terça-feira, 12 de julho de 2011

Intervalo: A seleção mais letal do Mundial Feminino

Por Felipe Portes

Bem se sabe que a Copa do Mundo Feminina é repleta de atletas que também podem ser modelos nas horas vagas. Nunca foi tão fácil parar e ver dois times de 11 correndo atrás da bola, sem temer o famoso close da câmera, nas transmissões.

Machistas como somos, é questão de tempo até que elaboremos uma seleção das mais belas que desfilam neste torneio. Para quem pensa que é uma tarefa fácil, digo-lhes que sobra opções para todas as funções táticas e até há disputa pelo banco de reservas. Dou-me o direito de escalar meu time, com os meus critérios próprios de beleza e não levando em conta se a jogadora disputou ou não algum jogo. Pode chamar de Miss Copa do Mundo, e como nosso negócio é futebol e não moda, cada uma ganha seu papel dentro do gramado. Em esquema 4-4-2, eis o meu grupo:

Goleira: Hope Solo - EUA (hors-concours)
O amigo leitor há de convir que qualquer seleção de futebol feminino tem de contar com Solo no gol. Melhor goleira e pedaço de mau caminho, a americana é unanimidade desde as Olimpíadas de 2004. Segura e toda produzida, Hope não poderia não guardar as metas da minha equipe. Atualmente joga no Boca Raton MagicJack, dos EUA. Importante ressaltar que ela é a capitã deste "catado".

Zagueira: Marita Skammelsrud Lund - Noruega
Marita cansou de levar dribles de Cristiane na partida válida pela primeira fase, mas não podemos jamais esquecer a sua bravura, seus lindos olhos e seus cab... sua boa capacidade de marcação. Vale a pena assistir aos jogos do selecionado norueguês para prestigiar a moçoila. Lund emana seu charme o resto do ano pelo Kvinner, de sua terra natal.

Zagueira: Corine Franco - França 
É importante ressaltar que haviam fotos mais ousadas de Franco, por aí. Mas como este blog é de respeito, utilizo esta, que é carregada de charme. Corine é uma das estrelas da seleção francesa, que faz boa campanha no Mundial. Encarregada de manter a cozinha arrumada (não poderia perder essa), assume o posto de zagueira deste selecionado. Como se pode perceber, joga pelo Olympique Lyonnais.

Lateral: Ellyse Perry - Austrália
Vinte anos, toda bonitinha, habilidosa e com uma peculiaridade: Ellysa Perry também joga pela seleção nacional de cricket! Com cara de atriz de Hollywood, foi reserva na maior parte do tempo deste Mundial, entrando como titular apenas contra a Suécia (poooxa, treinador!). Disputando as Copas do Mundo dos dois esportes, Perry não poderia ficar de fora desta postagem. Atualmente, joga futebol pelo Camberra United, da Austrália.

Lateral: Alex Krieger - EUA
Um dos destaques da lateral americana na partida contra o Brasil, Krieger fez uma partida exuberante. Tanto com a bola nos pés, quanto com as mãos levadas ao cabelo. A musa que fecha o setor defensivo desta escalação, está sem clube, ora só! Montarei um time do meu prédio, para que ela treine aqui em casa.


Volante: Laure Boulleau - França
Ah, a mulher francesa... Laure Boulleau é a responsável pela contenção e criação das bleus nesta Copa, envergando a camisa número 3, que já foi de Maldini. Ou Maldini teria vestido a 3 que seria de Boulleau? Difícil decidir. Fato é que a boa campanha francesa passa pelos pés desta loirinha de 1,59m que tem contrato com o Paris Saint-Germain.

Meia: Madeleine Giske - Noruega
Cérebro da seleção norueguesa, Madeleine Giske é veloz e apresenta bons passes. Características fundamentais para uma boa jogadora do meio campo. Quem acompanhou a peleja das escandinavas contra o Brasil, pode notar que uma das únicas que corriam e participavam ativamente da criação era justamente Giske. A camisa 13 da Noruega atualmente joga pelo Arna-Bjornar, do seu país.

Meia: Alex Morgan - EUA
A camisa 10, a favorita, a protegida deste que vos escreve. Alex Morgan causou furor ao adentrar o relvado contra o Brasil, na segunda etapa. Com seus gracejos e leveza ao caminhar, a lindinha deu mobilidade ao setor de meio campo dos EUA, no memorável duelo das quartas de final. Antes que este parágrafo vire um pedido de casamento, informo que Morgan joga pelo Western New York Flash.

Meia: Gaetane Thiney - França 
Thiney já posou de modelo juntamente com Corine Franco, antes da campanha da Euro-2009. Alternando entre as tarefas de meia ofensiva e atacante, Gaetane veste o manto francês com muita garra. Versatilidade é a palavra chave para definir esta atleta. Joga pelo Juvisy, da França.

Atacante: Jonelle Filigno - Canadá
Atacante titular desta equipe, Jonelle é a musa inspiradora do Canadá. Se disputasse concursos de beleza, certamente rivalizaria com as mais belas canadenses. Com calibre para brigar com Cobie Smulders, a mais célebre da terra de Celine Dion e Bryan Adams, Filigno foi presença constante durante a discreta campanha de sua nação nesta Copa. Eliminada precocemente ou não, ela ficará nos corações de muitos torcedores. Não é, @dsleite? Ela é vinculada ao time da universidade de Rutgers, nos EUA.

