporção, mas nem por isso deixou de ser importante para o clube, mesmo que o tão estrelado plantel não tenha atendido todas as expectativas.
Como saldo da sua passagem pelo Mestalla, veio o título da Copa do Rei na temporada 1978-79. Talvez, se não tivesse sofrido as primeiras lesões um pouco mais sérias de sua carreira, é provável que a passagem do paraguaio por Los Che seria ainda mais arrasadora. E no ano em que ganhou seu último título com o Valencia, El Lobo buscou novos ares, ainda na Espanha, mas, deixou o time e foi defender o UD Salamanca.
No Salamanca, o paraguaio foi obrigado a conviver com contusões, o que o impediu de manter uma boa sequência de partidas. Entretanto, em algumas poucas participações que teve, já conseguiu certo destaque ao lado de Juanito, Corominas e D' Alessandro. Passou apenas uma temporada na equipe e no ano de 1980 acabou por se transferir para o Bétis, onde voltaria a ter grande destaque.
Defendendo os verdiblancos, El Lobo ainda era sentia alguns problemas físicos, mas voltou a marcar gols em maior proporção. Com dribles fabulosos e arrancadas sensacionais que lembravam os áureos tempos, logo caiu na graça da torcida do Bétis. Permaneceu por três temporadas e assim acabou por encerrar seu ciclo no futebol espanhol, já que em 1983 acabou por se arriscar no futebol francês defendendo o St. Etiénne.
Na França, ele conseguiu encaixar alguns bons jogos, mas, então com 33 anos, sentia que era a hora de voltar ao seu tão querido Paraguai afim de fazer sua última temporada pelo time que o revelou para o mundo e sua volta para o Olimpia para que fizesse sua última temporada foi decretada, isto no ano de 1987.
Em sua temporada final no mundo do futebol, El Lobo foi simplesmente sensacional e viu sua carreira ter o desfecho final que merecia. A idade pesava um pouco, mas o atacante ainda assim tratava bem a bola e até mesmo rascunhava algumas arrancadas, com isso tudo, veio o título paraguaio no ano de 1987, fechando com chave de ouro uma carreira tão brilhante.
Já aposentado, Diarte tentou a carreira de técnico. Treinou diversas equipes do futebol espanhol tais como o Valencia e o Salamanca, pelos quais brilhou como atleta. Em 2009, assumiu a seleção de Guiné Equatorial, mas, infelizmente, teve sua carreira de treinador interrompida. No dia 28 de junho de 2011, perdeu um desafio mais duro do que qualquer final de campeonato: a batalha contra o câncer.
Ao fim de um ciclo glorioso, fica o legado daquele que com dribles, arrancadas e gols maravilhosos foi um dos mais contundentes e estupendos camisa 9 não só do futebol paraguaio, como do sul-americano em geral.
| No Valencia, o paraguaio compôs um inesquecível trio ofensivo ao lado de Kempes e Rep Foto: El Mundo |
Como saldo da sua passagem pelo Mestalla, veio o título da Copa do Rei na temporada 1978-79. Talvez, se não tivesse sofrido as primeiras lesões um pouco mais sérias de sua carreira, é provável que a passagem do paraguaio por Los Che seria ainda mais arrasadora. E no ano em que ganhou seu último título com o Valencia, El Lobo buscou novos ares, ainda na Espanha, mas, deixou o time e foi defender o UD Salamanca.
No Salamanca, o paraguaio foi obrigado a conviver com contusões, o que o impediu de manter uma boa sequência de partidas. Entretanto, em algumas poucas participações que teve, já conseguiu certo destaque ao lado de Juanito, Corominas e D' Alessandro. Passou apenas uma temporada na equipe e no ano de 1980 acabou por se transferir para o Bétis, onde voltaria a ter grande destaque.
Defendendo os verdiblancos, El Lobo ainda era sentia alguns problemas físicos, mas voltou a marcar gols em maior proporção. Com dribles fabulosos e arrancadas sensacionais que lembravam os áureos tempos, logo caiu na graça da torcida do Bétis. Permaneceu por três temporadas e assim acabou por encerrar seu ciclo no futebol espanhol, já que em 1983 acabou por se arriscar no futebol francês defendendo o St. Etiénne.
Na França, ele conseguiu encaixar alguns bons jogos, mas, então com 33 anos, sentia que era a hora de voltar ao seu tão querido Paraguai afim de fazer sua última temporada pelo time que o revelou para o mundo e sua volta para o Olimpia para que fizesse sua última temporada foi decretada, isto no ano de 1987.
