Mostrando postagens com marcador Intervalo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Intervalo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Arena Juventus?

Foto: UOL
Thomas Visani, @thosqueira

Suposta obra da Arena Juventus na Rua Javari causa indignação em torcedores juventinos; até onde vale a pena substituir a tradição pela modernidade?

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Vai começar


Rodrigo Salvador, @novosomsalvador
De Curitiba-PR

Vai começar mais um texto com a frase “Vai começar o Brasileirão”:
Vai começar o Brasileirão! O campeonato mais equiliblablabla… A única coisa que importa é que é o campeonato mais fácil de acompanhar. Por uma feliz coincidência, ele é foda, e vale a pena escrever sobre ele, é tudo que importa. A culpa deste texto – e dos que seguirão – é toda do Mahani, esse falso amigo que, num momento de fraqueza meu, fingiu que gostou dos meus textos ano passado. Desgraçado. Tomara que o São Paulo seja rebaixado. Por outro lado, o Zezinho ajudou com os times-base desse texto. Tomara que o Grêmio seja campeão.

Vou começar metendo banca de quem já viu os 20 times jogarem pelo menos uma vez e botar aqui o ranking baseado no critério mais importante e embasado que conheço: eu memo. Sem chute mais ou menos, vai a lista ordenadinha. E vai comentada, que é pra eu poder rir de mim mesmo em dezembro. É o seguinte:

Foto: UOL
1. Santos

Neymar, esse bandido da luz monocromática. Raros os que não sofrem nos pés do moleque. E o desgraçado não machuca. Some-se a isso o Bom Mesmo, que finalmente voltou a jogar bem. Esses dois mais nove e pronto, temos um favorito no futebol brasileiro. Mas no meio dos nove tem Arouca, Drogborges, Tarrafael. Feliz de quem tirar ponto do Peixe.
Baleia: Neymaravilha
Lambari: Juan
Ozonze: Rafael; Fucile, Edu Dracena, Durval e Juan; Adriano, Arouca, Elano e Ganso; Neymar e Borges. Professor: Muricy Ramalho

Foto: Placar.abril.com.br

2. Fluminense

Olha ali ozonze do Flu. Fora a zaga, todo mundo é acima da média no Brasil. Esse Bruno, lateral direito, é um baita jogador. E ainda tem He-man e Wellington Nem (craque) no banco. Se o Flu não chega forte, então ninguém chega.
Laranja mecânica: Fred (vai te pegar)
Laranja podre: Gum
Ozonze: Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Leandro Euzebio e Carlinhos; Edinho, Jean, Thiago Neves e Deco; Rafael Sóbis e Fred. Professor: Abel Braga

Foto: LanceNET

3. Corinthians

O Corinthians é o principal obstáculo no caminho do Corinthians ao título. Se mantiver a resultabilidade do 1×0, uma hora ou outra a maionese desanda, o kissuco ferve e o caqui preteia. O Corinthians está atrás do Santos hoje em dois quesitos: Ousadia e alegria.
Athos, Porthos e Aramis: RalfePaulinho
Dartanhããã: Tite
Ozonze: Cassio, Edenilson, Chicão, Castan e Fabio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo e Jorge Henrique; William e Emerson. Professor: Tite

Foto: SPFC.terra.com.br

4. São Paulo

AI MELDELS O SAO PAULO EM QUARTO COMO ASSIM pois é gente, tem pouco time bom no Brasil, quem tem um ou outro #fera já tá em cima. E o São Paulo tem Lucas e Fabuloso, suficiente pra ganhar um jogo ruim em 1 minuto. Além disso, boa parte do que tinha de ruim no São Paulo saiu no começo do ano. Ainda não tá jogando bem, mas não falta tanto assim pra isso.
Santo: Lucas ex-Marcelinho
Demonho: Paulo Miranda
Ozonze: Dênis; Douglas, Paulo Miranda, Rhodolfo, Cortês; Denilson, Casemiro, Cicero, Jadson e Lucas; Luis Fabiano. Professor: Leão

Foto:UOL

5. Internacional

O Inter é um dos melhores times do Brasil no papel. Tem um técnico bom. Mas ainda assim não é confiável. Quinto no BR11, oitavas da Libertadores, Gauchão com final, é pouco pra esse elenco. O que falta? Sei lá.
Saci: Leandro Damigol
Mula sem cabeça: MO-LE-DO (tugududu, tugududu, uh!)
Ozonze: Muriel; Nei, Moledo, Índio e Kleber; Sandro Silva, Guiñazu, Oscar e D’alessandro; Dagoberto e Damião. Professor: Dorival Junior