Atacante: Amy Rodriguez - EUA
Foi difícil, árduo e complicado ter escolhido a última atleta desta seleção. Fiquei entre Landstrom, da Suécia e a própria Rodriguez. Mas me lembrei do encanto que fui sujeito ao assistir aos jogos dos EUA e ver Amy, centroavante assim como tento ser. Americana no jeito de ser, de agir e até de ter sua função bem realizada em campo, Rodriguez integra um elenco quase perfeito, seja no primor técnico ou na beleza. Leva a camisa 9 pela simpatia. Joga pelo Philadelphia Independence.

*A pesquisa para a escolha das jogadoras foi demorada e criteriosa. Além das partidas televisionadas, este que vos escreve passou horas a fio no site da FIFA levantando ficha por ficha das nações participantes. Não suficiente selecionar atleta x ou y, consultei também as fotos presentes no Google para chegar a um consenso. Confesso que foi trabalhoso, mas realizei a tarefa com muito gosto. Afinal, mulher que joga futebol, por si é um charme..

segunda-feira, 11 de julho de 2011

É difícil ser Marta

Marta é marcada de perto pela americana Shannon Boxx,
 em partida épica deste domingo (GloboEsporte.com)
Por Felipe Portes

Em partida dramática nesta tarde de domingo, na cidade de Dresden a Seleção feminina de futebol foi eliminada da Copa do Mundo, pelas mãos e pés das meninas dos EUA. Um gol contra madrugador de Daiane aos dois minutos da primeira etapa, enervou as atletas brasileiras que com muito custo igualaram o marcador. Foi numa penalidade cobrada por Marta, na segunda tentativa (a primeira cobrada de forma displicente por Cristiane) que o Brasil conseguiu empatar a peleja. 

O segundo tempo foi conturbado e cheio de oportunidades para o lado amarelo, mas tivemos de assistir a mais meia-hora de um bom (e cansado) futebol. Seguia a igualdade no placar e a apreensão da torcida. A goleira/fenômeno/mulher maravilha Hope Solo fechou a meta e apesar de sofrer um gol besta no início da prorrogação, mais um de Marta, impediu dezenas de ofensivas tupiniquins. 

É justo se dizer que além da camisa 10 brasileira, apenas Érika, Fabiana e Cristiane estavam lúcidas em campo. A última, nem tanto, abusando demais das jogadas individuais. Rosana também tentou decidir a parada sozinha e por fim saiu pela linha de fundo com bola e tudo. Tudo ia muito bem, muito lindo, Brasil sonhando com o título -já que as donas da casa, as alemãs foram eliminadas pelo Japão- até que Megan Rapinoe (Luciano do Valle experimentou dizer Rapinói, Rampino, Rapini, Rampini, Rapinoé, Rapino) acertou cruzamento milimétrico na cabeça da grandalhona Abby Wambach. Wambach se aproveitou do momento "caça-borboletas" da ótima Andréia e empatou, restando dois minutos para o final do tempo extra. 

Depois disso, você já sabe que as Yankees venceram por 5 a 3, pênalti perdido por Daiane, em inferno astral. Mas vamos ao que realmente interessa neste texto, a protagonista desta competição e quiçá do esporte em si: Marta. Nunca foi tão insuportável ser ídolo no país quanto agora. 

Numa modalidade pouco vista pelo público mundial (salvo EUA, e alguns países europeus) Marta é a referência de bom futebol, talento e mágica como nem Mia Hamm, ex-estrela americana um dia conseguiu ser. Birgit Prinz era uma das rivais da brasileira, mas se aposentou após esta Copa. Como se não bastasse a falta de apoio que as meninas recebem, (não se iluda que futebol feminino "pegou" no Brasil) a forma como elas são menosprezadas chega a dar enjôo nos verdadeiros amantes do esporte.

Quem gosta de bom futebol, deveria no mínimo admirar Marta, assim como as outras equipes top. Alemanha, Noruega, Suécia e EUA praticam bom futebol, é fato. Mas o desconhecimento de quem assiste leva a comentários exagerados e equivocados de que quando o Brasil atropelou as norueguesas na primeira fase, o adversário era fraco. As nórdicas venceram o primeiro Mundial feminino...

Uns dizem que futebol feminino só pode ter atletas bonitas. Outros dizem que é quase uma aula de educação física transmitida para o mundo todo. Baita bobagem. Após esta derrota para os EUA, ouviu-se uma pequena quantidade de pessoas minimizando os feitos da nossa protagonista, que pode não ser tão bonita quanto Alex Morgan, Jonelle Filigno (musa eterna do colega Daniel Leite, @dsleite), Hope Solo, Alex Krieger ou Marita Lund. Mas a sua capacidade de destruir a marcação adversária, definir confrontos e carregar a bola sem ser desarmada é algo fascinante, encantador, de outro mundo.

Desde 2004, porém, Marta vem colecionando insucessos (importante que esta palavra seja usada, ao invés de fracasso). Foram duas Olimpíadas e duas Copas do Mundo. Mesmo ganhando prêmios e mais prêmios, grande parte da "torcida" taxa a atleta e suas companheiras como "campeãs do quase". Cruel, desnecessário e pejorativo para quem tanto briga pela exposição da modalidade no país. 

Marta sofre do mal de "sumir em decisão"? Não. Melhor em campo, melhor do torneio e contribuiu muito com o restante das companheiras que infelizmente não estavam em bom dia. Assim como Zico, mas de uma forma mais ativa, ela ainda é marcada para muitos brasileiros como "a jogadora que não ganha Copas", quando deveria ser ídolo.

