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segunda-feira, 26 de novembro de 2012
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Sono profundo
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| Dalglish e as constantes taças em Anfield: cenas de um passado colorido que está longe de ser reprisado no Liverpool (Foto: Meio a zero) |
Uma história infantil qualquer cantaria a lenda do gigante adormecido, que assombrou o planeta no passado, mas que hoje repousa inofensivo, sem perspectiva de despertar. É o caso do Liverpool que se faz cada vez mais um conto de fadas às avessas.
terça-feira, 13 de março de 2012
TF História: Ipswich e a sombra de Bobby Robson
| Bobby Robson e a taça UEFA de 1981 (Site oficial Ipswich) |
De Zlatibor-SRB
Poucos treinadores tem sua carreira atrelada a certa campanha ou time como o lendário Sir Bobby Robson. Certamente o maior nome da história do Ipswich Town (hoje figurante da Npower Championship), Bobby foi contemporâneo e rival do não menos genial Brian Clough, que deu a Derby County e Nottingham Forest seus maiores períodos de glória. Para o mal, temos outro grande exemplo como o de Béla Guttmann, campeão europeu com o Benfica e que amaldiçoou os Encarnados anos depois ao ser praticamente dispensado do comando da equipe.
Sempre com muita classe e sabedoria, Robson foi um dos grandes exemplos dentro do esporte, de que a inteligência e disposição tática faziam sim tanta diferença quanto o talento ou a superioridade técnica. Na Inglaterra, fez seu nome inicialmente como jogador. Atacante, chegou a ser convocado algumas poucas vezes para o English Team, em cinco anos. Se aposentou como atleta em 1968, assumindo de imediato o comando técnico do Fulham.
Em 1969 seria o treinador do Ipswich, cargo que teria até 1982. Já campeões nacionais em 1962 sob a batuta de Alf Ramsey (por coincidência campeão do mundo com a Inglaterra quatro anos depois) e ainda vindos de um acesso da Segunda divisão, os Tractor Boys foram novamente rebaixados em 1964. Foi Bill McGarry o homem a tirar o clube de apuros e ganhar nova promoção em 1968. De partida para o Wolverhampton, foi substituído por Robson, que levaria a acanhada equipe ao hall das grandes forças britânicas nas décadas de 1970 e 80.
No Portman Road, não viu limites para seus pupilos. Apostando sempre em crias da base do Ipswich, pouco contratou durante sua passagem por lá. Conquistou uma Texaco Cup em 1973, uma competição que envolvia clubes do Reino Unido que não haviam se classificado para outras taças europeias. Começava ali o ressurgimento dos Tractor Boys para o futebol inglês.
As louváveis e consequentes campanhas dos comandados de Robson culminaram em uma grande final frente o Arsenal em 1978 pela F.A Cup, na qual o Ipswich venceu por 1-0. Não bastasse as grandes caminhadas que por vezes incomodaram os rivais diretos e deram esperança de novos títulos da Liga aos torcedores, mais um caneco viria em curto espaço de tempo.
Com a terceira colocação no Inglês de 1979/80, a nova possibilidade de ingressar na extinta Copa UEFA. Deixando pelo caminho Aris, Bohemians Praga, Widzew Lodz, Saint-Étienne e Colônia antes da eletrizante decisão contra o AZ Alkmaar. O caneco veio após um 3-0 no Portman Road e 2-4 na Holanda. A primeira conquista internacional daquele plantel, em 1981, foi também o marco da transição de Robson na carreira. O English Team o esperava novamente.
O mestre e seus promissores pupilos
Bobby esteve no comando da seleção inglesa nos mundiais de 1986 e 1990, alcançando as fases de quartas e semifinais, respectivamente. Logo depois da Copa na Itália, encarou a tarefa de domar o PSV, com um elenco deveras difícil de lidar, em especial Romário, que lhe confrontou algumas vezes em seu tempo por Eindhoven. Com todos estes elementos, Robson ergueu o bicampeonato holandês.
Migrou então para Portugal, onde assinaria com o Sporting em 1992. A parte interessante da história vem quando você sabe quem era o intérprete de Bobby nos Leões. José Mourinho, que somava trabalhos como assistente no Estrela Amadora e nas camadas jovens do Vitória de Setúbal era o fiel escudeiro do inglês em Lisboa.