Dedé é um cara legal pra caralho Foto: A bola.pt 
6. Vasco

PRO VASCÃO TUDO É MAIS SOFRIDO porque eles fazem questão. Desde o ano passado, o Vasco complica jogos importantes se fechando e bicudando a bola (se especializou nisso) ao invés de definir logo. E assim quase perdeu a Copa do Brasil (desde as quartas) e as oitavas da Libertadores contra o Lanús. Parece que o Vasco não confia em si mesmo.
Cruz de Malta: Dedé
Cruz Credo: Rodolfo
Ozonze: Fernando Prass; Fagner, Dedé, Rodolfo e Tiago Feltri; Nilton, Rômulo, Juninho Pernambucano e Diego Souza; Eder Luis e Alecsandro. Professor: Cristovão Borges

Foto: LanceNET

7. Grêmio

Na moral que a galera espera menos do Grêmio que um sétimo lugar. Mazolha, eu acho que tem um meio campo bem consistente. Precisa ajeitar a defesa, mas já tem em campo o suficiente pra superar as expectativas no Brasileiro. O que não pode é dar os moles que deu no Gauchão.
Imortal: Gilberto Silva de máscara
Natimorto: Werley
Ozonze: Victor; Edilson, Werley, Gilberto Silva e Julio Cesar; Fernando, Souza, Leo Gago e Zé Roberto; Kleber e Marcelo Moreno. Pofexô: Luxemburgo

Foto: Diário Flamengo

8. Flamengo

O Flamengo em 2012 é um gira-gira de um parquinho enlameado. Não dá pra confiar em nenhum jogador, nem no Papai Joel, nem na PILF. O melhor que o Flamengo tem pra largada do Brasileiro é a camisa.
Urubu: Bottinelli (sério)
Pardalzinho: Ronaldinho (mais sério ainda)
Ozonze: Felipe; Leo Moura, Welinton, David Braz e Junior Cesar; Willians, Botinelli, Renato Abreu e Ronaldinho, Vagner Love e Deivid. Professor: Joel Santana

Foto: LanceNET

9. Atlético-MG

Pra mim, se todo o elenco do Galo estivesse com outra camisa, seria vaga certa na Libertadores. Mas é o Galo. É um time muito forte pela direita, mas sofrível pela esquerda. A defesa funciona bem, mas a criação do time simplesmente não existe. O Galomailindomundo vai sair dessa fase uma hora ou outra; se for esse ano, pega Libertadores de boa.
Galo: Leãodro deusnizete
Galinha: Rafael Marques (o zagueiro, não o advogado (se bem que…))
Ozonze: Giovani, Marcos Rocha, Rafael Marques, Rever e Richarlyson; Pierre, Leandro Donizete, Danilinho e Escudero; André e Guilherme. Professor: Cuca

Foto: ECBahia.com.br

10. Bahia

O Bahia me agradou bastante. Tem uma disciplina tática que sarta aozóio. Vai dar bastante trabalho no Brasileiro, exceto quando o time não estiver completo. Devia largar a Copa do Brasil pra não complicar as primeiras rodadas.
De Aço: Falcão (não o campeão dos campeões, outro)
De Lata: Fahel
Ozonze: Marcelo Lomba; Coelho, Donato, Titi e Gerley; Fahel, Helder, Morais e Zé Roberto; Junior e Souza. Professor: Falcão

Foto: Figueirense

11. Figueirense

O Curioso Caso de Figueirense e Branco: o time tem um dos melhores ataques do país, ganha os dois turnos do estadual, perde o título (sim) e demite o técnico. Bizarríssimo. Vem Argel (AQUELE, o Fucks), que foi bem no Joinville, e tem um time bem digno pra treinar. O perigo pro Argel é começar bem o campeonato, porque aí o Figueira pode Fucks ele.
Furacão: Fernandeus
Peidinho: Guilherme Santos
Ozonze: Wilson; Pablo, Sandro, Canuto e Guilherme Santos; Toró, Tulio, Doriva e Fernandes; Augusto e Roni. Professor: Argel Fucks