É difícil ser a melhor jogadora do mundo, talvez de toda a história do futebol feminino. É difícil ser a melhor em campo em quase todos os jogos, mas ter um time que simplesmente não acompanha o ritmo ou não tem poder de decisão. É difícil ser Marta...

sexta-feira, 8 de julho de 2011

A volta do Queens Park Rangers



Por Rodolfo Zavati

Ian Gillan (Deep Purple), Mick Jones (The Clash), Glen Matlock (Sex Pistols), Alan Wilder (Depeche Mode), Robert Smith (The Cure) e Pete Doherty (The Libertines). Não, não estamos cobrindo um encontro musical entre figuras de épocas e estilos distintos do rock inglês. A lista acima mostra alguns torcedores ilustres do Queens Park Rangers, tradicional clube londrino que está de volta à Premier League após quinze anos de ausência.

A promoção veio graças ao título da League Championship, que representa o segundo degrau na pirâmide do futebol inglês. Com 88 pontos em 46 jogos, a equipe precisou esperar uma decisão fora dos campos antes de comemorar: a contratação do meia argentino Alejandro Faurlín estava sob investigação da FA e poderia custar a perda de pontos ao clube. Julgado, coube ao clube pagar uma multa como pena, enquanto o título e o acesso foram confirmados com a pontuação ganha em campo. Dentro das quatro linhas, o destaque ficou por conta do meia marroquino Adel Taarabt. Após sair do Tottenham sem deixar saudades, Taraabt tornou-se líder e referência técnica da equipe, apesar dos seus 22 anos.

Popularmente chamado de QPR, the Rangers ou the Hoops, o clube de 1882 é sediado em Shepherd’s Bush, oeste londrino. Sendo assim, a rivalidade com os vizinhos Chelsea, Fulham e Brentford é grande. Os quatro fazem os West London Derbies, que ultimamente estavam limitados aos duelos Chelsea x Fulham.

Apesar de tradição e torcida, o Queens Park Rangers não tem uma sala com fartura de taças. A maior delas veio em 1967, conquistada de forma épica. O QPR enfrentava o West Bromwich Albion pela final da Copa da Liga, num Wembley com quase cem mil torcedores. Até os quinze minutos do segundo tempo, o placar marcava 2-0 para o West Brom. Em trinta minutos incríveis, os Rangers marcaram três vezes e viraram uma decisão que parecia liquidada.

Embora a Copa da Liga seja o único torneio maior conquistado pelo clube, outras campanhas memoráveis marcam sua história. Com o melhor time de sua história, apenas um ponto separou o Queens Park Rangers do título inglês na temporada 1975-76, que acabou ficando com o Liverpool.

Outro vice notável viria seis anos depois, quando uma derrota para o Tottenham frustrou os sonhos da equipe treinada por Terry Venables conquistar a Copa da Inglaterra. Venables, aliás, saiu direto do Queens Park Rangers para o Barcelona, após um quinto lugar na temporada 1983-84.

Acostumado com a condição de time ioiô, disputou sua última temporada na Premier League em 1995-96. Nos últimos anos, o clube foi adquirido por um consórcio de investidores bilionários, como o magnata indiano do aço Lakshmi Mittal e os chefões da Formula 1 Flavio Briatore (que vendeu sua parte) e Bernie Ecclestone. Como se vê, embora não haja expectativas de contratações bombásticas a lá Roman Abramovich, dinheiro não deverá ser problema para o QPR.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Primeira rodada bem fraca na Copa América

Por Caio Dellagiustina

Quem esperava ver Messi, Sanchéz, Neymar, Falcão e outros mais brilharem na primeira rodada, se decepcionou. Os seis primeiros jogos foram fracos, não salvou um time sequer.

Começamos pela estreia de los Hermanos. A Argentina rendeu pouco com os três atacantes. Messi tentou resolver, até Batista colocar ele mais recuado no segundo tempo. O time só melhorou um pouco com a entrada de Agüero. Banega foi um destastre, não só pelo gol que concedeu à Bolívia, mas pelos diversos passes errados também. A zaga ainda não realmente testada, mas demonstra continuar fraca.

Ah...a Bolívia atacou. Duas vezes. E marcou um gol, nada mais.

Destaque: Edivaldo. O brasileiro com cidadania boliviana estragou a festa argentina com um gol de calcanhar.


No segundo jogo do grupo, a Colômbia, franca favorita contra a seleção reserva da Costa Rica, pressionou até marcar, já no fim do primeiro tempo. Depois disso, ficou com preguiça do jogo. Ainda mais com a expulsão de Brenes, ainda no primeiro tempo. A Costa Rica, percebendo que não tinha condições de atacar, ainda mais com um jogador a menos, pouco criou e a primeira vitória da competição saiu para a equipe colombiana.

Destaque: Freddi Guarín. Foi o cérebro no meio campo colombiano.


Pelo grupo B, ninguém saiu do zero. Paraguai e Equador até criaram oportunidades, mas pecaram na finalização. Do lado paraguaio, pesou a saída de Barreto, lesionado, ainda no primeiro tempo. O empate até foi justo, mas um golzinho para cada lado não seria ruim.

Destaque: Chucho Benítez. Enquanto teve gás, infernizou a zaga paraguaia


Já no jogo do Brasil...ahh o Brasil. Não saiu de um empate com a Venezuela. E o pior, as duas maiores esperanças brasileiras não renderam nem um pouco do esperado. O melhor jogador da seleção, Pato, saiu graças à Mano Menezes que errou ao trocar Robinho por Fred e quando tentou voltar atrás, sacou o camisa 9.