Passando em branco pelo clube lisboeta, Robson não obteve êxito ao tentar confrontar a diretoria sportinguista, que administrava mal a política interna. Derrotado nas oitavas de final da Copa UEFA de 1993/94 pelo Casino (atual Red Bull) Salzburg, acabou sacado do comando ao fim de 1993.
Foi aí que o Porto enxergou a grande chance de manter a hegemonia no cenário nacional. Bicampeões portugueses em 1995 e 1996, os Dragões contavam com uma defesa imponente, base da seleção lusa. Além do triunfo duplo na Liga, A parceria entre Mou e Sir Bobby vingou e representava a harmonia entre as tendências táticas de cada um dos dois. Zé, que havia começado apenas como intérprete, se tornou vital no planejamento do chefe inglês. Neste intervalo, outra cria foi surgindo nos celeiros de manager em Portugal. André Villas-Boas, que morava no mesmo prédio que Robson, fez questão de mostrar a sua capacidade ao treinador do FCP.
Villas-Boas ganhou a condição de pupilo, aos 16 anos, tomando conta de times juniores do Porto na ocasião, já que era menor e não poderia assumir funções profissionais. Fez parte de sua preparação no Reino Unido e estágio no Ipswich, que consagrou o seu mentor. Anos depois viraria braço direito de Mourinho no mesmo Porto.
Não demorou a Sir Bobby ser chamado pela alta cúpula blaugrana. Ele colhia os frutos do sucesso por onde pisava e no Camp Nou não seria diferente. Responsável pela contratação de Ronaldo, o inglês desenvolveu um plantel eficiente e levantou uma Supercopa Europeia, uma Supercopa espanhola e uma Copa do Rei no período de dois anos, que também seria sua última honraria refletida em taças.
Retornou rapidamente ao PSV, por apenas uma época. Terceiro colocado na Eredivisie, garantiu apenas uma vaga europeia aos rapazes de Eindhoven antes de realizar o antigo sonho de ser treinador do Newcastle. Por quase cinco anos ficou à frente dos Magpies de St. James Park. De 1999 a 2004 sofreu com os altos e baixos do time que ainda enfrentaria nebulosa maior com o rebaixamento em 2008/09.
Condecorado com o ingresso ao Hall da fama do futebol inglês e muitas outras formas de reconhecimento pelo papel desempenhado em mais de 50 anos dedicados ao futebol, Sir Bobby Robson faleceu em 2009 aos 76 anos, vítima de um câncer no pulmão.
Ipswich e os intermináveis anos de frustração
O Ipswich, por sua vez, desceu a ladeira. No mesmo efeito de Clough-Forest, provou do rebaixamento e a estagnação em divisões inferiores, poucos anos depois. Sem disputar a Premier League desde 2001, os Tractor Boys convivem com a sombra de um passado dourado e brilhante. Acostumados a ficarem na parte de baixo da classificação da Npower Championship, permanecem sem perspectiva alguma de crescimento ou recuperação nos próximos anos.
Enfrentando uma falência administrativa no início da década passada, quase conseguiram o retorno em 2004/05 à Premier League, sendo eliminados nos playoffs pelo West Ham. A compra do clube por Marcus Evans, empresário inglês, em 2007 ajudou a simpática agremiação a sobreviver. Entretanto, isso não significa que haja algum sucesso em âmbito nacional, tendo em vista a ineficácia do Ipswich de bater os piores competidores na segundona, longe de qualquer briga por título.
Carentes de holofotes e motivação, os Tractor Boys atualmente vivem apenas das memórias do que foi construído por Sir Bobby, já em outro plano. Outrora campeões nacionais e da Europa, fizeram o caminho dos decadentes que só podem lutar para sair do fundo do poço. Resta esperar que um novo guia os conduza rumo à redenção, o que seria perfeitamente plausível dentro do futebol, que sempre reserva grandes surpresas.
| Ipswich derrotou Arsenal na final da F.A Cup de 1978: Robson fez o time ser um dos grandes no país. *O segundo à esquerda não é o Seu Madruga* (Foto: BBC) |
Com a terceira colocação no Inglês de 1979/80, a nova possibilidade de ingressar na extinta Copa UEFA. Deixando pelo caminho Aris, Bohemians Praga, Widzew Lodz, Saint-Étienne e Colônia antes da eletrizante decisão contra o AZ Alkmaar. O caneco veio após um 3-0 no Portman Road e 2-4 na Holanda. A primeira conquista internacional daquele plantel, em 1981, foi também o marco da transição de Robson na carreira. O English Team o esperava novamente.
| Robson voltou a se firmar como grande treinador de clubes após a Copa de 1990, no PSV (PSV.nl) |
Bobby esteve no comando da seleção inglesa nos mundiais de 1986 e 1990, alcançando as fases de quartas e semifinais, respectivamente. Logo depois da Copa na Itália, encarou a tarefa de domar o PSV, com um elenco deveras difícil de lidar, em especial Romário, que lhe confrontou algumas vezes em seu tempo por Eindhoven. Com todos estes elementos, Robson ergueu o bicampeonato holandês.