Foto: UOL

12. Ponte Preta

A Ponte tá no nível do Figueira, com ataque forte e defesa temerosa. Só que, ao que tudo indica, já começa o campeonato sem o Cajá, e o ataque fica com Caio, Pimpão e Roger, sem reserva. Se perder esses também, aí complica, aí complica aí é gol, aí gol aí é o gol dado, gol da Inglaterra. Por hora, a Ponte é favorita ao título de Robin Hood do Roubrasileirão. 
Chita: O meio vai ter Cajá? Então Cajá. Senão, Caio
Monga: Ferron
Ozonze: Bruno Fuso; Guilherme, William Magrão, Ferron e Uendel; João Paulo, Cicinho, Somália, Caio e Renato Cajá; Roger

Foto: UOL

13. Botafogo

Dos 20, o Botafogo foi o último a perder no ano. OH! Mas chegou uma hora que tava com tipo 12 vitórias e 11 empates, algo assim. O Botafogo tem um problema difícil de corrigir: superestima Fabios Ferreiras, Márcios Azevedos e Antonios Carloses. Tem vários bons valores, mas não percebe o prejuízo que os ruins causam.
Estrela: Renato (não, não esqueci do Loco nem do Jefferson, é o Renato mesmo)
Anã-branca: Márcio Azevedo
Ozonze: Jeferson; Lucas Zen, Antonio Carlos, Fabio Ferreira e Marcio Azevedo; Renato, Maicosuel, Andrezinho e Elkeson; Herrera e Loco Abreu. Professor: Oswaldo Oliveira

Foto: LanceNET

14. Coritiba

Em fevereiro/março, o Coxa jogava futebol de lanterna. Em abril, evoluiu pra 17º. Hoje, já dá pra pensar em não cair. Contratou um caminhão de gente e só usa um no time titular. Ainda vai ter obrigatoriamente que substituir o Tcheco, e do jeito que vem contratando…
Coxa e sobrecoxa: Emerson
Pele: Aquino
Ozonze: Vanderlei; Jonas, Emerson, Demerson e Lucas Mendes; Junior Urso, Gil, Everton Ribeiro e Lincoln; Roberto e Everton Costa. Professor: Marcelo Oliveira.

Foto: Yahoo

15. Palmeiras

Em 2011, Felipão fez milagre conseguindo 44 pontos com o Palmeiras. Em 2012, a diretoria pretende repetir o desempenho. É difícil imaginar esse Palmeiras jogando bem, e vai caber de novo ao Felipão arranjar uns empates estratégicos pra segurar o time na Série A.
Palestrino: Barcos
Siciliano: vish, vai o Mauricio Ramos
Ozonze: Bruno; Cicinho, Mauricio Ramos, Henrique e Juninho; Marcio Araujo, Marcos Assunção, Valdivia e Daniel Carvalho; Maikon Leite e Barcos. Professor: Felipão

Foto: GloboEsporte.com

16. Atlético-GO

Do ano passado pra cá, ficaram no Dragão: Márcio (o Rogério Ceni/Marcos deles), Pituca, Marcão. O reforço mais importante do time foi o Joílson. E ainda trazem Adilson Batista. Dragão só pode estar com saudades da Série B. A questão é que TODO ANO o time entra pra cair e não cai.
Shiryu: Pituca
Shun: Paulinho
Ozonze: Márcio, Rafael Cruz, Gilson, Paulo Henrique e Paulinho; Pituca, Naldino, Bida e Elias; Felipe e Diogo Ramos. Professor: Adilson Batista

Foto: Sport Recife notice

17. Sport

A primeira vez que vi o Sport, o time jogou bem (contra o Náutico). Aí começou a definhar e precisei ver de novo a cagada. Apanhou pro time fraco do Paysandu em casa, não à toa. Agora ainda perde o Marcelinho Paraíba (pensando bem, isso é um ponto positivo (MUITO positivo)). Nem o maior trunfo do Sport, a Ilha do Retiro, assusta mais.
Leão: (RESERVA DI) Magrão
Ratinho: Marquinhos Gabriel
Ozonze: Magrão; Edcarlos, Aílson, Bruno Aguiar e Moacir; Diogo, Rivaldo, Marquinhos Gabriel e Hamilton; Jael e Jheimmy. Professor: Mazola

Foto: DomTotal.com

18. Cruzeiro

O Cruzeiro dá continuidade ao projeto iniciado ano passado, da busca pelo título da Série B do Brasileirão. Acho certo, na Série A tem sido sempre 3º, 4º, 5º, Libertadores também nunca ganha, agora até o Mineiro largou pra focar num título diferente. Do jeito que vem jogando, o projeto parece bem orientado na cabeça de cada jogador. Podemos confiar na Raposa.
Raposa: Victorino (sou fã)
Hiena: Anselmo Ramon
Ozonze: Fabio; Diego Renan, Leo, Victorino e Everton; Leandro Guerreiro, Amaral, Marcelo Oliveira e Montillo; Wellington Paulista e Anselmo Ramon. Professor: Celso Roth