Pode se perceber, o mesmo que aconteceu com Dunga na Copa do Mundo. Faltou jogadores que se encaixassem no esquema da seleção. Hulk seria uma boa pois poderia substituir qualquer um dos pontas (Neymar ou Robinho), sem precisar alterar jogadores ou esquema de jogo.

Destaque: Pato. Era o melhor jogador do Brasil, só Mano Menezes que não percebeu isso.


E no grupo C, pelo menos os gols saíram. Uruguai, um dos favoritos da competição,  não passou de um empate com o Peru, que teve chances para ganhar o jogo, principalmente no segundo tempo. O ataque uruguaio formado por Cavani, Suaréz e Forlán pouco produziu. No Peru, pouco podia se esperar, afinal dois dos melhores jogadores ficaram de fora por lesão, Farfán e Pizarro. Porém o time se virou bem com  Guerrero no ataque e no segundo tempo, com a entrada de Vargas o time ficou ainda mais perigoso.

Destaque: Guerrero. O nome é sugestivo, pois foi exatamente o que ele foi. Sozinho, enfrentou toda a zaga uruguaia e foi premiado com um belo gol.


No último jogo da primeira rodada, o Chile venceu o México por 2 a 1. Mas assim como os outros grandes, enfrentou dificuldades, tanto que iniciou perdendo mas graças a apatia mexicana, os chilenos foram pra cima e viraram o jogo.

Destaque: Vidal. O chileno ajudava no ataque e na defesa. Fez o gol da virada e da vitória do Chile.

Agora, só nos resta esperar que a segunda rodada não dê tanto sono como a primeira.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Pode dar trabalho: Málaga

Van Nistelrooy, o mais badalado dos reforços da equipe de Andaluzía (A bola.pt)
Por Felipe Portes

Sempre conhecido como clube de metade da tabela no Campeonato espanhol, o Málaga teve seu auge no início da década de 2000, quando tinha cofres "saudáveis". Esta "saúde financeira" resultou na vitória da Taça Intertoto de 2002 (torneio que classificava equipes para a extinta Copa Uefa), juntamente com Fulham e Stuttgart*. A campanha na Copa Uefa seguinte parou nas quartas de final, nas penalidades, pelas mãos do Boavista. 

Até o final da década passada o clube sofria com uma grave crise financeira e foi rebaixado na temporada 2005/06. O retorno à Liga BBVA veio somente em 2007/08 com o vice-campeonato da Liga Adelante. Mas foi preciso dois anos para a virada no destino da agremiação acontecer. Em julho de 2010, o sheik Abdullah Al Thani comprou o Málaga de Lorenzo Sanz pelo montante de 36 milhões de euros.

Tão logo, as contratações vieram para a construção de um elenco competitivo. Em 2010/11 chegaram Martin Demichelis (emprestado pelo Bayern), Julio Baptista, Sergio Asenjo, Kris Stadsgaard, Albert Luque, Ignacio Camacho e Enzo Maresca. Da zona de rebaixamento na metade da temporada para o 11o lugar ao fim do certame, mostrando que a reação não só era possível, como aconteceu. E daí que o amigo leitor pensa: vai lutar para não cair de novo? E este escriba responde: De jeito maneira!

A reestruturação do grupo boquerone (anchova, em espanhol) começa com o nome de Ruud Van Nistelrooy, como bem dito neste texto escrito há um mês. Depois do holandês, mais atletas de renome internacional desembarcaram em La Rosaleda. E aí vai a pancada: Jerémy Toulalan (ex-Lyon), Joris Mathijsen (ex-Hamburgo), Nacho Monreal (ex-Osasuña), Diego Buonanotte (ex-River) e ainda especula-se que Joaquín (Valencia) chegue nos próximos dias.

É cedo para dizer que o Málaga pode ser o novo "galáctico" no Campeonato Espanhol, mas a gastança do sheik não deve parar por aí. Vamos combinar o seguinte, então: novo Manchester City? Em questão de elenco, podemos colocar o clube da Andaluzia entre os cinco melhores na Liga ao lado de Valencia, Villarreal e Sevilla, já que Real e Barça estão anos-luz à frente. 

Se com elenco mediano o treinador Manuel Pellegrini conseguiu ficar na metade da tabela, que dirá com um plantel completo e competitivo como está sendo montado. O torcedor que acompanha La Liga, pode colocar na sua listinha: essa temporada, o Málaga pode dar trabalho!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Olha a laranja, olha a laranja! (2)

David De Gea já faz exames médicos em Manchester e acerta com o United 



O Manchester United parece já ter um substituto à altura de Edwin Van der Sar. O espanhol David De Gea, do Atlético de Madrid e campeão com a seleção espanhola sub-21 neste sábado, pode ser o reforço para a meta dos Red Devils. Com 20 anos, De Gea é apontado como grande promessa para a posição em seu país, sendo comparado a Iker Casillas pela juventude e capacidade demonstrada. Já que estamos falando de comparações, David leva vantagem sobre Iker em um aspecto: a altura. 1,90m sobre 1,85 do madridista. 