Em sua temporada final no mundo do futebol, El Lobo foi simplesmente sensacional e viu sua carreira ter o desfecho final que merecia. A idade pesava um pouco, mas o atacante ainda assim tratava bem a bola e até mesmo rascunhava algumas arrancadas, com isso tudo, veio o título paraguaio no ano de 1987, fechando com chave de ouro uma carreira tão brilhante.
| Já aposentando, El Lobo investiu na carreira de técnico; Na foto, é apresentado na seleção de Guiné Equatorial Foto: EFE |
Ao fim de um ciclo glorioso, fica o legado daquele que com dribles, arrancadas e gols maravilhosos foi um dos mais contundentes e estupendos camisa 9 não só do futebol paraguaio, como do sul-americano em geral.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Desafortunados: Glenn Helder
Por: Felipe Ferreira (@felipepf13)
De Araçatuba-SP
Quando surgiu no futebol holandês, Glenn Helder era apontado como uma das maiores promessas da Laranja Mecânica, mas, bastou uma passagem sem sucesso pelo Arsenal para que sua carreira desandasse e seu psicológico fosse abalado, tanto que acabou na cadeia. Bem, realmente uma história com aperitivos diferentes do da maioria, contudo, Helder é mais um desafortunado clássico.
Nas categorias de base, passou três clubes da Holanda: os pequenos Orange Groen e UVS, além do grande Ajax. No entanto, sua carreira profissional se deu início em outro time: o Sparta Roterdã. No ano de 1989, então com 23 anos, o habilidoso ponta-esquerdo contou com uma boa sequência de jogos no clube da cidade portuária, passando quatro temporadas lá, ele buscou ares novos para sua carreira, se transferindo para o Vitesse, em 1993.
No Vitesse, Helder explodiu de vez e mostrou para a Europa a sua qualidade. Tornando-se um ponta-esquerda bastante explosivo e que aparecia muito bem no ataque, marcando vários gols, ele começou a despertar interesse de equipes maiores tanto da Holanda como de outros países. Os Vitas bem que resistiram em não negociar o seu talento, mas, passada uma temporada e meia, os diretores holandeses não tiveram como resistir e negociaram o jogador com o Arsenal, em 1995.
Em seus tempos de Highbury, o ponta bem que recebeu algumas oportunidades mas não conseguiu ter boas atuações e atender às expectativas. Como consequência disso tudo, não demorou para a torcida passar a odiar o jogador que chegara com pompa de uma nova estrela da escola holandesa. Com isso tudo, os diretores do Arsenal decidiram por emprestar Helder para o Benfica afim de que ele se reencontrasse com o bom futebol, em meados de 1996.
A tentativa de se recuperar foi em vão. O ponta não conseguiu se encontrar, muito menos manter uma sequência de jogos, sendo que atuou apenas em pouco mais de 10 partidas pelos Encarnados. Sem o mínimo interesse em renovar o empréstimo, os portugueses mandaram o holandês de volta para o Arsenal que por sua vez também queria se desfazer do traste. Glenn então voltou ao futebol de sua terra pelo NAC Breda, para a temporada de 1997-98.
Já na agremiação aurinegra, não fez nada de relevante e começou a sofrer por distúrbios psicológicos tanto que teria tentado cometer suicídio, de acordo com jornais locais. Ainda em busca da sua redenção no futebol, Helder começou a apostar na carreira no pôquer e representava a Holanda em torneios internacionais. Contudo, não conseguiu êxito com o carteado e seguia "brigando com a bola".
Depois do NAC Breda, o jogador foi para a China tentar a sorte no Dailan Wanda, em 1998, voltou para o NAC menos de seis meses depois. Não desistindo, tentou mais um trunfo pelo MTK Budapeste, em 1999, retornou à Holanda para defender os pequenos Roosendaal e TOP Oss, contudo, realmente, ele tinha desaprendido a jogar futebol e o sucesso foi nulo.
Largou o futebol profissional em 2003, com 35 anos, e partiu para o futebol amador, contudo, nesse tempo, seus distúrbios psicológicos só cresceram e Glenn veio a ser uma pessoa completamente transtornada. Antes de ser preso em 2007 por posse de arma, abuso e perseguição a uma ex-namorada, o flop voltou a aparecer na mídia um ano antes quando participou da despedida do mito Denis Bergkamp do Arsenal.