Foto: UOL

19. Náutico

Naútico, meu caro: Você subiu com dificuldade. Você tem problemas pra montar um time nível Série A. O que é que te leva a especular gente como Domingos?! Amigão, sinto muito, mas teu lugar tá guardado.
Gambá-de-orelha-branca: Tiuí
Gambá-surdo: pode escolher, mas sugiro Souza (AQUELE ex-Palmeiras)
Ozonze: Gideão; Ananias, Marlon, R. Alves e Jeferson; Elicarlos, Derley, Souza e Ramon; Siloé e Tiuí . Professor: Alexandre Gallo

Foto: Diário lusitano

20. Portuguesa

A Barcelusa, na Série A, não ficaria abaixo do 10º lugar. FROXO. O time desse ano é o pior dos 20 nesse momento, e só vai pontuar no erro alheio nas primeiras rodadas. O lado bom é que as faixas da Leões da Fabulosa desviraram.
pt: Rai
pt-br: Maylson
Ozonze: Gledson; Ricardo, Renato, Rogério e Rai; Mateus, Boquita, Maylson e Wilson Matias; Ananias e Rodriguinho. Professor: Geninho.


“Ai Salvador ce tá louco tal time em tal posição”. Tô mesmo. Por isso que escrevi e te mostrei o texto. Porque eu quero rir disso tudo aí. Eu espero rir pelo menos 38 vezes, daqui até dezembro. Teje convidado.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Intervalo: Paixão correspondida?

Últimos instantes do grande Palmeiras - Libertadores 2009 v Nacional (Terra)
Felipe Portes, @portesovic
De São Paulo-SP

Vocês vivem dizendo que o Palmeiras adora passar anos e anos inglórios à espera de novas conquistas que possam significar algo no hall de troféus e batalhas míticas no salão nobre da Turiassu. Nesta atual fase, já somamos três longos anos sem uma mierda de una taça. Na minha concepção, conto como 11, já que a Libertadores é que é competição de verdade, não um campeonato regional.

Alguns amigos sempre discordam, alegando que comemorei loucamente aquele triunfo sobre a Ponte Preta num Palestra Itália lotado, lá de longe da pequena Ourinhos. Comemorei, claro, como haveria de fazer. Fruto de uma vitória brilhante sobre o São Paulo nas semifinais, o Verdão (em um dos últimos atos que de fato mereceu esta alcunha) passeou em Campinas e deu show na Capital para o embate derradeiro. 

Comemorei loucamente sim, um grito de é campeão após nove anos insossos em que vi um rebaixamento, algumas goleadas vexatórias (queime no inferno, Vitória) e nem posso dizer que brigamos por alguma competição neste meio tempo, pois estaria mentindo. Me acostumei a ver elencos patéticos, com jogadores lamentáveis e desculpas pouco aceitáveis de dirigentes asquerosos que só afundaram a instituição. 

Naturalmente, viramos a quarta força do estado. Foi preciso a chegada da obscura Traffic para que um plantel DECENTE fosse construído, trazendo também a onda de piadinhas como "ah, o Palmeiras se fosse uma banda, seria o Aerosmith, só aparece quando tem uma boa parceria", Palmeiras/Parmalat da década de 1990 e outras anedotas incitadas por hereges que certamente verão seus amados pavilhões caírem em desgraça um dia. 

Voltando a 2008, falhamos vergonhosamente na tarefa de buscar o Brasileirão após 14 anos, mas ao menos poderíamos contar com um grupo equilibrado. Um bom Kléber, o paredão Cavalieri, o Mago Valdívia, até mesmo um Alex Mineiro, um Diego Souza e um Léo Lima, reflexos de uma torcida desesperançosa. Para 2009, voltaríamos à Libertadores com um esquadrão "redondinho" e com chances reais, sem os vexames corriqueiros contra o São Paulo, nêmesis palmeirense no certame sulamericano. Que pensar além de um "chegaremos lá"?

Deixamos de ser chacota por alguns bons meses e a campanha sofrida na América atestava este fato. Claro que nos aproveitamos do fato do querido Corinthians ter provado do descenso, apesar de ter sido difícil permanecer futebolisticamente são durante a hegemonia tricolor. Torcedor que é torcedor de verdade não se irrita quando seu time perde sempre. Perde a paciência quando os jogadores não demonstram empenho, o que pode sim acabar com paixões pelas cores ou até mesmo pelo esporte. Os bons resistiram, os bons acreditaram em novos tempos.