Parma e Napoli fazem negociação coletiva; Dzemaili na celeste, Santacroce e Blasi nos gialloblù

Dzemaili deixa o Parma e jogará a Liga dos Campeões pelo Napoli (Zimbio)
O Napoli queria contar com mais um jogador para compor o seu meio-campo. Achou Blerim Dzemaili, 25 anos, suíço e um dos destaques do Parma na última temporada. Mas daí, os parmegianos bateram o pé e disseram: pode levar, mas nos emprestem dois atletas. Foram então Manuele Blasi e Fabricio Santacroce para a equipe gialloblù. 

Domenico Criscito disputará a Liga dos Campeões... pelo Zenit

Criscito é abraçado por Montolivo, na apresentação da Italia na Copa de 2010 (Zimbio)
Agora Luciano Spalletti não pode reclamar de seu setor defensivo no Zenit, contando com o (caneleiro) luso Bruno Alves, Tomas Hubocan, Domenico Criscito e Aleksandr Anyukov. O italiano ex-Juventus e Genoa chega para ser titular do selecionado de St. Petersburg, absolutamente. O defensor de 24 anos já tem experiência internacional e pode dar muita segurança aos russos. O contrato de Criscito vai até junho de 2013.

Lichtsteiner deixa a Lazio e acerta com a Juventus


Aos 27 anos e no auge de sua carreira, o lateral suíço Stefan Lichtsteiner faz suas malas e não mais defenderá o lado celeste da cidade eterna. Contratado pela Juventus por 11 milhões de euros o ex-laziale é o quarto atleta a desembarcar no clube bianconero para a próxima temporada. Andrea Pirlo, Michele Pazienza e Reto Ziegler. Antonio Conte já tem um bom elenco em suas mãos, basta conseguir fazer com que ele jogue, coisa que Luigi Del Neri não passou nem perto de realizar. 

Adrian Mutu é da Cesena

Problemático, Mutu mal jogou pela Fiorentina na última época e foi negociado (UEFA)
Lutando para se manter na Serie A na próxima temporada, a Cesena contrata Adrian Mutu, o prodígio romeno às avessas. Aos 32 anos, Mutu foi dispensado pela equipe violeta de Florença após causar problemas internos. Ainda que esteja em decadência, tem futebol para ser titular e referência dentro do grupo. Não dá para negar que ele já foi craque, resta saber se Adrian pode dar alguma contribuição ao futebol e principalmente para a sua nova equipe.

Wenger quer que sua zaga tenha mais jogo de cintura e vai investir no Samba

Christopher Samba, com seu sorriso maroto e jeito moleque,
 tem tudo para ser o novo zagueiro gunner (Zero Zero.pt)
Chega de sofrer e levar dribles do adversário, disse Arséne Wenger na última reunião com os dirigentes do Arsenal. O "managéer françoise" pediu que a retaguarda gunner tivesse mais ginga e malandragem. Foi daí que alguém ali numa das cadeiras do fundão sugeriu: "Ê, professor, nóis precisa de samba, aí sim!", iluminando a mente do treinador francês. Imediatamente, houve um telefonema para Christopher Samba, zagueiro do Blackburn, que por um acaso é compatriota de Wenger (como 70% do plantel do Arsenal).

A negociação já está em termos avançados e ainda essa semana pode sair a contratação do jogador, que tem 27 anos, 1,96m e passagens por Hertha Berlin e Blackburn, como foi dito no parágrafo anterior. Diria Alcione, a lendária "Marrom": não deixe o samba morrer... E aí Wenger, vai deixar o Samba escapar?

Obinna não é mesmo melhor que Eto'o 

Emprestado pela Internazionale ao West Ham, Obinna agora embarcará no trem das onze em Moscou (Telegraph)
A realidade é mesmo cruel. Enquanto alguns flamenguistas e palmeirenses apostavam que "Obinna é melhor que Eto'o", não foi bem isso que a diretoria interista achou. Emprestado pela equipe de Milão ao West Ham, que foi rebaixado na Premier League, Victor Obinna, (genérico do baiano que fez a alegria das torcidas no Brasileirão e hoje desfila na China) não conseguiu se firmar nem na Itália e muito menos na Inglaterra. A nova cartada da carreira do nigeriano agora é o Lokomotiv Moscou. Obinna tem 24 anos.

Funes Mori abandonará o Titanic millonario e seu destino pode ser a Fiorentina


Integrante do elenco rebaixado pelo River no último domingo, Rogelio Funes Mori pode estar de malas prontas para Florença, onde jogará pela Fiorentina. Aos 20 anos, o atacante argentino já era cotado em janeiro deste ano para assinar com algum clube europeu. Desta vez, ao que parece, o negócio será concluído, visto que a Viola precisará de um novo jogador para o setor ofensivo, com a saída de Mutu. O montante da transferência gira em torno de 11 milhões de euros. Contudo, jornais italianos especulam que o valor pode ser reduzido drasticamente em função do rebaixamento da equipe millonaria. 

*Mancada do editor: O treinador bianconero é Antonio Conte, e não Ciro Ferrara. Errata já corrigida.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Fomos campeões: Ajax 1994-95

Base da seleção holandesa na década de 1990, Ajax comemora quarto título
da Liga dos Campeões (Futbol Reisi)
Felipe Portes, @portesovic
De São Paulo-SP
*Com colaboração de Victor Hugo Torres


Campeão invicto, um elenco forte e que tinha quase 100% de seus atletas jogando pelas seleções nacionais, este é o Ajax campeão, que deixou sua marca na história da competição e do futebol. Segunda escalação holandesa a conseguir o feito de levantar a taça sem perder nenhuma partida, imitando os grandes tempos de Johann Cruyff e seus Bluecaps, este Ajax comandado por Louis Van Gaal trazia consigo vários talentos em uma das melhores gerações que a Holanda já viu.