Aparentemente curado dos mais diversos problemas, o ex-ponta esquerda achou um meio em que vem conseguindo êxito: o da música. Hoje, o antigo talento brilha como percussionista na Holanda, onde toca nas mais diversas festas e boates.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Fomos campeões: Galatasaray 1999-2000
| Jogadores do Galatasaray comemoram o título da Copa da UEFA (Getty Images) |
Felipe Ferreira, @felipepf13
De Araçatuba-SP
O Galatasaray é muito mais do que um simples clube do futebol turco, é um dos grandes responsáveis a levar o futebol das terras do antigo Império Otomano a ser reconhecido na Europa. Na temporada 1988-89, o já havia conquistado um enorme feito para a sua história e do esporte de sua terra: chegou a semifinal da Liga dos Campeões. Contudo, foi em 1999-00 que veio a consagração do pessoal que traz consigo as cores do Mc Donald's: o título da Copa da UEFA.
Naquela época de 1998-99, os Leões acabaram por conquistar o Campeonato Turco e o direito de participar da LC. Porém, logo na 1ª fase de grupos, acabaram por ficar na terceira colocação em seu grupo. Concorrendo com Chelsea, Hertha Berlin e Milan, o esquadrão de Istambul ainda ficou na frente do tradicionalíssimo rubronegro italiano, ganhando como prêmio de consolação a vaga na Copa UEFA.
No plantel, nomes interessantes não faltavam. Responsável por fechar o gol, o já experiente e tetracampeão mundial Taffarel era titular absoluto do time. Na zaga aparecia Gheorge Popescu, xerifão não só apenas no Gala, como na seleção romena. O ataque, por sua vez, era liderado pelo turco Hakan Sükür, que em 2002 marcaria o gol mais rápido da história das Copas. Por último e não menos especial, Gheorghe Hagi, que mesmo fim de carreira, era o grande nome e maestro dessa equipe.
Mas bem, o Galatasaray por ter vindo do certame estrelado, entrou na Copa da UEFA logo na terceira fase e o seu primeiro adversário foi o Bologna. Na partida de ida, realizada na Itália, um gol de Sükür nos últimos minutos acabou por garantir um empate em 1-1. Pela segunda perna, o lado turco não deu chances aos rossoblu e com uma vitória de 2-1 garantiram vaga nas oitavas de final.
Era hora de passar pelas oitavas, o adversário seria mais difícil. Pela frente, os leões teriam o Borussia Dortmund. Já no primeiro jogo, Hagi e seus comparsas trataram de deixar a vaga bem encaminhada. Em pleno Westfalenstadion, o Maradona dos Cárpatos e Sükür marcaram, sacramentando uma brilhante vitória por 2-0. Mesmo jogando em casa na volta, o Galatasaray administrou a vantagem, segurando o 0-0 e carimbando o passaporte para o próximo round.
E quem diria que o confronto das quartas seria o menos complicado? Contra o Mallorca, os Leões deitaram e rolaram na partida na Espanha, venceram por 4-1 e garantiram tranquilidade total pro jogo da volta, realizado em seus domínios. No Ali Sami Yen veio uma vitória por 2-1 sem dificuldade e o Galatasaray teria de superar o Leeds nas semifinais.
Diante dos ingleses, os turcos ressaltaram bem sua força. Jogando em Istambul, Sükür e o zagueiro brasileiro Capone marcaram assegurando o 2-0. um jogo bastante equilibrado, diante de um Leeds disposto a tudo para ficar com a vitória no Elland Road, o Galatasaray buscou conter o ímpeto dos donos da casa logo no início. Hagi, de pênalti, abriu o placar. O gol de empate dos Whites marcado por Eirik Bakke reacendeu as esperanças, mas a noite era dos atrevidos visitantes. Sükür, sempre ele) fez 2-1 e ainda deu tempo para um empate, novamente com Bakke, mas a vaga na grande decisão era dos Leões.
Na outra chave de semifinal, o Arsenal de Henry, Kanu e trupe ilimitada venceu o Lens, se garantindo para enfrentar o Galatasaray na Dinamarca, mais precisadamente no Parken Stadium, localizado em Copenhague.
Mas bem, o Galatasaray por ter vindo do certame estrelado, entrou na Copa da UEFA logo na terceira fase e o seu primeiro adversário foi o Bologna. Na partida de ida, realizada na Itália, um gol de Sükür nos últimos minutos acabou por garantir um empate em 1-1. Pela segunda perna, o lado turco não deu chances aos rossoblu e com uma vitória de 2-1 garantiram vaga nas oitavas de final.
Era hora de passar pelas oitavas, o adversário seria mais difícil. Pela frente, os leões teriam o Borussia Dortmund. Já no primeiro jogo, Hagi e seus comparsas trataram de deixar a vaga bem encaminhada. Em pleno Westfalenstadion, o Maradona dos Cárpatos e Sükür marcaram, sacramentando uma brilhante vitória por 2-0. Mesmo jogando em casa na volta, o Galatasaray administrou a vantagem, segurando o 0-0 e carimbando o passaporte para o próximo round.