A melhor fase do Palmeiras coincidiu com a até então melhor fase da minha vida. Entrei na faculdade, conheci uma porrada de gente da melhor qualidade (e também da pior, como os inesgotáveis Marcelos que surgiam), aprendi uma porção de coisas pra levar até a terceira idade e mais do que nunca, descobri dois dos grandes amores da minha vida: o jornalismo e a cerveja. Estava ciente de que seria um período inesquecível da juventude, a cada dia que passava. O Verdão colaborava, com muito esforço.

Primeiro momento memorável: fui ver o embate decisivo da primeira fase contra o Colo-Colo numa padaria na cidade onde estudei, a gloriosa Assis. Fugi da aula devidamente uniformizado e me juntei a um bom número de palestrinos fanáticos e evidentemente tensos com os 90 minutos que viriam. Do lado chileno, caras como Lucas Barrios, Macnelly Torres, Sanhueza, Figueroa (que posteriormente ocupou de forma lazarenta a lateral esquerda alviverde, desgraçado) nos davam a impressão de que a tarefa de sair de Santiago com a vaga nas mãos era mais difícil do que o esperado. E assim foi...

Tive de ir embora antes do apito final e já estava crente que estávamos fora, quando chega uma mensagem no celular avisando do milagre operado por Cleiton Xavier. Petardo de longa distância, golaço, oitavas, chupa essa manga, chilenada. O próximo adversário era o encardido Sport de Magrão, Durval, Ciro e a temível Ilha do Retiro.

Lá fui eu fugir da aula pra viver aquele amor doentio. Cerveja atrás de cerveja e na partida de volta meu coração parecia que sairia pela boca. Os gritos inflamados a cada ataque desperdiçado do Leão da Ilha eram o prenúncio de que se tudo terminasse bem aquela noite, seria no alto da ebriedade e da rouquidão. Pênaltis. Puta que pariu. Em Libertadores e com Marcos na meta, confiamos. Confiamos tanto que no fim foram três penalidades salvas pelo santo palestrino, que injustamente ainda não foi canonizado.

Pressentia que aqueles tempos de criança, quando nós dominávamos algo no Brasil e na América, voltariam. Nas quartas, um Nacional sem grandes estrelas. Com um empate medonho dentro do Palestra, por 1-1, o alviverde se viu obrigado a vencer em Montevidéu para avançar e enfrentar o Estudiantes que viria nas semis.
Teria de passar por mais alguns momentos de tensão adiante. Pois é...

Quarta-feira, 17 de junho de 2009: o dia em que o Palmeiras deixou de ser grande. Com a formação titular, não soubemos passar pela barreira uruguaia característica na defesa. Nem preciso dizer que fugi da faculdade outra vez pra sofrer com o meu time. Uma noite fria, lembro bem. Tive de acompanhar pela internet a peleja, não tinha TV a cabo. Quanto mais difícil fosse pra ver o jogo, maior seria a recompensa e a emoção. Entretanto, naquela noite em especial o alviverde resolveu se acanhar, se apequenar diante dos frágeis mandantes.

A prova de que tudo iria por água abaixo cedo ou tarde foi o sumiço de Keirrison (apareceu e sumiu para o futebol mais rápido que o rapa na feira, pipoqueiro de merda) e a quase consagração de Obina, que perdeu um gol na frente da trave direita do Nacional.

Desde então, tudo que tenho visto foi covardia, dentro e fora dos gramados. Perdemos um título nacional que estava mais fácil que tomar doce de criança, investimos milhões em caras que não valiam nem o meu desodorante, tomamos goleadas significativas e perdemos a esperança no sucesso. Não adiantou nem trazer Felipão, tão ídolo quanto São Marcos. Hoje o Palmeiras é um filme triste que insisto em assistir, uma novela que tem um capítulo positivo para cada cem de total desgraça.

Já tentei deixar essa paixão de lado, mas esse troço que me consome. Estamos carentes de ídolos que façam por onde, de atletas que valorizem mais a história que podem ter do que os cifrões. É um amor tão ingrato e doído, mas depois de um ou dois fins de semana de dor, lá estou eu no estádio torcendo outra vez. Outra vez vi um comercial da fornecedora de uniformes que falava sobre o Palmeiras ser "uma paixão correspondida". Analisando friamente num momento isolado, discordo.