Base e maioria dominante da seleção laranja que disputaria a Copa de 1998 e ficaria com o quarto lugar, os "Godenzonen" tinham um sistema defensivo quase que impecável, um meio campo rápido e preciso e um atacante goleador, Patrick Kluivert, que por sua vez contava com a assistência de Marc Overmars, ponta esquerda dos bons. Com a mescla de jovens talentos e a experiência de Frank Rijkaard e Danny Blind, os garotos de Amsterdã por pouco não obtiveram o bi-campeonato europeu de forma consecutiva. Foram derrotados nos pênaltis pela Juventus no ano seguinte.

Credenciado para a disputa da Champions com o título holandês em 1993/94, com 54 pontos, 26 vitórias, dois empates e seis derrotas, em 34 jogos. Foi com esse poderio que o Ajax conseguiu o primeiro lugar do Grupo D na Liga dos Campeões de 1994/95, enfrentando o Milan, o AEK Atenas e o Salzburg. (até então não "abençoado" pela marca de energéticos Red Bull, fato consumado no ano de 2005, com a compra do clube austríaco) A campanha foi quase impecável. Quatro vitórias e dois empates em seis jogos, com duas vitórias em cima do Milan, na Amsterdam Arena e no San Siro.

As quartas-de-final trouxeram um adversário considerado "tranquilo". O Hajduk Split trazia algumas promessas croatas, como Ivan Juric, Goran Vucevic, Ivica Mornar e Milan Rapajic. A primeira mão foi disputada em Split, e terminou em 0-0. Na volta, os Godenzonen impuseram um bom ritmo e marcaram um 3-0, avançando às semifinais para encarar o temido Bayern, que já havia feito o Ajax como vítima na década de 1970.

O troco foi bem dado, após um 0-0 em Munique, um sonoro 5-2 aplicado pelos sucessores de Cruyff serviu para colocar os holandeses na grande final, novamente para encarar o Milan, rival na fase de grupos. Um duelo entre dois dos melhores times do continente. Já multicampeões e defensores do título, os italianos vinham confiantes, principalmente pelo fato de ter participado das duas finais anteriores.

No estádio Ernst Happel, em Viena, na Áustria, o dia 24 de maio de 1995 marcou mais um encontro entre o lado holandês e o italiano. Van Gaal escalou Van der Sar, Reiziger, Blind, Frank de Boer, Litmanen, Seedorf, Rijkaard, Ronald de Boer, Davids, Finidi e Overmars.

Fabio Capello, por sua vez, enviou para o gramado: Rossi, Desailly, Baresi, Costacurta, Maldini, Panucci, Albertini, Donadoni, Boban, Massaro e Simone.

Num típico jogo amarrado de decisão, no "burocrático" futebol na década de 1990, o empate sem gols se prolongava até o os 85 minutos, até que o reserva/talismã Kluivert concluiu com maestria uma jogada recheada de passes precisos e diretos, que percorreu toda a extensão do território milanista. Foram cinco trocas de possessão, até a pelota chegar dentro da grande área, onde o grandalhão mandou com calma no canto de Rossi. 1-0, delírio Godenzonen e mais um título para o gigante holandês, que foi se desmanchando pouco a pouco, conforme os anos se passavam.

Tida como última geração de ouro do Ajax, este grupo seleto de jogadores ficará na história da Liga dos Campeões, pelo seu estilo de jogo ofensivo, dinâmico e arrojado. E certamente, nos corações da sua torcida.

Jogos

Grupo B
Ajax 2-0 Milan
Milan 0-2 Ajax
AEK 1-2 Ajax
Ajax 2-0 AEK
Salzburg 0-0 Ajax
Ajax 1-1 Salzburg

Quartas-de-final
Hajduk Split 0-0 Ajax
Ajax 3-0 Hajduk Split

Semifinais
Bayern 0-0 Ajax
Ajax 5-2 Bayern

Final, 24 de maio de 1995, Viena - Ernst Happel

Ajax 1-0 Milan 



quinta-feira, 16 de junho de 2011

Olha a laranja, olha a laranja!

Stijn Schaars (AZ) >> Sporting Lisboa



O Sporting Lisboa anunciou nesta quinta-feira a contratação de Stijn Schaars, meia holandês de 26 anos do AZ. Por um preço módico (850 mil euros), Schaars chega para dar outra cara ao meio-campo dos Leões, que ficaram carentes após a saída de João Moutinho para o Porto. O contrato é válido por três temporadas.

Kevin Nolan (Newcastle) >> West Ham


O West Ham vai se estruturando para a disputa da Npower Championship (segunda divisão inglesa). O reforço da vez é Kevin Nolan, capitão do Newcastle na última temporada. O acordo é de cinco temporadas, no valor de 4 milhões de libras. Nolan tem 28 anos e é volante. A repercussão dentro do elenco foi negativa, como a conta de Joey Barton no twitter sugere. Barton lamentou a saída de Nolan, comentando que ele é "um grande jogador, um líder, capitão, pessoa, treinador e um amigo para toda a vida". 

William Kvist (Kobenhavn) >> Stuttgart


Com 26 anos e 20 convocações para a seleção dinamarquesa, William Kvist é o novo jogador do Stuttgart. O clube alemão deu o pulo do gato e passou a rasteira no Schalke, que estava interessado no volante do Kobenhavn. Destaque na campanha da Liga dos Campeões, Kvist chega com um contrato de quatro anos, com valor não revelado. 