E quem diria que o confronto das quartas seria o menos complicado? Contra o Mallorca, os Leões deitaram e rolaram na partida na Espanha, venceram por 4-1 e garantiram tranquilidade total pro jogo da volta, realizado em seus domínios. No Ali Sami Yen veio uma vitória por 2-1 sem dificuldade e o Galatasaray teria de superar o Leeds nas semifinais.
| Hagi disputa bola com Danny Mills do Leeds em jogo que valeu vaga na final (AFP) |
Na outra chave de semifinal, o Arsenal de Henry, Kanu e trupe ilimitada venceu o Lens, se garantindo para enfrentar o Galatasaray na Dinamarca, mais precisadamente no Parken Stadium, localizado em Copenhague.
O capítulo final
Na finalíssima, o clima era de tensão e ansiedade, já que o duelo marcaria o encontro de dois atletas que viviam grande fase: Hagi pelo Galatasaray e Bergkamp pelo Arsenal. A imprensa europeia apontava os Gunners como grandes favoritos para o jogo, entretanto, a fanática torcida turca se mostrava esperançosa para o confronto, fato comprovado pelos 10 mil rubroamarelos estavam no estádio.
O primeiro tempo da decisão foi bastante tenso. Kormaz e Buruk demonstravam claro nervosismo e por entradas fortes levaram cartão amarelo logo na metade inicial da primeira etapa. Quanto ao Arsenal, Patrick Vieira também optou por abrir a caixa de ferramentas logo cedo, enquanto isso, Tony Adams buscava desmoralizar os adversários declamando "belas" palavras ao pé do ouvido. Com clara angústia dos dois lados, faltaram jogadas de efeito nos 45 iniciais, salvo uma boa jogada de Hagi que culminou em finalização de Sükür nada demais aconteceu.
Logo nos primeiros minutos da volta do intervalo, os turcos já foram buscar a surpresa e Seaman fez bela defesa em chute de longa distância de Arif. Contudo, logo o Arsenal conseguiu encaixar um bom estilo de jogo que privilegiava a velocidade de Henry e Overmars nos contra-ataques. Taffarel começava a se consagrar fazendo grandes defesas e assegurando que a decisão fosse para a prorrogação.
No tempo extra, o Galatasaray se complicou no começo quando Hagi agrediu Tony Addams e foi expulso. Com um homem a mais, o Arsenal correu atrás do gol de ouro, com destaque maior para duas excelentes finalizações, uma de Henry e outra de Kanu, que novamente mostraram o potencial do goleiro tetracampeão mundial. Chegava a hora que se separaria os meninos dos homens, a decisão de pênaltis decidiria o campeão daquele ano.
A agonia pela decisão de pênaltis seria menor pelo lado rubroamarelo. Taffarel voltaria a se consagrar e garantiu de vez o prêmio de melhor jogador da final. O guarda metas brasileiro foi responsável por defender a cobrança de Süker e contar com o erro de Vieira para garantir o inédito título do time turco, que acertou todas as cobranças com Penbe, Sükür, Davala e Popescu. Parlour ainda converteu sua cobrança a favor do Arsenal.
3ª fase
Bologna 1-1 Galatasaray
Galatasaray 2-1 Bologna
Oitavas de final
Dortmund 0-2 Galatasaray
Galatasaray 0-0 Dortmund
Quartas de final
Mallorca 1-4 Galatasaray
Galatasaray 2-1 Mallorca
Semifinal
Galatasaray 2-0 Leeds
Leeds 2-2 Galatasaray
Final, 17 de maio de 2000, Parken Stadion - Copenhague
Galatasaray 0-0 Arsenal (4-1 nos pênaltis)
sexta-feira, 30 de março de 2012
Craques: Paulo Wanchope
| Com duas participações em Mundiais no currículo, Wanchope foi um dos grandes nomes costarriquenhos no futebol (BBC) |
De Araçatuba-SP
Todo país que tem futebol e uma seleção filiada à FIFA possui um jogador que é idolatrado por toda a população. O Brasil tem Pelé, a Argentina tem Maradona e a Costa Rica tem Paulo Wanchope. Sem a mesma qualidade dos dois gênios, o atacante é idolatrado pelos costarriquenhos na mesma proporção do que os anteriores, tudo isso graças a uma mítica carreira.