Migrou então para Portugal, onde assinaria com o Sporting em 1992. A parte interessante da história vem quando você sabe quem era o intérprete de Bobby nos Leões. José Mourinho, que somava trabalhos como assistente no Estrela Amadora e nas camadas jovens do Vitória de Setúbal era o fiel escudeiro do inglês em Lisboa.
Passando em branco pelo clube lisboeta, Robson não obteve êxito ao tentar confrontar a diretoria sportinguista, que administrava mal a política interna. Derrotado nas oitavas de final da Copa UEFA de 1993/94 pelo Casino (atual Red Bull) Salzburg, acabou sacado do comando ao fim de 1993.
| Dupla com Mourinho foi bem sucedida no Porto e no Barcelona Foto: It's the football, that's the football |
Villas-Boas ganhou a condição de pupilo, aos 16 anos, tomando conta de times juniores do Porto na ocasião, já que era menor e não poderia assumir funções profissionais. Fez parte de sua preparação no Reino Unido e estágio no Ipswich, que consagrou o seu mentor. Anos depois viraria braço direito de Mourinho no mesmo Porto.
| Mou, Sir Bobby e Ronaldo: mais sucesso no último ato da parceria (Mourinho fans) |
Retornou rapidamente ao PSV, por apenas uma época. Terceiro colocado na Eredivisie, garantiu apenas uma vaga europeia aos rapazes de Eindhoven antes de realizar o antigo sonho de ser treinador do Newcastle. Por quase cinco anos ficou à frente dos Magpies de St. James Park. De 1999 a 2004 sofreu com os altos e baixos do time que ainda enfrentaria nebulosa maior com o rebaixamento em 2008/09.
Condecorado com o ingresso ao Hall da fama do futebol inglês e muitas outras formas de reconhecimento pelo papel desempenhado em mais de 50 anos dedicados ao futebol, Sir Bobby Robson faleceu em 2009 aos 76 anos, vítima de um câncer no pulmão.
| Lee Bowyer: veterano e referência no elenco dos Tractor Boys (betting.stanjames.com) |
O Ipswich, por sua vez, desceu a ladeira. No mesmo efeito de Clough-Forest, provou do rebaixamento e a estagnação em divisões inferiores, poucos anos depois. Sem disputar a Premier League desde 2001, os Tractor Boys convivem com a sombra de um passado dourado e brilhante. Acostumados a ficarem na parte de baixo da classificação da Npower Championship, permanecem sem perspectiva alguma de crescimento ou recuperação nos próximos anos.
Enfrentando uma falência administrativa no início da década passada, quase conseguiram o retorno em 2004/05 à Premier League, sendo eliminados nos playoffs pelo West Ham. A compra do clube por Marcus Evans, empresário inglês, em 2007 ajudou a simpática agremiação a sobreviver. Entretanto, isso não significa que haja algum sucesso em âmbito nacional, tendo em vista a ineficácia do Ipswich de bater os piores competidores na segundona, longe de qualquer briga por título.
Carentes de holofotes e motivação, os Tractor Boys atualmente vivem apenas das memórias do que foi construído por Sir Bobby, já em outro plano. Outrora campeões nacionais e da Europa, fizeram o caminho dos decadentes que só podem lutar para sair do fundo do poço. Resta esperar que um novo guia os conduza rumo à redenção, o que seria perfeitamente plausível dentro do futebol, que sempre reserva grandes surpresas.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Henry em 14 atos
Nicholas Hagel, @Nicholas_Hagel
De Guaratinguetá-SP
1.
De Guaratinguetá-SP
Henry está de volta. O francês retornou ao Arsenal nesta segunda-feira, contra o Leeds, na Carling Cup. Como se fosse num filme, marcou o gol da vitória sobre os whites e fez vibrar a torcida que por tantos anos gritou seu nome enlouquecidamente. Esse post é apenas uma pequena homenagem ao maior artilheiro dos gunners de toda a história. Em 14 atos...