Especialmente nos últimos 10 anos, tem sido como amar alguém que você sabe que nunca vai te ligar, que dificilmente vai olhar no seu olho e dizer tudo o que você quer ouvir. Mais do que um "eu te amo", Palmeiras, eu quero ouvir um "É campeão". Enquanto isso não acontecer de novo, considere nosso relacionamento como em espera. Você e as outras garotas que deixam o amor em segundo plano.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Intervalo: Nação Castolo

Castolo, lenda absoluta dos videogames de futebol (Corazón Blanco)
Por Felipe Portes

Todo moleque ou até mesmo adulto que joga futebol no videogame, deve ter ouvido falar ou jogado sequer uma única vez com Castolo. Não sabe de quem estou falando? Shame on you! Vou explicar. Os fãs de Winning Eleven, agora conhecido como Pro Evolution Soccer estão habituados com este nome desde os primórdios, mais precisamente desde o WE4, lançado em 1999 para Playstation e com muitas adaptações (entenda hacks) de Campeonato Brasileiro, Argentino, Peruano, Liga dos Campeões, whatever.

Nesta edição do querido joguete, foi incorporado um modo chamado Master League, onde o jogador poderia escolher um time, mas sem seus jogadores originais e sim uma equipe de desconhecidos como Ivanov, Cellini, Hespimas, Miranda, Barrota e Castoro. Tremendamente pernas de pau, os jogadores eram intencionalmente de baixo nível para aumentar o desafio do pobre garoto que tentasse subir de divisão ou vencer a liga.

Começando com este plantel esquisito, você acumulava pontos de acordo com seus resultados e podia contratar atletas com mais renome ou qualidade. Contudo, o MITO envolvendo os cabeças de bagre originais crescia a cada edição nova lançada pela Konami. Saltando de plataforma do PS1 para o PS2, vimos uma pequena mudança no esquadrão default. Os nomes iam transmutando aos poucos. Castoro virou Castolo, Miranda virou Minanda, Hespimas agora era Espinas e o pobre Barrota terminou como Ordaz. Entre outras alterações, alguns atletas foram criados e outros deletados. Foi o caso de Cellini, ou Celnili. Nem isso foi capaz de diminuir o amor dos fanáticos jogadores pelo modo.

O grande salto veio no WE8/PES4, onde você poderia criar um time completamente novo, utilizando-se destes paspalhões. Variam muito os depoimentos de pessoas que iam até o fim (entenda ultrapassar a marca de vinte anos de jogo na ML) com Castolo and the Wailers. É nesse universo que nosso texto aborda. A mitificação do ruim, do controverso. Quem é fã de Winning Eleven, certamente terá uma opinião formada sobre os DEFAULTS. Da minha parte, devo dizer que aprecio o futebol de Ivarov, Valeny e Jaric. Ximelez me parece lento, Espinas cansa rápido e Castolo é o herói inesperado. Quase um Chapolin Colorado. 

Valeny, o Odvan dos fanáticos por WE/PES em time criado por internauta (Forum PESfan)
São muitos os times criados e a fantasia que gira em torno do modo Master League é algo que só o futebol poderia proporcionar. É como se o seu time da rua pudesse encarar um Barcelona, um Milan. Este que vos escreve de fato possui um time "da rua" no jogo. O Unidos United já tem quase seis anos de história e coleciona histórias engraçadas (fruto de uma mente criativa e insana), tema para outro texto. 

Para todo grande time que vira emergente no futebol virtual, é preciso que haja um Castolo, um Valeny, um Ordaz, um Minanda ou até um Ruskin. Começar daí é uma prova de que você não tem medo dos grandes desafios, das grandes partidas ou até de frustrações que o jogo possa trazer, como o rebaixamento ou a permanência em divisões inferiores. 

Mais uma de Castolo, o "Romário dos oprimidos"
Quem de vocês já não marcou um golaço de bicicleta, de cobertura, de voleio, com o Castolo? Quantos não vibraram e pularam ao fazer um gol de falta numa cobrança sem expectativas de Minanda? (Parecido com Figo, o meia português é marrento e talentoso, mas sofre do mal do chinelinho) Quem nunca chamou Ivarov de frangueiro, Stremer de lento e Ordaz de pipoqueiro? Para cada jogador, uma história diferente, um título inacreditável e sobretudo, um título ou proeza memorável.