Tudo começou em uma cidade da Costa Rica chamada Heredia. Por lá, Paulo se destacava tanto nas quadras de basquete como nos campos de futebol. A recusa de uma bolsa em uma universidade norte-americana, convite vindo graças a sua enorme capacidade de encestar bolas, o levou a seguir investindo na carreira futebolística, que no fim deu bem certo. Após ter conseguido certo destaque jogando no futebol local pelo Herediano, o atacante desembarcou na Inglaterra para jogar pelo Derby County.
| Ao lado de Solís, Paulo migrou para o Derby e ganhou reconhecimento internacional (BBC) |
Pelas bandas da rainha Elizabeth, Wanchope desembarcou no Derby County no ano de 1996 juntamente com seu conterrâneo, o volante Mauricio Solís. Logo em sua estreia, o atacante já decidiu se consagrar quando, em partida contra o poderoso Manchester United, deixou quatro marcadores para trás e finalizou bonito sem chances para o tão consagrado Peter Schmeichel.
O golaço foi o começo de tudo em uma passagem muito boa pelo Derby. Nas duas temporadas em que jogou por lá, “La Gacela” ajudou seu time a terminar na boa 9ª colocação na temporada 97-98 e na ainda melhor 8ª colocação em 98-99. Ao todo, foram 83 jogos e 28 gols marcados. Tudo isso lhe rendeu uma valorização de seu passe e uma transferência para o West Ham.
Nos Hammers, sua participação não foi com a mesma pompa da época do Derby County, mas, o jogador foi ainda mais eficiente ao conseguir marcar 12 gols em 35 jogos na temporada 1999-00, a única que ficou em Upton Park. Ao fim de tal temporada, o West Ham contratou os grandes Davor Suker e Frédéric Kanouté, Wanchope perdeu espaço e precisava de uma nova casa, acabando por ir para o Manchester City.
| Foto: football fan cast |
Na época, o City não lembrava nem um pouco o atual time que é. Sem o investimento dos xeiques, o time era bastante modesto e se encontrava nas divisões inferiores da Inglaterra. Já bem consolidado na seleção costa-riquenha, Wanchope foi muito importante para os Sky Blues, mesmo sem ter jogado muito por conta das mais diversas lesões. O costa-riquenho foi obrigado a jogar a terceira divisão da Inglaterra com o time, mas, mesmo sem poder emplacar uma grande sequência de jogos, foi um dos grandes responsáveis por colocar o time de volta na Premier League. Por lá, ficou de 2000 a 2004, jogou 64 jogos e fez 27 gols.
Em meio a sua passagem pelo City, foi que o atacante teve uma das suas passagens mais marcantes com a seleção da Costa Rica. No ano de 2002, o jogador jogava sua primeira Copa do Mundo e não deixou de se destacar, embora, sua seleção tenha caído na primeira fase. Wanchope chegou, inclusive, a marcar um gol em partida contra a seleção brasileira.
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| Foto: The best eleven |
Voltando a falar da carreira clubistíca de “La Gacela”, em 2004, ele encerrou sua passagem pelo futebol inglês e foi se aventurar na Espanha. Passou uma temporada no Málaga, onde não colecionou, muitos sucessos, mas, macarou o gol mais bonito da temporada (prêmio concedido pela ESPN) em jogo contra o Numancia.
Contudo, realmente, as lesões atrapalhavam a carreira do costa-riquenho. Após deixar a Espanha, foi para os Emirados Arábes, onde jogou apenas 6 jogos pelo Al-Gharrafa no ano de 2005. Até que no ano de 2006, interessado em se focar na Copa do Mundo do mesmo ano, voltou para sua tão querida Costa Rica afim de jogar pelo Herediano, clube que o revelou.
Na Copa de 2006, mais uma vez, a Costa Rica caiu na fase de grupos, porém, Wanchope mostrou que seu faro de gol estava intacto e marcou dois gols em jogo contra a Alemanha, em jogo que terminou 4 a 2 a favor dos germânicos.
Depois da Copa do Mundo, foi para a Argentina jogar pelos Argentinos Juniors. Ano-novo, vida nova, e em 2007, ainda jogou pelo FC Tokyo e pelo Chicago Fire, mas, sem conseguir grande sucesso.
Até que no mês de novembro de tal ano, o atacante convocou uma coletiva de imprensa em que declarou que sua situação física não era nada boa, ainda mais que havia voltado a sentir uma antiga lesão no joelho oriunda da época do Manchester City. Com isso tudo, encerrou sua carreira para a tristeza de todos os aficcionados costa-riquenhos que perderam toda a habilidade e capacidade daquele que foi o melhor de seu país, Paulo Wanchope.
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