1.
Watford 2x3 Arsenal
23/04/2000
23/04/2000
2.
Arsenal 1x0 Manchester United
30/09/2000
3.
Arsenal 5x0 Newcastle
09/12/2000
4.Arsenal 5x3 Charlton
01/04/2002
5.
West Ham 2x2 Arsenal
24/08/2002
24/08/2002
6.
Arsenal 3x0 Tottenham
16/11/2002
7. (O terceiro gol)
Roma 1x3 Arsenal (Para o sofrimento do @portesovic)
27/11/2002
8.
Manchester City 1x5 Arsenal
22/02/2003
9.
Middlesbrough 0x2 Arsenal
19/04/2003
10.
Charlton 1x1 Arsenal
26/10/2003
11.
Arsenal 4x0 Charlton
02/10/2004
12.
Weiz 0x5 Arsenal
18/08/2005
13.
Real Madrid 0x1 Arsenal
21/02/2006
21/02/2006
14.
Liverpool 1x3 Arsenal
06/01/2007
sexta-feira, 8 de julho de 2011
A volta do Queens Park Rangers
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Por Rodolfo Zavati
Ian Gillan (Deep Purple), Mick Jones (The Clash), Glen Matlock (Sex Pistols), Alan Wilder (Depeche Mode), Robert Smith (The Cure) e Pete Doherty (The Libertines). Não, não estamos cobrindo um encontro musical entre figuras de épocas e estilos distintos do rock inglês. A lista acima mostra alguns torcedores ilustres do Queens Park Rangers, tradicional clube londrino que está de volta à Premier League após quinze anos de ausência.
A promoção veio graças ao título da League Championship, que representa o segundo degrau na pirâmide do futebol inglês. Com 88 pontos em 46 jogos, a equipe precisou esperar uma decisão fora dos campos antes de comemorar: a contratação do meia argentino Alejandro Faurlín estava sob investigação da FA e poderia custar a perda de pontos ao clube. Julgado, coube ao clube pagar uma multa como pena, enquanto o título e o acesso foram confirmados com a pontuação ganha em campo. Dentro das quatro linhas, o destaque ficou por conta do meia marroquino Adel Taarabt. Após sair do Tottenham sem deixar saudades, Taraabt tornou-se líder e referência técnica da equipe, apesar dos seus 22 anos.
Popularmente chamado de QPR, the Rangers ou the Hoops, o clube de 1882 é sediado em Shepherd’s Bush, oeste londrino. Sendo assim, a rivalidade com os vizinhos Chelsea, Fulham e Brentford é grande. Os quatro fazem os West London Derbies, que ultimamente estavam limitados aos duelos Chelsea x Fulham.
Apesar de tradição e torcida, o Queens Park Rangers não tem uma sala com fartura de taças. A maior delas veio em 1967, conquistada de forma épica. O QPR enfrentava o West Bromwich Albion pela final da Copa da Liga, num Wembley com quase cem mil torcedores. Até os quinze minutos do segundo tempo, o placar marcava 2-0 para o West Brom. Em trinta minutos incríveis, os Rangers marcaram três vezes e viraram uma decisão que parecia liquidada.
Embora a Copa da Liga seja o único torneio maior conquistado pelo clube, outras campanhas memoráveis marcam sua história. Com o melhor time de sua história, apenas um ponto separou o Queens Park Rangers do título inglês na temporada 1975-76, que acabou ficando com o Liverpool.
Outro vice notável viria seis anos depois, quando uma derrota para o Tottenham frustrou os sonhos da equipe treinada por Terry Venables conquistar a Copa da Inglaterra. Venables, aliás, saiu direto do Queens Park Rangers para o Barcelona, após um quinto lugar na temporada 1983-84.
Acostumado com a condição de time ioiô, disputou sua última temporada na Premier League em 1995-96. Nos últimos anos, o clube foi adquirido por um consórcio de investidores bilionários, como o magnata indiano do aço Lakshmi Mittal e os chefões da Formula 1 Flavio Briatore (que vendeu sua parte) e Bernie Ecclestone. Como se vê, embora não haja expectativas de contratações bombásticas a lá Roman Abramovich, dinheiro não deverá ser problema para o QPR.
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