Inserido no folclore dos videogames e suas fábulas, tudo indica que Castolo e seus colegas ainda terão carreira longa a traçar nos cada vez mais impressionantes títulos da Konami, seja em japonês ou em inglês. Se você é da Nação Castolo, junte-se a nós. Se ainda não é, não perca mais tempo e jogue algumas horinhas fora descobrindo o charme da Master League. Com o Unidos United, Barcelona ou Zenit St. Petersburg, teste sua habilidade ao iniciar com o plantel default. Entretanto, esteja preparado para xingar um pouco. 

Comente e compartilhe alguma história das suas jogatinas! 

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Intervalo: Chegamos ao fim

Por Dimayma Belloni

Cansei! Preciso desabafar, é melancólico admitir o fim de uma história de amor, mas as pessoas precisam saber como você me decepcionou. Esse romance começou bem cedo, na verdade nem lembro quando, ou como foi. Sei apenas que quando me dei conta, já estava completa e perdidamente apaixonada!

Pensava o tempo todo em você, dormia e acordava com vontade de te ver, fazia absurdos, saía por aí sozinha, gastava meu dinheiro... tudo por você. Não serei ingrata. Admito que durante muitos anos esse amor foi recíproco.

Você me deu tantas alegrias! Me arrepio só de pensar em cada momento nosso de felicidade, em como você me deixava extasiada, por vezes até mesmo exausta, mas eu adorava tudo aquilo. Enfrentei chuva, sol, ficava em pé e sem comer por horas só pra te ver mais de perto. Tudo era festa! Era um tesão delicioso! Mas aí, o tempo passou e não sei explicar o que aconteceu com a gente.

Não sei se amadureci demais e as coisas acabaram perdendo o encanto, ou se fiquei intolerante e passei a não admitir mais seus erros... Sei que é triste, e como diz aquele samba, “chegamos ao fim/tá doendo sim...”

Hoje em dia, por mais que eu me esforce na tentativa de manter nossa relação, não rola mais. Ao seu lado, as horas se arrastam, tudo é chato, monótono e previsível. Eu não consigo. 

Fico te olhando e chega a doer ver em no que se transformou. Você ficou ganancioso e arrogante, só quer saber de ganhar dinheiro e acha que é melhor que todo mundo. Cadê aquela magia, aquela paixão? O que aconteceu com sua vontade de brincar na chuva, de sair por aí divertindo as pessoas? Seu jeito malandro, maroto, moleque... era tão mais charmoso do que esse ar empreendedor que você vestiu.

E agora, pergunto: o que vai ser da gente? Como vamos ficar daqui pra frente? Você vai deixar que eu continue por aí me distraindo com outros? Como eu queria que nos entendêssemos, que tudo voltasse a ser como era antes e você, Futebol, voltasse a ser o grande amor da minha vida.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Intervalo: A seleção mais letal do Mundial Feminino

Por Felipe Portes

Bem se sabe que a Copa do Mundo Feminina é repleta de atletas que também podem ser modelos nas horas vagas. Nunca foi tão fácil parar e ver dois times de 11 correndo atrás da bola, sem temer o famoso close da câmera, nas transmissões.

Machistas como somos, é questão de tempo até que elaboremos uma seleção das mais belas que desfilam neste torneio. Para quem pensa que é uma tarefa fácil, digo-lhes que sobra opções para todas as funções táticas e até há disputa pelo banco de reservas. Dou-me o direito de escalar meu time, com os meus critérios próprios de beleza e não levando em conta se a jogadora disputou ou não algum jogo. Pode chamar de Miss Copa do Mundo, e como nosso negócio é futebol e não moda, cada uma ganha seu papel dentro do gramado. Em esquema 4-4-2, eis o meu grupo:

Goleira: Hope Solo - EUA (hors-concours)
O amigo leitor há de convir que qualquer seleção de futebol feminino tem de contar com Solo no gol. Melhor goleira e pedaço de mau caminho, a americana é unanimidade desde as Olimpíadas de 2004. Segura e toda produzida, Hope não poderia não guardar as metas da minha equipe. Atualmente joga no Boca Raton MagicJack, dos EUA. Importante ressaltar que ela é a capitã deste "catado".

Zagueira: Marita Skammelsrud Lund - Noruega
Marita cansou de levar dribles de Cristiane na partida válida pela primeira fase, mas não podemos jamais esquecer a sua bravura, seus lindos olhos e seus cab... sua boa capacidade de marcação. Vale a pena assistir aos jogos do selecionado norueguês para prestigiar a moçoila. Lund emana seu charme o resto do ano pelo Kvinner, de sua terra natal.