Marco Donadel e Mario Santana (Fiorentina) >> Napoli 


A celeste napolitana também fortalece seu elenco para a disputa da Liga dos Campeões da próxima temporada. Sensação da temporada italiana, o Napoli acertou a contratação de Marco Donadel, volante da Fiorentina, por cerca de um milhão de euros. Ainda não foi revelado o tempo de contrato. Com ele, Mario Santana também arrumou suas malas e não renovou com a Fiorentina. Duas baixas que podem colocar fim aos bons tempos violetas na Serie A, tal como ocorreu com a Sampdoria, rebaixada e sentida das vendas de Pazzini e Cassano.

Craques: John Robertson

Robertson no primeiro título europeu pelo Forest:
aclamado pelo mestre Brian Clough (UEFA.com)
Por Felipe Portes

Treze anos de Nottingham Forest, dois títulos europeus, dois nacionais (um da primeira e outro da segunda divisão) credenciam o atacante escocês John Robertson como uma das figuras mais importantes que um dia já demonstraram seu talento em campos bretões. Ponta esquerda, dos que mais abasteciam o poderio do centroavante, no seu caso, Garry Birtles e Terry Woodcock, companheiros nos grandes triunfos da equipe, comandada pelo brilhante Brian Clough, juntamente com Peter Taylor.

Baixinho, rápido, explosivo e habilidoso, Robertson tinha grande moral com o seu treinador, Clough, nos tempos de Forest. Para se estimar o que ele significava para "Cloughie", veja esta declaração do lendário manager inglês: "John era um cara pouco atraente. Se eu me sentisse um tanto quanto feio, desarrumado, sentaria ao seu lado e poderia me sentir quase que um Errol Flynn. Mas no campo, não se podia dar um mínimo espaço a ele, pois era um artista, um Picasso do nosso jogo".


A admiração de Brian pelo futebol de Robertson não parou por aí, afinal, sempre dizia que o escocês era um dos melhores praticantes do esporte que ele havia visto, ao lado dos italianos e brasileiros.
Duelo contra o Birmingham nos tempos áureos dos Reds de Nottingham (Getty images)
A importância tática e ofensiva de John era determinante no estilo de jogo do Forest. Aliando dois ótimos meias como Martin O´Neill e Archie Gemmill, a precisão dos passes trocados entre os atletas era alta, permitindo a armação de ataques em velocidade, além da óbvia tranquilidade para chegar a área adversária.

Jogando dois mundiais pela Escócia, (1978 e 82) Robertson foi ofuscado em patamar internacional pelo talento de seu patrício e grande rival clubístico, Kenny Dalglish, do Liverpool. Contemporâneos, eram os grandes responsáveis pelo credenciamento dos "homens de saia" para as Copas, de 74 a 1986, época em que estavam em destaque.

John jogou por 13 anos consecutivos no Forest, antes de ingressar no Derby County (rival histórico e outro clube que passou pelas mãos de Brian Clough) em 1983, gerando discórdia entre Peter Taylor e Clough, à época não mais parceiros e treinadores das duas equipes. Taylor tirou Robertson dos Reds por dois anos, até 1985, quando o ponta retornou a Nottingham para encerrar sua gloriosa vida no futebol. Decisivo, fez gols importantes como o do título europeu em 1980, o segundo consecutivo do Forest, em cima do Hamburgo.
JR e O´Neill, mais de vinte anos trabalhando juntos como assistente e técnico (BBC)
Depois de sua aposentadoria, trabalhou como assistente de Martin O´Neill até o ano de 2010, quando o treinador se demitiu do Aston Villa. Passou por equipes como Norwich, Leicester e Celtic, em parceria com O´Neill, sempre.





quarta-feira, 15 de junho de 2011

O brilho perdido - Boavista

Jogadores do Boavista comemoram o título na Taça de Portugal de 1991/92 (Glórias do passado)

Por Caio Dellagiustina

Quais são os campeões de toda a história do campeonato português? De bate pronto, os nomes que vem a mente de milhares de pessoas são os do trio de ferro, Benfica, Sporting e Porto. E não estão errados. Fora eles, apenas o Belenenses na temporada 1945/46 e o Boavista na temporada 2000/2001 conseguiram o feito histórico.

Curiosamente, ambas equipes não vivem bons momentos. O Belenenses foi rebaixado temporada passada após muitos problemas extra-campo como casos de jogadores irregulares e dívidas.

Já o Boavista foi rebaixado na temporada 2007/08, mas também por estar envolvidos em problemas de ordem judicial. O Comitê de Disciplina da Liga Portuguesa de Futebol Profissional puniu o Boavista, Porto e União Leiria devido ao escândalo chamado Apito Dourado, um escândalo de corrupção que manchou o nome do campeonato português.

O clube fundado em 1903 por ingleses que vieram à Portugal para trabalhar e para lembrar os tempos da terra natal, se reuniam para jogar futebol aos sábados. O time da cidade do Porto é um dos grandes propulsores do futebol português, já que foi o primeiro a construir um estádio (Estádio do Bessa) e o primeiro clube a profissionalizar o futebol.

Mesmo sendo tão tradicional, o clube só conquistou seu primeiro título no ano de 1936/37. E ainda assim, não foi um título dos mais importantes. A conquista da segunda divisão portuguesa, levou os “panteras negras” à primeira divisão.