Zagueira: Corine Franco - França 
É importante ressaltar que haviam fotos mais ousadas de Franco, por aí. Mas como este blog é de respeito, utilizo esta, que é carregada de charme. Corine é uma das estrelas da seleção francesa, que faz boa campanha no Mundial. Encarregada de manter a cozinha arrumada (não poderia perder essa), assume o posto de zagueira deste selecionado. Como se pode perceber, joga pelo Olympique Lyonnais.

Lateral: Ellyse Perry - Austrália
Vinte anos, toda bonitinha, habilidosa e com uma peculiaridade: Ellysa Perry também joga pela seleção nacional de cricket! Com cara de atriz de Hollywood, foi reserva na maior parte do tempo deste Mundial, entrando como titular apenas contra a Suécia (poooxa, treinador!). Disputando as Copas do Mundo dos dois esportes, Perry não poderia ficar de fora desta postagem. Atualmente, joga futebol pelo Camberra United, da Austrália.

Lateral: Alex Krieger - EUA
Um dos destaques da lateral americana na partida contra o Brasil, Krieger fez uma partida exuberante. Tanto com a bola nos pés, quanto com as mãos levadas ao cabelo. A musa que fecha o setor defensivo desta escalação, está sem clube, ora só! Montarei um time do meu prédio, para que ela treine aqui em casa.


Volante: Laure Boulleau - França
Ah, a mulher francesa... Laure Boulleau é a responsável pela contenção e criação das bleus nesta Copa, envergando a camisa número 3, que já foi de Maldini. Ou Maldini teria vestido a 3 que seria de Boulleau? Difícil decidir. Fato é que a boa campanha francesa passa pelos pés desta loirinha de 1,59m que tem contrato com o Paris Saint-Germain.

Meia: Madeleine Giske - Noruega
Cérebro da seleção norueguesa, Madeleine Giske é veloz e apresenta bons passes. Características fundamentais para uma boa jogadora do meio campo. Quem acompanhou a peleja das escandinavas contra o Brasil, pode notar que uma das únicas que corriam e participavam ativamente da criação era justamente Giske. A camisa 13 da Noruega atualmente joga pelo Arna-Bjornar, do seu país.

Meia: Alex Morgan - EUA
A camisa 10, a favorita, a protegida deste que vos escreve. Alex Morgan causou furor ao adentrar o relvado contra o Brasil, na segunda etapa. Com seus gracejos e leveza ao caminhar, a lindinha deu mobilidade ao setor de meio campo dos EUA, no memorável duelo das quartas de final. Antes que este parágrafo vire um pedido de casamento, informo que Morgan joga pelo Western New York Flash.

Meia: Gaetane Thiney - França 
Thiney já posou de modelo juntamente com Corine Franco, antes da campanha da Euro-2009. Alternando entre as tarefas de meia ofensiva e atacante, Gaetane veste o manto francês com muita garra. Versatilidade é a palavra chave para definir esta atleta. Joga pelo Juvisy, da França.

Atacante: Jonelle Filigno - Canadá
Atacante titular desta equipe, Jonelle é a musa inspiradora do Canadá. Se disputasse concursos de beleza, certamente rivalizaria com as mais belas canadenses. Com calibre para brigar com Cobie Smulders, a mais célebre da terra de Celine Dion e Bryan Adams, Filigno foi presença constante durante a discreta campanha de sua nação nesta Copa. Eliminada precocemente ou não, ela ficará nos corações de muitos torcedores. Não é, @dsleite? Ela é vinculada ao time da universidade de Rutgers, nos EUA.

Atacante: Amy Rodriguez - EUA
Foi difícil, árduo e complicado ter escolhido a última atleta desta seleção. Fiquei entre Landstrom, da Suécia e a própria Rodriguez. Mas me lembrei do encanto que fui sujeito ao assistir aos jogos dos EUA e ver Amy, centroavante assim como tento ser. Americana no jeito de ser, de agir e até de ter sua função bem realizada em campo, Rodriguez integra um elenco quase perfeito, seja no primor técnico ou na beleza. Leva a camisa 9 pela simpatia. Joga pelo Philadelphia Independence.

*A pesquisa para a escolha das jogadoras foi demorada e criteriosa. Além das partidas televisionadas, este que vos escreve passou horas a fio no site da FIFA levantando ficha por ficha das nações participantes. Não suficiente selecionar atleta x ou y, consultei também as fotos presentes no Google para chegar a um consenso. Confesso que foi trabalhoso, mas realizei a tarefa com muito gosto. Afinal, mulher que joga futebol, por si é um charme..