Porém, o clube do Bessa, levou um tempo até se firmar na elite portuguesa. Isso foi na década de 70, época que o clube se reformulou, ampliou o estádio e se tornou grande em Portugal. Nessa década, o clube axadrezado conquistou títulos de expressão, como a Taça de Portugal em três ocasiões (1974/75, 1975/76, 1978/79) e da Supertaça de Portugal na temporada 1978/79, além de disputar as copas européias.

Entre boas e más campanhas na elite portuguesa, o Boavista se consolidaliza como quarta força do cenário português na década de 80. Já na década seguinte, o time retoma a fase de conquistas, vencendo mais duas Taças de Portugal e duas Supertaças de Portugal, ambas nos anos 1991/92 e 1996/97, mas foi somente na temporada 2000/01 que o Boavista, com o apoio de um grupo empresarial que formou uma associação desportiva para gerir o departamento de futebol, conquistou sua maior glória, a Liga Portuguesa.

Nos anos seguintes, o clube também teve boas participações européias, chegando até a semifinal da Copa da Uefa de 2002/03, quando perdeu para o Celtic da Escócia.

A partir daí, o clube só se afundou. O caso do escândalo Apito Dourado  foi o estopim que decretou o fim da alegria alvinegra. Com a investigação nas contas do clube, ficou decretado, na temporada 2007/08 que o clube da cidade do Porto fosse para a segunda divisão. Mas devido ao rombo financeiro que o clube tem até hoje, desceu à terceira divisão, onde está até o momento, tentando se reeguer para voltar à sua fase de ouro.

Títulos

Campeonato Português: 2000/01
Taça de Portugal: 1974/75, 1975/76, 1978/79, 1991/92 e 1996/97
Supertaça de Portugal: 1978/79, 1991/92 e 1996/97
Campeonato Português da 2ª divisão: 1936/37
Campeonato Português da 3ª divisão: 1949/50

Confira um vídeo sobre o título nacional do Boavista, na temporada 2000/01, logo abaixo.

terça-feira, 14 de junho de 2011

O Tsar dos Balaídos

Foto: Moi celeste
Um dos jogadores soviéticos mais talentosos dos anos 90, Aleksandr Mostovoi desfilou por gramados espanhois durante a maior parte de sua carreira no Celta de Vigo, coincidentemente, em parceria com Valery Karpin. De personalidade forte, o meia somou algumas confusões como profissional

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Surpriză! (Surpresa!)

É Otelul na Liga dos Campeões, amiiigo! Haaaaaja coração!
Por Rodolfo Zavati

Pela primeira vez em 46 anos de história, o Otelul Galati é campeão romeno. A briga pelo título passou longe da capital: os principais concorrentes do vencedor inédito foram o Timisoara e o Vaslui. Os grandes ficaram fora até da Liga dos Campeões, com Rapid, Steaua e Dinamo terminando abaixo do trio acima - respectivamente, em quarto, quinto e sexto. Desde a temporada 2006-07, o campeonato romeno é vencido por equipes de fora de Bucareste. O Cluj, defensor do título, fez campanha irregular e terminou apenas na décima posição.

O clube de Galati, cidade portuária de 290 mil habitantes às margens do Danúbio, é conhecido como otelarii, os "trabalhadores do aço", numa tradução livre (otel quer dizer "aço" em romeno, enquanto otelul seria algo equivalente ao inglês steelers). Treinada por Dorinel Munteanu, ex-volante da Romênia nas Copas de 94 e 98, a equipe não teve a defesa menos vazada, tampouco o ataque mais positivo. Individualidades também não apareceram. Os oito gols marcados pelo atacante Marius Pena não permitiram que o goleador do Otelul no campeonato sequer chegasse perto da disputa pela artilharia.

Porém, o Otelul Galati se destacou pela regularidade, sendo o time que mais venceu e menos empatou. Mesmo perdendo seis vezes (o vice Timisoara perdeu apenas duas), o baixo número de empates (sete contra quinze) fez a diferença na tabela e rendeu aos homens de aço uma vantagem de quatro pontos em relação ao segundo colocado.

Apesar de freqüentar assiduamente a primeira divisão local desde 1986 e se classificar algumas vezes para edições recentes da agora Liga Europa, o Otelul jamais disputou o título. Três quartos lugares (o último deles em 1998) eram os resultados mais significativos da equipe até então, que também foi vice da Copa da Romênia em 2004, perdendo a final para o Dinamo Bucaresti. Vale lembrar que de acordo com o ranking de coeficientes da UEFA, responsável por distribuir as vagas nas competições européias, o campeão da Romênia terá direito a um lugar na fase de grupos da próxima Champions League ao lado de outros campeões que já estão lá, como Barcelona, Milan e Manchester United.

Embora apenas estréie no principal torneio interclubes europeu, o Otelul já tem história continental para contar. Em 1988, num jogo da então Copa da UEFA, os romenos venceram a gigante Juventus por 1-0. Entretanto, no jogo de volta em Turim, a Vecchia Signora massacrou por maiúsculos 5-0, seguindo seu caminho na competição até parar no Napoli de Diego Armando Maradona e Careca, futuro campeão. Apesar da goleada posterior, o resultado ainda é considerado histórico pelo clube.

Curiosidade: apesar do vice, o Timisoara foi automaticamente rebaixado para a terceira divisão, graças ao acumulo de dívidas que não permitiram ao time conseguir a licença necessária para continuar na Liga I.